Mostrando postagens com marcador Softaware Livre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Softaware Livre. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Software Livre para Governos nos EUA

O Brasil foi pioneiro no mundo, com o Portal do Software Publico Brasileiro.

Agora os EUA lançam o Civic Commons, um site para reunir e promover softwares livres para uso governamental.

A idéia é unir esforços, de maneira que a solução feita para um estado ou município possa ser aproveitada em outros. Indo um passo além, as soluções desenvolvidas por um país poderão ser aproveitadas por outros.
 
 
Fonte do Post:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O império contra-ataca - O Jogo Político da Microsoft

Jogo político da Microsoft no Brasil



Esta notícia está circulando nos blogs internacionais de software livre:


"Basicamente, o Sr. Ballmer visitou todos os estados onde o governador é do PSDB, um partido de oposição ao PT de Lula (Partido dos Trabalhadores) e fizeram acordos para fazer EDGI sobre estes estados. (não acredita? clique aqui)

"Basicamente, esta é a história. Enquanto o governo federal apóia o Linux, Ballmer fez alianças nos estados controlados pelo partido rival para atrapalhar ... Linux nas escolas, uma vez que as escolas tem computadores doados pelo governo federal com o Linux. "

Tradução do Google:

Original, em inglês:

Leia também:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Chrome - O Sistema Operacional do Google

 Google planeja lançar sistema Chrome no final do ano


02 de junho de 2010 • 11h08 • atualizado às 11h25


O Google planeja lançar seu sistema operacional Chrome "no final do ano," disseSandar Pichai, diretor do projeto Chrome, nesta quarta-feira, para reforçar a competição contra a rival Microsoft e seu Windows.

O sistema Chrome será projetado inicialmente para funcionar em laptops, disse Pinchai a jornalistas durante a feira de computação Computex. "Seremos seletivos quanto à maneira pela qual chegaremos ao mercado porque desejamos propiciar uma ótima experiência ao usuário," disse. "Estamos pensando tanto em termos de hardware quanto de software."

O Google busca desafiar o domínio do sistema operacional Windows, que é utilizado em mais de 90% dos computadores pessoais. A Microsoft se mostrou indiferente aos esforços do Google para desenvolver um sistema operacional de fonte aberta, afirmando que os criadores de software teriam de criar outras versões dos mesmos aplicativos para diferentes marcas.

Pichai contestou a alegação, afirmando que a semelhança no núcleo básico significaria que as empresas de software não precisariam desenvolver uma nova versão para o Chrome.

"O Chrome OS é um dos poucos futuros sistemas operacionais para os quais já existem milhões de aplicativos funcionais," disse Pichai. "Não é preciso mudar o projeto do Gmail para que ele funcione com o Chrome. O Facebook não precisa criar um aplicativo novo para o Chrome", disse ele.

O software de fonte aberta permite que empresas de tecnologia como a Acer desenvolvam versões próprias do sistema utilizando um esqueleto fornecido pelo Google, atendendo suas necessidades próprias.

O sistema operacional Chrome terá como peça central um navegador para web, e todo o software, incluindo aplicativos sofisticados como os usados para edição de fotos e vídeos, será armazenado em servidores externos, a chamada computação em nuvem. "Antecipamos que uma geração de aplicativos, entre eles os jogos, funcione a partir do navegador," disse Pichai.




Fonte do Post:







.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Telebrás dentro da estratégia de defesa Nacional... até que em fim

Eu sempre achei que o maior erro nas privatizações foi justamente na questão da Defesa Nacional. 
São três as ações que acredito serem acertadíssimas por parte do Governo atual, fora as já conhecidas como os submarinos e os aviões já bastante discutidos...
A primeira foi a adoção do software livre nos computadores do governo. Abandonar a caixa preta do Windows foi a melhor opção no que tange segurança de informação. Como não se tem acesso ao código fonte do Windows, com certeza naõ se sabe se há roubo de informações constantes nos computadores com ele instalados.

A segunda  foi o fortalecimento da Petrobrás como empresa nacional e responsável pela nossa principal fonte de energia, aliás, não é só nossa, mas do mundo todo. A prova são as guerras e invasões que foram e estão sendo travadas mundo à fora justamente por causa do Petróleo.

Por fim, a terceira é a reativação da Telebrás como espinha dorsal do Sistema de Comunicação Nacional. Rogério Santanna disse tudo...
“Não é por acaso que o Estado está reativando a empresa. Está reativando para ter mais controle sobre as comunicações. Não tem Estado no mundo que não tem autonomia de comunicação. É ridículo eu pensar que terei aí submarinos nucleares de um lado e de outro lado aviões de último tipo que se falam por um satélite comercial sobre o qual eu não tenho qualquer controle ou por trechos de rede que são roteados em Miami”
Rogério Santanna


Telebrás ficará operacional em dois meses, diz secretário de tecnologia

do G1

Rogério Santanna disse ao G1 que será o novo presidente da estatal. Reativação da estatal dará maior controle das comunicações ao governo, diz.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, um dos idealizadores do Plano Nacional de Banda Larga, disse que a Telebrás, futura gestora ou “espinha dorsal” do plano, ficará operacional em dois meses. Ele confirmou ao G1 que será o presidente da estatal. “Sou eu [o novo presidente]. Recebi o convite e já aceitei”, disse.

Segundo ele, nas próximas semanas será escolhida a equipe da empresa, que deve contar com cerca de 100 funcionários, transferidos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ou escolhidos para cargos de confiança.

Em entrevista ao G1, Santanna disse que a reativação da Telebrás faz parte de uma “estratégia de defesa nacional”. Para o futuro presidente da estatal, o governo brasileiro precisa ter maior controle sobre as comunicações.

“Não é por acaso que o Estado está reativando a empresa. Está reativando para ter mais controle sobre as comunicações. Não tem Estado no mundo que não tem autonomia de comunicação. É ridículo eu pensar que terei aí submarinos nucleares de um lado e de outro lado aviões de último tipo que se falam por um satélite comercial sobre o qual eu não tenho qualquer controle ou por trechos de rede que são roteados em Miami”, disse.


Clique na imagem para mudar de slide. No slide 23 tem um mapa do Brasil que mostra como está distribuida
a rede de fibras ópticas que será usada pela Telebrás



Santanna classificou de ingenuidade declarações de que o plano deveria ser executado exclusivamente por empresas privadas, sem a atuação massiva do Estado. “O Estado brasileiro tem que ter total autonomia sobre as comunicações. Essa conversa, eu diria, é de ridículo a ingênuo.” De acordo com o secretário, as empresas de telefonia que argumentam que a Telebrás terá condições privilegiadas de atuação no mercado “querem o próprio monopólio”.

“As companhias de telefonia procuram na regulação se proteger da competição. Elas vivem falando em concorrência e sonham o tempo todo com o próprio monopólio. E agora vão concorrer”, disse. Santanna argumentou que a Telebrás não terá privilégios ou isenções específicas, mas admitiu que o governo terá maior facilidade de contratá-la, porque não serão necessários procedimentos de licitação.

“Ela [Telebrás] é uma S.A., então paga todos os impostos que elas pagam, tem ações em bolsa. Aliás, ela tem mais transparência até do que algumas empresas de capital fechado, que a gente não sabe quanto que elas lucram. Não vai ter nenhuma isenção de imposto que as outras não tenham. O que elas [empresas privadas] estão reclamando é do fato de que, como é uma empresa pública, o Estado pode comprar dela sem licitação e, portanto, vai ter mais rapidez para contratar, e vai contratar essas redes estratégicas com essa empresa”, disse. [Para bom entendedor... vai acabar o dinheiro fácil das operadoras privadas]

Segundo Santanna, o próximo passo para a o plano da banda Larga é negociar com as operadoras de telefonia para que elas participem na implementação do serviço para o consumidor final. Nesta sexta-feira, representantes de empresas privadas se reúnem na Casa Civil para tratar de participação no projeto.
 ______________________________________
PS. Só queria que os tucanos não fizessem outra cagada como as da "era FHC" - se caso Serra seja eleito. Infelizmente as atitudes e ações dos atuais interlocutores dos DEM-PSDB, capitaneados por SERRA e sob proteção do PIG, mostra justamente que irão sim continuar com as ações entreguistas da era FHC e o farão sem o menor remorso e parece que serão ainda pior.
  ______________________________________


Fonte do Post:
.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Governo capitaliza Telebras e garante R$ 13 bi para Banda Larga

O Plano Nacional de Banda Larga terá, até 2014, investimentos de cerca de R$ 13 bilhões, anunciou nesta quarta-feira, 5, a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Deste total, será feito um reforço de capital de R$ 3,22 bilhões na Telebrás, que será a gestora do programa.
 Clique na imagem para passar o slide
Na terça-feira, a empresa divulgou um fato relevante encaminhado à CVM no qual definiu sua participação no programa. Para capitalizar a estatal, o governo usará recursos do Tesouro Nacional. A empresa, segundo o coordenador dos projetos de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, passará a ter lucro a partir do terceiro ano de operação.

Também serão abertas linhas de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), num total de R$ 7,5 bilhões, em condições favorecidas abaixo das taxas praticadas no mercado. O maior volume de financiamento do BNDES, de R$ 6,5 bilhões, será para aquisição de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional. A outra linha, de R$ 1 bilhão, será para financiar micro, pequenas e médias empresas de telecomunicações, incluindo as lan houses.

O plano terá desonerações de cerca de R$ 800 milhões, sendo R$ 770 milhões de isenção de PIS/Cofins para modens de acesso à internet. Também haverá desoneração, de R$ 11,36 milhões, da cobrança do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para pequenas e médias prestadoras e de R$ 3,75 milhões, em isenção de IPI, para equipamentos de telecomunicações com tecnologia nacional. Estão sendo estimados ainda investimentos de R$ 1,75 bilhão para pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que virão do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).


Reativação da Telebrás

"Efetivamente, a Telebrás está sendo reativada. É claro que dentro de uma modelagem própria, voltada e focada na questão da gestão da banda larga para fazer a gestão dessa rede física", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. "O papel da Telebrás não é substituir ou limitar a iniciativa privada, de forma nenhuma. Ao contrário, o papel da Telebrás é usar a infraestrutura de que a União já dispõe para incentivar a iniciativa privada."

Segundo a ministra, a empresa terá uma estrutura "enxuta" e atuará prioritariamente no atacado, "fornecendo insumo para que tanto empresas pequenas quanto empresas grandes possam prestar o serviço ao usuário final".

40 milhões de novas residências na Internet

A ministra Erenice Guerra afirmou que a meta do Plano Nacional de Banda Larga é atingir, em 2014, 40 milhões de domicílios conectados à internet em alta velocidade. "Nossa meta é quadruplicar o número de conexões em domicílios", disse a ministra, durante entrevista para divulgar o programa. O governo estima que os serviços possam chegar ao usuário final a um preço entre R$ 15 e R$ 35.

Segundo o coordenador dos programas de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, no fim do ano passado havia cerca de 12 milhões de domicílios conectados. Com o preço de R$ 35, se chegaria, até 2014, a 35,2 milhões de domicílios. Esse número poderia subir para 40 milhões de conexões, com produtos mais populares, a um preço de R$ 15, que contariam com desoneração do moden de conexão móvel à internet e isenção do recolhimento para fundos setoriais, como o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) e o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

Para o plano de R$ 35, está sendo prevista uma velocidade de conexão de 512 quilobits por segundo (kbps) a 784 kbps. Para o plano de R$ 15, a velocidade máxima será de 512 kbps, mas com limitação para baixar arquivos (downloads)

Fonte do Post:
 



.

Teles querem barrar plano de banda larga

As empresas de telefonia ficaram "decepcionadas" com a divulgação do Plano Nacional de Banda Larga feita ontem pelo Palácio do Planalto e já cogitam recorrer à Justiça para tentar impedir a Telebrás de oferecer o serviço de internet rápida aos usuários finais.

Ontem, enquanto os ministros divulgavam os detalhes do plano, no Palácio do Planalto, os presidentes das grandes empresas de telefonia fixa e celular (Oi, Telefônica, Embratel, GVT, Vivo, TIM, Claro e CTBC) faziam uma teleconferência para discutir a decisão do governo de usar a Telebrás como gestora da banda larga pública.

Segundo executivos ouvidos ontem pela Folha, a reativação da Telebrás uniu tradicionais concorrentes, como Embratel, Oi, Telefônica e GVT, que se sentem igualmente ameaçadas pela perspectiva de terem concorrência estatal no segmento de banda larga.

Anteontem à noite, a Telebrás havia informado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à Bovespa que integrará o Plano Nacional de Banda Larga e que caberá a ela, entre outras tarefas, implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal e prestar serviço de conexão à internet em banda larga para usuários finais em localidades onde não exista oferta adequada do serviço.

A primeira reação das empresas ao anúncio do plano do governo foi contratar pareceres de advogados renomados sobre a legalidade de a Telebrás oferecer o serviço.

O entendimento delas é que a lei que criou a Telebrás não daria tal cobertura, e a estatal só poderia operar a rede de banda larga com autorização do Congresso Nacional, por meio de uma nova lei.

Para as empresas, a reativação da Telebrás como prestadora de serviço seria uma quebra nos compromissos assumidos pelo governo brasileiro por ocasião da privatização da telefonia, em 1998.

Em nota, o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal) disse, ontem, que a inclusão da Telebrás no Plano Nacional de Banda Larga tem de obedecer ao arcabouço legal e que as regras definidas na Lei Geral de Telecomunicações só podem ser alteradas pelo Legislativo.Segundo a entidade, as empresas privadas investiram R$ 180 bilhões no setor, desde a privatização.

As teles justificam o uso do recurso judicial com o argumento de que têm o dever de proteger os interesses de seus acionistas, que estariam sendo ameaçados pelo plano.Elas discordam de que a Telebrás se torne a única provedora de serviço de comunicação para a administração pública direta, que gera uma receita anual de R$ 200 milhões.

Alegam que o provedor deveria ser escolhido por licitação pública e que a Telebrás poderia concorrer, desde que tivesse o mesmo tratamento tributários dado aos demais concorrentes privados.Estado
Fonte do post:
.

Modem para todos

Venda de modem será isenta de PIS e Cofins



http://tecnoblog.net/guia/wp-content/uploads/2009/04/speedtouch-480x432.jpg



A principal surpresa com o anúncio do Plano Nacional de Banda Larga ontem foi o programa “modem para todos”, numa remissão ao programa “Luz para todos”, que leva energia elétrica às regiões mais remotas do país.

Por esse programa, o governo vai isentar, até 2014, em R$ 770 milhões de PIS e Cofins, os aparelhos decodificadores dos sinais da internet. Segundo as empresas privadas, a carga tributária desse aparelhos corresponde a até 60% do preço.

Pelo programa, o governo quer, também, dissociar a compra dos aparelhos da aquisição dos serviços de internet. Com isso, será evitado o que César Alvarez, assessor especial da Presidência, chama de “venda casada”. A medida segue a linha adotada para a venda de celulares desbloqueados, dissociando-os dos serviços das operadoras.

Ao ser vendido separadamente, o modem deixará de ser tributado como serviço de telecomunicações para se enquadrar na categoria de produto do setor, que tem uma tributação mais branda.

O incentivo terá foco principal na banda larga móvel, oferecida por operadoras de celular, segundo Rogério Santanna, futuro presidente da Telebrás. Pela desoneração e desvinculação, o governo prevê reduzir de cerca de R$ 160 o custo do modem para um valor próximo de R$ 100.

Dissociando a compra, o governo espera poder ofertar, ainda, acessos de velocidade menor e com controle de volume de tráfego a R$ 15 por mês para as classes de renda mais baixa do país. Segundo diagnóstico do governo, o valor da banda larga no país, hoje é, em média, de 4,5% da renda média da população e em valor cinco vezes o cobrado no Japão. (DF)

Fonte do Post:

Histórico:
Leia também:




.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A internet pode sofrer pane hoje, 5 de maio de 2010

Você sabia que no dia 5 de maio de 2010 sua internet, e de muitas pessoas ao redor do mundo, pode ficar fora do ar por algumas horas? Calma, não é o fim do mundo, apenas uma atualização de 13 backbones para que cada DNS agora tenha uma assinatura digital, dando maior certeza ao usuário de que o endereço retornado pelo backbone é realmente o que foi solicitado….

Em um primeiro momento essas assinaturas não passarão de mensagens bobas e serão utilizadas apenas para a realização dos primeiros testes em grande escala. A partir de 1º de julho, no entanto, as assinaturas passarão a ter validade real.

Explicando um pouco mais


No dia 5 maio, várias autoridades mundiais da internet (ICANN, governo estadounidense e a VeriSign) completarão a primeira fase do DNSSEC (Domain Name System Security Extensions) através de 13 backbones.

O DNSSEC foi desenvolvido para diminuir o número de ataques do tipo “homem no meio”, no qual hackers interceptam os requerimentos de abertura de uma página da web e respondiam essa mensagem com endereços falsos, o que levava o usuário até uma falsa localização.

E qual o problema com isso?

O problema é que o novo protocolo precisará carregar, além da mensagem, a assinatura do DNS. Com isso, o tamanho do pacote que será transportado vai aumentar de 512 Bytes para 2 KB.

Em alguns equipamentos de rede mais antigos (roteador, switch), qualquer mensagem maior do que o tamanho padrão é bloqueada pelas configurações padrão de fábrica, uma vez que um pacote maior do que 512 Bytes é considerado uma anomalia na rede.

O que fazer?

Para que esses pacotes de maior tamanho não sejam rejeitados, é preciso reconfigurar os roteadores a fim de que eles aceitem mensagens maiores. Mas calma, não é o seu roteador, mas sim os da empresas que prestam serviços de banda larga e são as responsáveis por “cuidar” das internet nos países.

O que vai causar a pane temporária, na realidade, é o delay entre o envio do novo pacote e a reconfiguração dos roteadores. Especialistas afirmam que, aqueles que utilizam banda larga de grandes empresas não têm muito com o que se preocupar, pois a maioria delas já está ciente do novo padrão e conta com uma equipe especializada para reconfigurar os roteadores o mais rápido possível.

Já os usuários que fazem uso dos serviços de internet de empresas pequenas podem ter um pouco de dor de cabeça, pois elas podem levar algum tempo até descobrir o motivo pelo qual a internet de seus usuários parou de funcionar.

O fato é que se no dia 5 de maio você ficar sem internet por algumas horas, não há muito com o que se preocupar. Agora que você já sabe o que vai acontecer, e porquê, não vai ser preciso congestionar as linhas de atendimento da empresa de banda larga.

Fonte do Post:

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lula, social-democrata: avanços claros em 4 áreas

Um amigo jornalista, que prepara um livro sobre as crises "fabricadas" durante os dois mandatos de  Lula, procurou-me para uma entrevista. Queria saber - por escrito - minha opinião sobre a relação imprensa/governo. Fez várias perguntas. Não vou aqui, claro, repetir tudo que respondi a ele. Até porque as respostas só fazem sentido no encadeamento da entrevista... E o material pertence a ele, não a mim.

Mas reproduzo a primeira das respostas, com uma avaliação geral sobre o significado do governo Lula. 

É o balanço de um governo com muitas limitações, social-democrata moderado, mas que ainda assim significou um avanço enorme para o país... 

Esses avanços é que explicam o ódio que alguns setores ainda manifestam contra o "apedeuta", "ignorante", "nordestino vagabundo" etc etc etc...



===

LULA - UM BALANÇO

A eleição de Lula, em 2002, deveu-se - em boa parte - à “fadiga” com as políticas neoliberais. Esse foi um movimento que se observou em toda a América do Sul. A eleição de Lula veio na mesma onda anti-liberal que levou ao poder Chavez na Venezuela, o casal Kirchner na Argentina, Tabaré (e depois Mujica) no Uruguai, Correa no Equador, Evo Moralez na Bolivia.

O curioso é que nesses outros países os liberais foram alijados do poder, saíram completamente derrotados (com excecao, talvez, do Uruguai, onde o governo da "Frente Ampla" tem características semelhantes com o de Lula).

Aqui no Brasil, a derrota dos liberais não foi completa. Lula teve que compor com os (neo) liberais, entregando o BC para um ex-tucano, e pactuando com o mercado uma política econômica  conservadora (pacto expresso na famosa “Carta aos Brasileiros” de 2002; e na administração Palocci na Fazenda).

É preciso lembrar que, em 2002, Lula não sofreu ataques da chamada “grande imprensa”. A Globo estava fragilizada (com o “default” de sua dívida, herança dos anos de FHC), e os outros veículos compreenderam que – dado o fracasso do segundo mandato de FHC – a vitória de Lula seria inevitável.  O que fizeram foi “domar” Lula. Engoliram a vitoria do petista, mas trataram de garantir que ela não significasse rompimentos. 

Ainda assim, a eleição de Lula significou, sim, uma derrota para setores que dominaram o Estado brasileiro na década anterior.

Ao contrário do que se costuma dizer, Lula não foi “apenas” uma continuidade de FHC. Não!





Apesar de conduzir um governo muito moderado, Lula foi responsável por mudanças emblemáticas em pelo menos 4 áreas:
  1. Criação de um mercado consumidor de massas (propiciada por uma somatória de políticas, entre elas a recuperação do salário-mínimo, a recomposição dos vencimentos do funcionalismo, o Bolsa-Familia, e a política mais agressiva de crédito) – tudo isso teve papel fundamental no enfrentamento da crise de 2008, já que o Brasil deixou de depender só das exportações e pôde basear sua recuperação no mercado interno;
  2. Relação de respeito com os movimentos sociais – parceria com sindicatos, diálogo com as centrais, com o MST;
  3. Recuperação do papel do Estado – fim das privatizações, novos concursos públicos, recuperação do papel planejador do Estado (por exemplo, no campo da energia, em que Dilma apoiou a criação de uma estatal para planejar novos empreendimentos hidrelétricos), fortalecimento dos bancos públicos (não mais como financiadores de privatizações fajutas, mas como indutores do desenvolvimento), fortalecimento da Petrobrás, com o Pré-Sal;
  4. Política externa soberana – enterro da Alca, criação da UNASUL, valorização de parcerias com China, India, Irã; fim do alinhamento com os EUA.
Os três últimos pontos explicam o ódio que latifundiários, “grande imprensa” e parte da velha classe média (que não suporta o avanço de uma nova classe média, e gostaria de ver o Brasil no velho leito de dependência em relação aos EUA) sentem por Lula.

O primeiro ponto, em contraposição, explica porque parte do grande empresariado fechou com Lula: essa turma nunca vendeu tanto, nunca faturou tanto.

Lula ampliou as bases do capitalismo brasileiro.  Lula faz um governo social-democrata moderado (e o empresário inteligente gosta disso)



A esquerda sempre pregou a “aliança da classe operária com as classes médias”. No poder, Lula produziu outra aliança: classe operária + grande massa desorganizada (e agora atendida por programas sociais) + grande empresariado.


De fora, ficou a classe média. Que berra na imprensa, ou em certos blogs onde corre o esgoto da direita. Esse povo é que tentou derrubar Lula em 2005 – com um discurso udenista.







Fonte do Post:


Leia mais sobre o Brasil e o Governo Lula:
Abaixo mais do jogo sujo dos Neoliberais:


.

sábado, 1 de maio de 2010

A Microsoft contra-ataca nas Universidades tentando reverter a perda de novos especilistas para o Software Livre

Não faz sentido a Universidade ensinar a programar em Windows. Estudantes — especialmente de computação — precisam ter acesso a todo o código fonte. O Windows não permite e nunca permitirá a livre transferência tecnológica.

por Foo
do blog Luis Nassif

Presidente da Microsoft critica banda larga e ‘proteção’ ao Linux no Brasil



Steve Ballmer deu palestra para estudantes universitários em São Paulo. No país, executivo mostrou prévia da nova versão do Messenger.

O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, criticou nesta quarta-feira (28) a estrutura física da internet brasileira e a posição oficial do governo do país em estimular a adoção de software livre no lugar dos programas Windows e Office, criados pela companhia americana.

Em palestra para estudantes na Universidade de São Paulo, na capital paulista, Ballmer disse que o Brasil pode ser prejudicado na transição da tecnologia para a chamada “computação na nuvem”, na qual os programas dependem de bases de dados hospedadas na internet.

Na segunda-feira, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) classificou a internet brasileira como lenta, cara e mal distribuída. “Espero que o governo entenda que a conexão de banda larga à internet é infraestrutura básica”, afirmou Ballmer, ao ser questionado pelo G1 se os problemas da rede no país atrapalhariam os planos da empresa de investir em computação na nuvem.

Sobre a preferência declarada do governo brasileiro a sistemas baseados em software livre, como o Linux, Ballmer disse que gostaria que o Estado adotasse uma posição neutra. “Respeitamos o desejo do governo brasileiro de apoiar a diversidade. Mas a política de apoio ao software livre não é exatamente a que eu gostaria. Preferiria uma posição de neutralidade”, disse.

Nas universidades, no entanto, Ballmer vê um caminho livre para estimular o uso do Windows e da plataforma Office. “Se você estuda para ser um programador, não vejo porque não aprenderia a programar para o sistema que é líder de mercado. E pelo menos 50% dos programadores do Brasil criam software para Windows”.


Novo Messenger

Ballmer aproveitou a passagem por São Paulo para apresentar a nova versão do Windows Live Messenger, serviço de mensagens instantâneas mais popular entre os internautas brasileiros. O sistema vai ganhar funções de rede social.

O novo programa terá também função de chat com vídeo em alta resolução (HD), e se integrará ao Facebook, rede da qual a Microsoft é detentora de 1,6% das ações, compradas em um acordo de US$ 240 milhões em 2007. Será possível visualizar dentro do ambiente do Messenger conteúdo de outros serviços on-line como LinkedIn, MySpace, Twitter, YouTube e Flickr.

O Brasil foi o local escolhido para o anúncio por ser o país com o maior número de usuários ativos do Messenger. De acordo com o diretor geral do grupo de serviços on-line da Microsoft Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, 46 milhões de brasileiros utilizam o Messenger. Em todo o mundo, o sistema conta com 320 milhões de usuários. “Hoje, 25% do tempo gasto pelo internauta brasileiro é com o Messenger”, diz Oliveira.

Integrado ao chamado Wave 4, conjunto de aplicativos on-line da Microsoft – que inclui também o e-mail gratuito Hotmail e as ferramentas de edição de foto e vídeo Windows Live Essentials –, o novo Messenger não tem data de lançamento definida.

Ao G1, o diretor da divisão Windows Live, Dharmesh Mehta, afirmou que o programa está em fase interna de testes, que deve ser expandida ao longo do ano. “Os usuários poderão utilizar o novo Messenger ainda em 2010”, diz.


Mudanças

Para quem usa a principal função do Messenger, isto é, trocar mensagens instantâneas, as mudanças serão apenas cosméticas. Agora, o Messenger terá uma melhor integração com o Windows 7, permitindo o acesso a seus contatos prediletos diretamente na barra de ferramentas do sistema operacional. As janelas individuais dos chats agora serão agrupadas em abas, todas numa mesma janela.

Na nova janela social, será possível ver todo o conteúdo enviado por seus contatos para sites como Facebook, Flick e Twitter, por exemplo. É possível filtrar o conteúdo, dando preferência para fotos e textos enviados por seus contatos mais próximos. Mas e o Orkut, rede social da concorrente Google e site preferido do internauta brasileiro? “Queremos trabalhar com todos os sites, se possível. Mas por enquanto (o Orkut) não está integrado”, afirma Mehta.


Fonte do Post:



 


.

terça-feira, 20 de abril de 2010

UCA - Um Computador por Aluno

Tiradentes é a primeira a receber laptop escolar 

http://urutau.proderj.rj.gov.br/seobras_imagens/EditaImprensa/imagensNoticias/IMG_4856.JPG

André Borges, de São Paulo – VALOR



Começa hoje a distribuição dos laptops educacionais do projeto “Um Computador por Aluno”, liderado pelo Ministério da Educação (MEC). A cidade mineira de Tiradentes é a primeira a receber os equipamentos. Ao todo, seis escolas municipais e uma estadual de Tiradentes vão receber 1.172 equipamentos. A cidade é uma das cinco escolhidas pelo MEC que terão 100% das suas escolas públicas atendidas pelo programa.

Até o fim do ano, o MEC pretende entregar 150 mil computadores portáteis para alunos de 300 escolas da rede pública de ensino. A primeira fase do projeto prevê a distribuição de 33,7 mil máquinas até 13 de maio. Os equipamentos serão levados a alunos de 85 escolas de dez Estados. Os 110 mil computadores restantes serão entregues em duas etapas. O cronograma prevê a distribuição de 55 mil portáteis até o fim de junho e outro lote de 55 mil até agosto.

Fabricado pela CCE, o laptop escolar tem 4 GBytes de espaço para armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, acesso à internet sem fio e bateria com autonomia mínima de três horas. O custo de cada equipamento foi de R$ 550,00. No total, o governo investiu R$ 82 milhões no projeto.

Em março, foram distribuídos três mil laptops para o treinamento de orientadores, pessoas que farão a capacitação de professores. O curso de 150 horas envolveu aulas presenciais e a distância.

Fonte do Post:
.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Festival Latinoamericano de Instalacion de Software Livre

Convite FLISOL 2010
Banner FLISOL


Saiba mais sobre o Pandorga







Mais informações, clique aqui

Novo "Office Starter" substituirá o Microsoft Works

A Microsoft está preparando uma nova versão do seu popular pacote de aplicativos de escritório, o Microsoft Office. Batizada de "Office Starter 2010", ela será composta pelo Microsoft Word e Microsoft Excel em versões com "funcionalidade reduzida" e publicidade online, e será embarcada em PCs de baixo custo de diversos fabricantes.

Segundo Eduardo Campos de Oliveira, Gerente Geral de Produtividade da Microsoft Brasil, o pacote é voltado ao consumidor que está comprando seu primeiro PC, precisa de um editor de textos e planilha de cálculos mas não necessita de recursos avançados. Por isso, Word e Excel não terão funções como Macros, Smart Art ou Tabelas Dinâmicas. Entretanto, eles manterão total compatibilidade com documentos criados em suas versões completas.

Uma barra lateral exibirá dicas de uso dos programas, bem como publicidade relacionada. "Por exemplo, teremos anúncios que levarão o usuário a modelos para currículos ou planilhas de controle de orçamento doméstico disponíveis gratuitamente no Office Online", diz o executivo.

Office Starter 2010 - 500px
Office Starter 2010: Funções reduzidas e anúncios na lateral


Também haverá integração com ferramentas online, como a publicação de documentos no Windows Live e a possibilidade de upload e edição de textos e planilhas dentro do navegador com as novas Office Web Apps, versões online dos aplicativos do Microsoft Office que são uma das novidades no Office 2010.

Usuários do Office Starter poderão adquirir um "upgrade" para as versões completas (Home & Student, Home & Business e Professional) do Microsoft Office 2010 a qualquer momento, seja através de download, cartões com códigos de ativação ou a tradicional caixinha nas lojas. Entretanto, não haverá preço diferenciado na atualização. "Não temos um desconto porque o usuário não pagou pelo Office Starter, ele é gratuito", diz Campos.

O Microsoft Office Starter também substitui o Microsoft Works, pacote de aplicativos que era a opção preferida dos fabricantes e integradores que desejavam oferecer uma solução Office de baixo custo com seus equipamentos. Com seu lançamento, o Works deixa de existir.

Com o novo produto a Microsoft espera reduzir a frustração de usuários que adquiriram seu primeiro computador mas só ao chegar em casa descobrem que o Office é um componente à parte, e também a pirataria. As primeiras máquinas equipadas com o Microsoft Office Starter devem chegar ao mercado em meados de 2010, na mesma época do lançamento do Microsoft Office 2010. O produto não estará disponível para download.
 
Fonte do Post:

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uruguai poderá adotar padrão japonês de TV digital

Luiz Antônio Alves
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Uruguai poderá ser o sétimo país da América Latina a adotar o padrão japonês de televisão digital, conhecido como ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial). O último país a anunciar oficialmente sua opção pelo padrão japonês foi o Equador, seguindo decisões tomadas pelo Brasil, a Argentina, o Chile, Peru e a Venezuela. A informação consta do boletim editado pelo serviço de imprensa do Mercosul.

No fim do mês passado, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica conversaram sobre o assunto durante encontro em Brasília. Na época, o presidente uruguaio admitiu a Lula que poderia rever sua opção pelo padrão europeu de TV digital. Na mesma época, o então ministro das Comunicações, Hélio Costa,  conversou com o ministro da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, Roberto Kreimerman, cuja pasta engloba a área das telecomunicações.

O padrão adotado pelo Brasil tem tecnologia essencialmente japonesa, mas incorpora inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros. Entre elas estão o sistema de compressão de vídeo (MPEG-4), o sistema operacional e aplicativos que seriam agregados ao padrão original.

Por outro lado, segundo a agência oficial de notícias IP Paraguai, o país também já analisa a escolha do sistema de TV digital. Os japoneses saíram na frente. No último fim de semana, o presidente Fernando Lugo recebeu uma delegação  liderada pelo embaixador do Japão em Montevidéu, Kazuo Watanabe, para conhecer as vantagens do padrão japonês em relação às oferecidos pela Europa e pelos Estados Unidos. 
 
Fonte do Post:

Leia Também:

.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Software Livre no Programa Brasilianas.org - TV Brasil

 Assista um dos temas do Programa Brasilianas.org apresentada na TV Brasil e que está sofrendo ataques da grande mídia o famoso PIG. É como li em um dos comentários no Blog do Nassif:

"Agora entendo o porque da chiadeira da mídia (Veja e outros) contra a TV Brasil. A nossa velha mídia se vê cercada de todos os lados, da internet e agora no seu próprio campo de ação"
(Comentador às 23/03/2010 às 16:00).


Bom, assista o vídeo.



Fonte do Post:
Acesse também:

terça-feira, 23 de março de 2010

Petrobras implanta BrOffice.org em 90 mil máquinas

A Petrobras iniciou neste mês o processo de instalação do BrOffice.org em seu parque de máquinas , estimado em 90 mil computadores. As instalações do programa de código aberto, que pode ser baixado e usado gratuitamente por empresas e usuários domésticos, devem estar praticamente concluídas em aproximadamente dois meses. Ao todo, o novo software contemplará um público interno de cerca de 100 mil pessoas, que serão inclusive capacitadas para o uso da nova ferramenta. A estimativa é que o processo gere uma redução de pelo menos 40% na demanda de aquisição de licenças pagas de software proprietário equivalente.
De acordo com a coordenadora de projetos de Tecnologia da Informação da Petrobras, Márcia Novaes, a adoção do BrOffice.org se deu a partir das análises de viabilidade técnica da ferramenta, que concluiu que o software tem maturidade tecnológica e é adequado às necessidades da companhia. Entretanto, o fator determinante foi o econômico, afirma Márcia. “Também definimos a mudança de padrão interno de documentos e adotamos o ODF, que é um padrão aberto com especificações de domínio público, plenamente suportado pelo BrOffice.org” completa Márcia.

Para que a novidade seja rapidamente absorvida pelos usuários, o projeto prevê três fases, conforme esclarece o analista líder do projeto, Gil Brasileiro. Na fase atual, a de instalação do BrOffice.org, os aplicativos apenas estão sendo instalados nas máquinas e os usuários comunicados de que existe uma nova ferramenta. Na segunda fase, haverá uma campanha de estímulo ao uso, prevendo treinamento de pessoal. Por fim, a última etapa será de adequação de licenças, em que cada setor poderá avaliar as suas reais necessidades e optar por manter o aplicativo atual com custos de licenciamento associados ao departamento.

A coordenadora Márcia esclarece que alguns setores manterão as licenças para esses programas. São as gerências que necessitam de funcionalidades específicas ainda não atendidas pelo BrOffice.org, ou que utilizam programas que dependem dos softwares de planilha e edição de texto proprietários usados atualmente.

“Uma das estratégias de adequação de licença é que, a partir de um determinado momento, os usuários não recebam mais atualizações de software proprietário, apenas o BrOffice.org”, explica Gil. Se houver necessidade de outra ferramenta, o gerente daquela área poderá fazer uma solicitação, justificando o pedido e arcando com os custos associados. Para montar o treinamento dos funcionários, a Petrobras contou com o apoio da OSCIP BrOffice.org. “Pedimos para que fossem mapeadas as maiores dúvidas dos usuários de BrOffice.org”, conta Gil Brasileiro.

Na fase preparatória do planejamento da implantação do BrOffice.org, a equipe da Petrobras teve reuniões com gestores que lideraram processos de migração para o programa em outras empresas, como Metrô de São Paulo, Banco do Brasil, Itaipu e Serpro. Além do BrOffice.org, a Petrobras também migrou para o navegador de software livre Firefox. Estas duas experiências com software de código aberto, cujo planejamento iniciou em 2008, são pioneiras na Petrobras, em se tratando de estações de trabalho. . Em muitos servidores, a empresa já utiliza o sistema operacional Linux.
Fonte do Post:
Aproveite e Baixe... é de graça!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

BB economiza milhões com software livre também na Nossa Caixa

O Banco do Brasil, um dos maiores usuários corporativos de software livre do mundo, começou a implantar esse tipo de software no Banco Nossa Caixa, incorporado recentemente pelo BB.

O primeiro software a equipar as máquinas da Nossa Caixa é a suíte de escritório BrOffice.org, que possui funções equivalentes ao MS-Office. O pacote já foi instalado em mais de 16 mil estações da Nossa Caixa, possibilitando a edição de documentos no padrão aberto ODF.

A economia estimada em licenças com o uso de software livre por parte do BB, que adota essa solução desde 2003, já ultrapassa R$ 100 milhões.

A Instituição usa Linux em mais de 80 mil estações de trabalho e seis mil servidores de agências. O BrOffice.org está em mais de 100 mil computadores.

A Empresa também está equipando todas as máquinas de seu parque de terminais de caixa eletrônico com esse tipo de software. Ao todo são mais de 40 mil terminais. No momento, mais de mil caixas eletrônicos híbridos – que atendem clientes do BB e da Nossa Caixa – operam com o sistema Linux.
Fonte do Post:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Compra da SUN pela Oracle

Quarta, 11 de novembro de 2009, 20h24

Diferenças culturais influenciam fusão da Oracle com a Sun

Steve Lohr e James Kanter

A batalha da Oracle com as autoridades regulatórias europeias quanto à sua aquisição da Sun Microsystems se resume a um conflito sobre a importância do software livre e o papel do governo em protegê-lo.

A disputa verbal se intensificou esta semana depois que a União Europeia apresentou objeções verbais, na segunda-feira, à oferta da Oracle pelo controle da Sun, no valor de US$ 7,4 bilhões.

A Oracle imediatamente atacou as objeções, alegando que se baseavam em "profunda incompreensão" do mercado de software. Na terça-feira, a União Europeia contra-atacou, e um porta-voz de Neelie Kroes, a comissária da competição, descartou as críticas da Oracle definindo-as como "fáceis e superficiais".

Em um determinado nível, essa troca de acusações se enquadra em um padrão conhecido nas disputas antitruste entre Bruxelas e empresas norte-americanas de tecnologia, como a Microsoft e Intel. Os norte-americanos tendem a retratar as autoridades europeias como burocratas sem qualquer conhecimento tecnológico, enquanto os europeus retratam as empresas norte-americanas como arrogantes e adeptas da intimidação.

Mas o caso da Oracle também reflete as visões muito distintas quanto ao software de fonte aberta, entre as autoridades antitruste da União Europeia e as dos Estados Unidos. Os fiscais europeus querem que a Oracle venda uma divisão da Sun que administra o mais popular dos programas abertos de banco de dados, o MySQL.

Como todos os produtos de fonte aberta, o código do MySQL é distribuído gratuitamente e as empresas que trabalham com ele tentam ganhar dinheiro vendendo assistência técnica e recursos adicionais de software a clientes empresariais.

As autoridades antitruste europeias temem que a Oracle, a maior produtora de software fechado para bancos de dados, teria pouco incentivo para manter o MySQL e investir no sistema, que serve como possível rival aos seus produtos.

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos não compartilha das preocupações europeias. Depois da decisão de Bruxelas, anunciada segunda-feira, as autoridades regulatórias norte-americanas divulgaram um comunicado incomum, afirmando que haviam concluído que existia "uma grande comunidade de programadores e usuários do software de fonte aberta da Sun", que provavelmente continuaria a manter e aperfeiçoar o software a despeito de quaisquer futuras decisões da Oracle sobre o produto.

Michael Cusumano, professor da Escola Sloan de Administração de Empresas, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), disse que a "grande guerra" transatlântica sobre o software de fonte aberta não era surpresa. "Faz sentido que os europeus saiam em defesa das companhias de fonte aberta, porque as grandes empresas de software fechado são quase todas norte-americanas", afirmou. (A exceção é a alemã SAP, que produz software de gestão empresarial.)

Os governos europeus há muito consideram o software de fonte aberta como uma potencial ferramenta para o desenvolvimento e a independência econômica.

Essa visão foi exposta cerca de nove atrás em um relatório de um comitê de assessoria tecnológica da Comissão Europeia. O software de fonte aberta, concluía o relatório, representava uma "grande oportunidade" para a região, que poderia talvez "mudar as regras no setor de tecnologia da informação", conquistando dos Estados Unidos a liderança no software e reduzindo a dependência europeia de importações.

Diversos países da Europa têm programas em vigor para encorajar agências de governos nacionais e locais a considerar o uso de software de fonte aberta, como o MySQL e o Linux, de preferência ao sistema operacional Windows, da Microsoft.

O papel econômico ampliado do software de fonte aberta, dizem especialistas em questões jurídicas, parece ter influenciado o raciocínio das autoridades antitrustes europeias.

"Existe uma maior sensibilidade à importância do software de fonte aberta na Europa", disse Andrew Gavil, professor de Direito na Universidade Harvard. "Eles valorizam a concorrência estimulada pelo software de fonte aberta e a necessidade de apoiar essa concorrência, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos".

Dennis Oswell, advogado especialista em questões antitruste no escritório Oswell & Vahida, em Bruxelas, disse que a ação contra a Oracle também refletia maior disposição das autoridades regulatórias europeias no que tange a agir contra possíveis ameaças à livre competição antes que exista prova de danos.

"Os europeus estão dispostos a policiar os mercados prospectivamente ¿mesmo em caso de um setor veloz como a tecnologia - para garantir concorrência efetiva no futuro", disse Oswell. Em contraste, as autoridades regulatórias norte-americanas "veem os preços baixos e o mercado competitivo hoje existente e consideram que preocupação excessiva com o que pode ou não acontecer amanhã é desnecessária".

A revisão do acordo entre Oracle e Sun tem cronogramas diferentes nos Estados Unidos e na Europa, ainda que os investigadores norte-americanos e europeus tenham feito consultas conjuntas a alguns dos clientes das duas empresas, como parte de suas investigações.

Anunciada em abril, a investigação dos dois diferentes conjuntos de autoridades regulatórias tinha por foco a linguagem de programação e tecnologia de internet Java, criada pela Sun e amplamente utilizada, de acordo com uma pessoa próxima à Oracle, que pediu que seu nome não fosse mencionado por não estar autorizada a falar pela companhia.

Em agosto, disse essa fonte, o foco da investigação europeia passou a ser o MySQL, o que surpreendeu um pouco a Oracle. As autoridades europeias pediram que a Oracle vendesse a divisão MySQL depois da aquisição, e a Oracle resistiu ao apelo.

Kroes tratou da questão em público pela primeira vez em setembro, duas semanas depois que a divisão antitruste do Departamento da Justiça norte-americano aprovou a aquisição pela Oracle. Ela disse, naquele momento, que estimular o software de fonte aberta era essencial em um momento no qual o mundo está emergindo de uma desaceleração econômica.

Kroes se reuniu no mês passado com Safra Catz, presidente da Oracle, mas não conseguiu muito progresso. A posição da Oracle é a de que os produtos de bancos de dados da MySQL e da Oracle raramente competem de forma direta. O MySQL é um software rápido e leve de banco de dados usado principalmente em aplicativos de software na Web. Os programas de bancos de dados da Oracle, por sua vez, são mais pesados e se destinam a acionar aplicações empresariais, como software de gestão de vendas.

"A Europa está absolutamente certa de que existe um problema de concorrência no mercado de software de bancos de dados para empresas, mas o MySQL na verdade não concorre com a Oracle", disse Roger Burkhardt, presidente-executivo da Ingres, uma companhia que produz software de fonte aberta para bancos de dados e concorre diretamente com a Oracle no mercado empresarial.

O MySQL, disse a fonte próxima à Oracle, é concorrente mais natural do SQL Server, o produto de bancos de dados da Microsoft. E a Oracle tem todos os motivos para investir no MySQL e concorrer com a Microsoft, disse a fonte. Uma audiência pública sobre o caso da Oracle está marcada para 25 de novembro em Bruxelas. A decisão da União Europeia sai em 19 de janeiro. O revés na Europa representa uma experiência nova e desconfortável para a Oracle e seu presidente-executivo, Larry Ellison.

A empresa dele teve duas aquisições anteriores aprovadas sem problemas na Europa: a tomada de controle da PeopleSoft, em 2004, e a da Siebel System, um ano mais tarde. As duas companhias produziam software fechado para empresas.
Leia Mais:

Fonte do Post: