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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Brasil, um país de elite e diplomados preconceituosos

A campanha sórdida de Serra, o seu partido e a mídia nativa nesta eleição serviu para mostrar de vez o quão preconceituosos são os Brasileiros. Seja pelo preconceito aos homossexuais, aos ateus, aos que apoiam o aborto, aos nordestinos, aos pobres, aos que tem pouco estudos, etc... Foram tantos e-mails de baixo nível que recebi que dá dó em saber que pensam assim, mesmo que não tenham escritos tais e-mails, mas pelo simples fato de terem replicados implica que concordam. O que mais decepciona é a constatação que quanto mais estudos as pessoas têm mais preconceituosa elas são... isso sim é de assustar... o conhecimento que estas pessoas adquiriram ao invés que libertá-las e torná-las mais abertas às diferenças que existem em uma sociedade, fez justamente o contrário... isso me faz ter a certeza que o Brasil é um país de diplomados e não de conhecedores e muito menos de sábios... que belo exemplo e futuro estamos garantindo aos nossos jovens... 

Ataques ao Nordeste surgem na web após vitória de Dilma, o interessante é que ela venceria mesmo sem computar os votos da região norte e nordeste...


publicado em 02/11/2010, às 13h05:
do portal R7 notícias
 

 

Preconceito chega ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter


Divulgação

Dilma em carreata em Minas Gerais, onde ela abriu 1,7 milhão de votos sobre o tucano José Serra

Wanderley Preite Sobrinho e Amanda Polato, do R7

A vitória da petista Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de domingo (31) desencadeou uma onda de preconceito contra nordestinos na internet. O que os responsáveis por transformar esses ataques no assunto mais comentado no Twitter não sabiam é que Dilma venceria o candidato do PSDB, José Serra, mesmo sem os votos das regiões Norte e Nordeste. 

Os comentários preconceituosos partiram principalmente de eleitores do Sul e do Sudeste, que acreditavam que a vitória de Dilma só foi possível porque o Nordeste votou em peso na petista. De fato, ela venceu com folga na região: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões de Serra.

Em um Estado nordestino e em dois da região Norte, Dilma ganhou em todas as cidades. No Piauí, Serra só levou em dois municípios; no Ceará, em apenas um.

Ao notar a importância dos nordestinos na eleição da petista, uma estudante de direito postou o seguinte comentário no Twitter ainda no domingo: 
"nordestino não é gente, façam um favor a SP, mate um nordestino afogado!”. 

A responsável pelo twitter cancelou seu perfil. Mesmo assim, em pouco tempo um grande volume de internautas repassou a mensagem e começou a manifestar opiniões parecidas.


 


A reação, no entanto, não demorou a chegar.

Ainda no domingo foi criada a tag "#orgulhodesernordestino", responsável por tornar o assunto o mais comentado do microblog. Logo em seguida, um site foi criado para reunir as mensagens preconceituosas, o Diga Não à Xenofobia.

O que os preconceituosos não sabiam é que, segundo dados TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se os votos das regiões Norte e Nordeste fossem cancelados, Dilma seria eleita com uma diferença de 275 mil votos. Somando-se o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela foi escolhida por 33,2 milhões de pessoas, enquanto o tucano recebeu os votos de 32,9 milhões de eleitores.
Dilma não teria vencido se não fossem os votos de dois Estados justamente do Sudeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro – segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do Brasil.

A decepção dos tucanos foi maior em Minas, do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB), onde a petista venceu com uma diferença de 1,7 milhão de votos, a mesma vantagem conseguida no Rio de Janeiro, diminuindo o impacto da vitória de Serra em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Ao recolocar o Norte e Nordeste no mapa do Brasil, Dilma teve mais de 55 milhões de votos contra 43 milhões de Serra.



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Atualizado dia 03 de novembro 2010, via blog Leituras Favre:

Escritório de advocacia demite estagiária acusada de racismo no Twitter

JAMES CIMINO – FOLHA.COM

DE SÃO PAULO
O escritório Peixoto e Cury Advogados, de São Paulo, demitiu a estagiária e estudante de Direito, Mayara Petruso.
Ela é apontada como autora de um comentário racista no Twitter, feito logo após as eleições, responsabilizando os nordestinos pela vitória de Dilma Rousseff (PT).

“Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”, teria escrito a estudante no microblog.

A declaração provocou reações dos internautas, que se posicionaram contra e, alguns, a favor. Mais tarde, ela cancelou seu perfil no Twitter, Facebook e Orkut.

“Com muito pesar e indignação, [o Peixoto e Cury Advogados] lamenta a infeliz opinião pessoal emitida, em rede social, pela mesma, da qual apenas tomou conhecimento pela mídia e que veemente é contrário, deixando, assim, ao crivo das autoridades competentes as providências cabíveis”, afirma o escritório na nota que confirma a demissão da estagiária.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Pernambuco afirmou que irá pedir amanhã ao Ministério Público Federal, em São Paulo, a abertura de uma ação penal contra a estudante.

A estudante ainda não foi encontrada pela reportagem.


Fontes do Post:



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Oscar Niemeyer declara apoio a Dilma Rousseff

O arquiteto Oscar Niemeyer acaba de declarar apoio a Dilma Rousseff.

Notícia do blog de Ailton Medeiros. O arquiteto declarou seu apoio a candidata de Lula durante encontro com amigos em seu apartamento, em Ipanema. Confiram foto

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A casa em que Lula nasceu

A casa de taipa onde o Presidente Lula  nasceu, na cidade de Caetés (20 km de Garanhuns), virou ponto turístico da região. Segundo moradores da localidade, seguidamente aparecem curiosos para fotografar o local















Fonte do Post:

domingo, 18 de julho de 2010

Os Gastos com a Aids no mundo

[A Indústria Farmacêutica agradece]
 
LONDRES (Reuters) - A Aliança Internacional HIV/AIDS alertou neste sábado que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os 35 bilhões de dólares em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.

Na véspera de uma conferência internacional sobre a AIDS em Viena, o grupo afirmou que o vírus da AIDS, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma "custosa bomba relógio" para famílias, governos e doadores.

"Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são contaminadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de 13 bilhões de dólares agora para entre 19 bilhões e 35 bilhões de dólares em um espaço de tempo de 20 anos"
Alvaro Bermejo, diretor
executivo da aliança.

A aliança reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo.

Bermejo afirmou que autoridades encarregadas por programas de combate à doença no mundo precisam aumentar a prevenção ao reduzirem as barreiras que impedem que grupos marginalizados --usuários de drogas, prostitutas e homossexuais-- recebam tratamento e serviços para a doença.

Se as autoridades direcionarem os recursos para aqueles grupos mais afetados elas "vão reduzir o ritmo de novas infecções e ainda vão economizar dinheiro para aumentar a escala do tratamento".

O vírus de imunodeficiência humana (HIV), causador da AIDS, é transmitido durante o sexo, pelo sangue e por agulhas e leite materno. Ele gradualmente reduz as defesas do organismo e pode levar vários anos para causar os sintomas. O vírus matou 25 milhões de pessoas desde que a pandemia começou no início da década de 1980.

Na África, região mais afetada pela doença com cerca de 67 por cento da população convivendo com o vírus, o grupo percebe uma tendência cada vez maior de criminalização de homens que fazem sexo com outros homens em países como Uganda e Malawi.

Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões.
 
 
Fonte do Post:
Leia também:



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domingo, 11 de julho de 2010

O Estupro que a grande mídia, o PIG, tenta esconder

Mais uma de Paulo Henrique Amorim, na Record. 


http://www.youtube.com/watch?v=QLbIhyWBroo



Polícia tucana de S. Catarina tem um estupro para esclarecer

 

do Blog Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim


Dois adolescentes estupraram uma menina de 13 anos em Florianópolis.

Um estuprador é filho do dono da RBS, afiliada da Globo, e manda-chuva da mídia no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O outro é filho de um delegado de Polícia de Florianópolis.

Um deles já confessou o crime.

O estupro morreria nos escaninhos da Polícia de Santa Catarina, não fossem um blogueiro, o Mosquito, do Tijoladas Mosquito, e a Rede Record.

Reportagem de ontem do Domingo Espetacular revelou que havia um terceiro adolescente na cena do crime.

Revelou também que havia uma mulher, além da ex-mulher do dono da RBS, na cena do crime: essa segunda mulher passou maquiagem no pescoço da estuprada.

Para esconder um hematoma.

E revelou que havia um homem com uma tatuagem no braço, que sugeriu à menina estuprada que inventasse uma boa história para o pai.
O crime produziu alguns fatos políticos relevantes.

Primeiro, destacou a covardia do Governo tucano de Santa Catarina, liderado por um varão de Plutarco, Leonel Pavan, que reassumiu a presidência do PSDB no Estado e ali coordenará a campanha do Serra.

A Polícia do tucano demorou a apurar os fatos, se esqueceu de pedir exames cruciais, e não apreendeu as fitas das câmeras de vigilância do prédio onde mora o filho do dono da RBS.

E não quis saber, até agora, do terceiro adolescente na cena do crime, da segunda mulher e do homem tatuado.
  • Quem é esse terceiro garoto ?
  • Também é de família poderosa ?
  • Ele também estuprou ?
  • O homem tatuado fazia o que ali ?
  • Participou do estupro ?
  • E a segunda mulher, a maquiadora, de onde surgiu ?
  • São todos cúmplices de um crime, ou criminosos.
O segundo aspecto relevante da história, depois da covardia do governo tucano, é o poder da família Sirotsky, os donos da RBS e afiliados da Globo no Sul do país.

Não fossem a Record e o Mosquito, os Sirotsky tinham abafado o caso.

É a opinião de cerca de 20 pessoas que entrevistei na frente do Mercado Municipal de Florianópolis, na ultima quarta-feira.

Me disse uma senhora negra: se fosse o meu filho, negro, já teria sido chamado de favelado e traficante e estava na cadeia.

A cadeia para menores pobres de Florianópolis é um horror.

Uma masmorra, de onde os menores fogem em massa.

O filho do delegado e o do dono da RBS estão em casa.

Por fim, esse sinistro episódio – que a Globo e o PiG (*) solenemente desconsideram – mostra a força da internet.

O Mosquito detonou a RBS, a que chama de “família Stuprotsky”.

É por isso que o Daniel Dantas, o Eduardo Azeredo, o Marco Maciel e um desconhecido deputado comunista do Amazonas querem fechar a internet brasileira.

Clique aqui para ler “Google derrota governo comunista da China”.

É porque a internet, gente como o Mosquito, detonou o monopólio que eles controlavam.

O Serra, por exemplo.

Bastava dar três telefonemas para controlar a mídia brasileira.

Para o Rupert Marinho, para o “seu” Frias e para o Ruy Mesquita.

A Abril vinha no rolo, porque o Robert(o) Civita nunca fez parte do clube.

Em 15 agradáveis minutos ele abafava o estupro de Santa Catarina.

Agora, é um pouco mais difícil.

O Serra tem que ligar para muita gente

Para o Mosquito, não adianta.

Porque foi ele quem detonou a credibilidade do presidente dos tucanos de Santa Catarina.

O mal já está feito.

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, 
jornais conservadores, de baixa qualidade
técnica e até sensacionalistas, e uma única
rede de televisão têm a importância que
têm no Brasil. Eles se transformaram num
partido político – o PiG,
Partido da Imprensa Golpista.



Fonte do Post:

sábado, 10 de julho de 2010

Serra é incapaz de administrar até sua agenda... imaginem quando for Presidente!

Serra não administra nem sua agenda



Conhece-se um bom gestor pela maneira como administra seu tempo. Quem não consegue administrar a própria agenda pode até ser bom estrategista, bom líder, mas gestor, definitivamente, não é.

Em dezembro descrevi o estilo Serra de gestão. Começava a trabalhar às 11 da manhã, geralmente fora do Palácio. Não mantinha reuniões periódicas com Secretários. Pouquíssimas vezes participou de reuniões inter-secretarias. Não tinha a menor ideia sobre o que cada secretaria estava produzindo - prova maior é o fato de, tendo a mais ampla exposição que a mídia já ofereceu a um governante, jamais ter conseguido passar a ideia sobre o que seu governo fazia. Suas libações noturnas provavelmente eram dedicadas a livros e filmes, dificilmente para estudar problemas administrativos do Estado.

Passou a imagem de bom administrador pelo estilo autoritário, de exigir providências - aliás, importante para quem administra a máquina pública. Mas nunca conseguiu organizar nem ideias, nem articular planos, nem dispor de acompanhamento das ações de secretários, para, aí sim, fazer exercer seu mando. E faltava algo fundamental para dar eficiência ao mando ideias claras para saber o quê e como decidir.

Quando ainda acreditava no potencial administrativo de Serra, sugeri que se inteirasse sobre planejamento estratégico, ferramentas de gestão. Sua resposta foi auto-suficiente, proporcional à sua insegurança interna: não preciso, porque faço acontecer. Quando encarar realidades mais complexas - respondi-lhe - você vai se perder.

Para ser um grande líder parlamentar - e Serra foi - bastava bons assessores acompanhando uma pauta restrita de assuntos e trazendo para ele o problema e a solução. Para gerenciar realidades complexas - como prefeitura e governo do Estado - não foi suficiente.

Mais: é absolutamente inseguro sobre sua capacidade de discernimento. Confrontado com qualquer evento que saia da rotina e que, principalmente, implique conflitos, trava. E não tem segurança sequer para juntar a equipe, ouvir as sugestões e arbitrar. Não soube como agir na greve da Polícia Civil, na crise da USP, no episódio das enchentes (sumiu de cena, não se soube de uma reunião de coordenação comandada por ele), no lançamento da sua candidatura, na escolha do seu vice, na reação à crise econômica global e - pela matéria do Estadão - é incapaz sequer de definir previamente sua agenda de candidato.

Essa é a razão de jamais ter rompido com o fernandismo: sabia de sua incapacidade de andar pelas próprias pernas e, por isso, sempre se escorou na visão mais pragmática de FHC sobre estratégias políticas. Seus arrufos contra o mercadismo de FHC - chegou ao cúmulo de estimular uma CPI contra o Ministro da Fazenda Pedro Malan - era muito mais para conseguir cacife para se credenciar junto ao pai FHC.

Não pensar estrategicamente, não ter capacidade de escolha são características pessoais, que se tem ou não tem. Mas valorizar o planejamento é uma questão central. Não se exige de nenhum governante conhecimento prévio, qualidades pessoais de gestor. Mas exige-se que valorize o gestor e o planejamento.

No entanto, Serra manteve o desmonte de toda estrutura de planejamento do Estado, uma joia criada antes dos anos 80, com instituições como Cepam, Fundap, Emplasa, o corpo técnico da DERSA, do Metrô, sendo submetidos ao sucateamento inexorável.

Ou seja, nesses seis anos como executivo, Serra comprovou:
  • não ser gestor (não administra);
  • não ser líder (não definiu uma bandeira clara sequer para sua tropa);
  • não ser planejador, não valorizar o planejamento e as boas práticas de gestão;
  • e muito menos ter vocação de estadista (ambição de mudar a natureza do Estado);

Nas mãos de governadores com visão - como Eduardo Campos, Paulo Hartung, Aécio/Anastasia, Marcelo Deda, Jacques Wagner - São Paulo não seria mais a locomotiva do país: seria o avião a jato. 

 
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Do Estadão

Agenda vira o maior segredo da campanha

Julia Duailibi - O Estado de S.Paulo ior segredo da campanha presidencial de José Serra (PSDB) não é mais o nome do candidato a vice. Tampouco o plano de governo. Mas, sim, a agenda de compromissos do tucano.

Viagens, visitas e a participação em eventos têm sido definidas com poucas horas de antecedência. E, quase sempre, sem a confirmação de que ele, de fato, irá participar do compromisso.

Diante da pressão de políticos, anfitriões e imprensa, a equipe de Serra passou a divulgar a "agenda prevista" do candidato - que, na realidade, é quase sempre incompleta e imprecisa.

Na quarta-feira, o candidato a governador pelo PSDB, Geraldo Alckmin, teve de palestrar por mais de duas horas no Conselho Regional de Enfermagem para segurar a plateia até que Serra chegasse. O evento estava marcado para as 14h30, mas a presença de Serra foi confirmada uma hora antes dele aparecer, às 17h30.

Na própria quarta, já circulava a informação de que Serra iria ao Rio. A confirmação veio três horas antes da viagem. A caminhada em Bangu estava marcada para as 13 horas. O tucano chegou às 16 horas. "Agenda é assim mesmo. Há anos que faço campanha e é assim", disse a senadora Marisa Serrano (MS), que cuida da agenda do candidato.

Tucanos e integrantes da equipe dizem que é da personalidade de Serra definir o compromisso em cima da hora. Quando era governador, seus compromissos também eram divulgados pelo Palácio dos Bandeirantes com poucas horas de antecedência.

A senadora compila demandas e sugere a agenda em parceria com a assessora de Serra, Ieda Areias, que leva as informações ao tucano. E é ele quem dá a palavra final sobre os compromissos. A própria equipe do candidato recebe a informação em cima da hora. O time precursor, formado por cinco seguranças e assessor de imprensa, é muitas vezes acionado na madrugada.
 
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Não sei mesmo onde estão com a cabeça a elite tucana, toda centralizada em São Paulo, escolherem Serra para ser o candidato a presidente. Quem mandou terem rabo preso e deixarem Serra saber. Com a mídia nativa, o PIG, nas mãos ficou fácil para ele controlar  o PSDB nacional.

 
 
Fonte do Post:

Aproveite e leia:
 
 
 

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Globo/CBF x Dunga - O Brasil perdeu para ele mesmo, como sempre.

A copa para o Brasil acabou no episódio Globo x Dunga.
Clique aqui para ler sobre.

O time não era tão bom, aos nossos moldes. Um pouco burocrático, mais marcador que técnico e com poucas opções no banco de reservas (bem a cara da seleção de 1994, "o Zinho enceradeira"...  lembram, e hoje poucos reclamam daquela seleção, pois lá levamos a copa e fomos campeões). A seleção atual, a meu ver, mesmo sendo burocrática como a de 1994, não devia a nenhum outro time que está na Copa atual. Bastava jogar o que sabe, e para isso acontecer, o emocional dos jogadores Brasileiros sempre tem de estar bem, lembram da copa da França? É um bom exemplo, e lá a equipe era bem superior.

O Time vinha em uma ascensão a cada partida, o grupo estava muito unido o astral do time era muito bom e objetivado e Dunga era o principal responsável por isso. Só faltava os craques do time terem aumentado seus rendimentos técnico, físico e psicológico e isso vinha acontecendo. Jogadores como cacá vinha aumentando sua condição física a cada jogo, lembro quando diziam que só faltava ele fazer um gol para tomar confiança. Um bom exemplo do que digo é a seleção Alemã, chegou desacreditada, jogou muito mal as primeiras partidas e a cada jogo veio pegando ritmo, meteu quatro na Argentina e perdeu para a Espanha por detalhes, mas isso já é do próprio jogo. E esse era o caminho que o Brasil vinha traçando a cada jogo e o primeiro tempo contra a Holanda foi um exemplo disso, nos momentos que a calma imperava o Brasil mandava no jogo.

Aí vem a Globo e estraga tudo (e olha, esta pendenga já durava mais de ano como pode ser lido aqui). Ao desestabilizar o técnico, levou junto os jogadores. A primeira partida depois do episódio Globo x Dunga já mostrou isso, jogadores nervosos, o próprio Dunga mais nervoso que o normal, a expulsão do Cacá... o Cacá foi expulso! Só isso já mostra como ficou o emocional do time.

A Holanda soube explorar isso e no início do jogo deu para ver  muito claramente, os Holandeses encenando levando os jogadores brasileiros a ficarem irritados.  A calma gerada com  o gol do Brasil, embora tenha aliviado o emocional dos jogadores, durou pouco e logo voltaram a ansiedade, Cacá perdeu gol que raramente ele errava, o time não conseguia ficar calmo e isso explodiu ao extremo ao levar os gols no segundo tempo. O primeiro gol, foi erro do Júlio César que saiu mal, aliás, nunca vi  o Júlio César sair tão mal assim do gol. Culpam o Felipe Melo,  por ter sido expulso, mas ele sempre se controlou em todas as partidas que assisti, agora, com o emocional desestabilizado, cai por terra todo o planejado (não esqueçamos que o Cacá conseguiu ser expulso nessa copa devido ao nervosismo, agora imagine o Felipe Melo).

Se for para achar um bode expiatório eu indico "os negócios da copa", seja pela atitude da Globo, seja pelas armações das grandes marcas que patrocinam os times da copa e que nos bastidores sempre armam das suas ou da própria CBF/FIFA.

Não acreditam! Então deem uma lida no texto abaixo.

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O papo de compadres em Joanesburgo

 por Adilson Filho,
no blog E Agora?

Ontem Ricardo Teixeira foi ao programa “Bem amigos especial” para selar a paz entre a velha comadre e a entidade. Aliás, nunca o nome desse programa caiu tão bem como ontem: Bem amigos. Que alegria, como eles se entendem bem.

E do encontro entre os amigos especiais, ontem, já saiu o primeiro acordão, publicado na primeira página de O Globo: O torcedor precisará ter paciência, já que o principal é a renovação. Esse é novo ditame que teremos que professar, é a tônica que permeará a cobertura da grande a seleção: paciência.

Agora, meus amigos, percebam a incongruência disso tudo e como eles acham que as pessoas são marionetes, bonecos que eles manipulam pra lá e pra cá, do dia pra noite, pra repetir o que eles querem.

A seleção que Dunga pegou em 2006, foi talvez a renovação de maior impacto já acontecida no futebol brasileiro. Com a aposentadoria de dinossauros consagrados vindos de um fracasso rotundo como Dida, Cafu, Roberto Carlos, Zé Roberto, Emerson e Ronaldo, houve renovação em todos os setores do time: no gol, nas duas laterais, no meio de campo e no ataque. No entanto, apesar de ganhar tudo que disputava, a seleção era cobrada jogo a jogo com um rigor absolutamente excessivo e nunca antes visto, com todas as distorções que eu já estou até cansado de falar. Não foi pedido nenhuma paciência nesse momento delicado do nosso futebol.

Muito pelo contrário, nesse ano a cobrança recrudesceu, baixando ao nível de ataques pessoais, comparações malditas, incitação pra que as pessoas torcessem contra, intrigas descabidas, pressão, pressão e mais pressão…só não fizeram colocar bomba no vestiário do Brasil. (clique aqui para ler sobre)

Quando a seleção sai da copa vem a enxurrada final, ataques por todos os lados de todas as maneiras, incitando sempre o torcedor a ser rude e intolerante com esse grupo. O tecido do bom senso foi esgarçando de uma tal maneira que os jogadores desembarcaram como traficantes de alta periculosidade, como se tivessem feito um grande mal à nação – foram escoltados por policiais pois corriam o risco de serem linchados.

Agora, no dia seguinte, de forma singela e educada,os representantes da Globo-CBF vem pedir ao torcedor para ter paciência pois passaremos por uma renovação.

Ou seja, os senhores doutores que mandam no futebol brasileiro, sem sequer esperar o defunto que golpearam esfriar, vem pedir, na cara mais deslavada desse mundo, a esse mesmo torcedor — que eles colocaram com os nervos a flor da pele incitando ao ódio — para desligar de tudo e ter paciência e generosidade com a sua seleção. Como se as pessoas tivessem um botãozinho no cérebro que pudessem apertar da noite pro dia: ligue 1 para odiar e ficar transtornado; ligue 2 para ter longanimidade e paciência. E o mais esdrúxulo disso tudo é que o argumento que usam para fazer tal pedido é mentiroso e hipócrita, já que sabemos que renovação não será total e a principal, que “cortou na carne”, foi feita em 2006.

Pra terminar não posso deixar de registrar um trecho da conversa dos amigos especiais, pois nos dá uma boa noção de como funciona o modus operandi dessa gente:
  • Renato Maurício Prado pergunta: Presidente, o senhor em algum momento pensou em mudar alguma coisa, no que foi feito?
  • Ricardo Terra Teixeira responde: Vocês da Globo que viajam muito sabem, quando o avião está no ar passando pelo Atlântico, você pode até querer voltar, mas percebendo que não tem gasolina vê que é melhor deixá-lo seguir até o destino final.
  • Carlos Eduardo Galvão Bueno comenta: “Tá respondido, não precisa dizer mais nada”
  • Renato Maurício Prado (fechando o olho e colocando os dentes pra frente): risos…
  • Ricardo Terra Teixeira suspira pensando: Ufa, falei.. mas acho que agora minha barra limpou.
  • Carlos Eduardo Galvão ainda faz mais uma pergunta: E o senhor consegue perceber hoje alguma coisa que tenha faltado, que sentiu vontade de ter nesse período?
  • Renato Maurício Prado responde (pelo amigo especial) : “Mais gasolina pro avião poder voltar, né presidente?!”
Por fim todos caem no riso. Ao final da entrevista, como é de praxe, todos os amigos sairiam para um bom jantar na noite fria de Joanesburgo.

No mais, fica tudo nos conformes, a paz é reestabelecida , o poderoso chefão do futebol brasileiro devolve a seleção nacional a Galvão Bueno e Renato Maurício Prado. E o jogo do poder, que na verdade é um belo jogo de comadres, segue empatado e equilibrado: Globo 1X1 CBF.

Até 2014, e não se esqueçam: Eles contam com você torcedor!

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Aproveite e leia a carta de Dunga à Ricardo Teixeira, depois de ser demitido por telefone


do Globo Esporte.com
Via Blog Vi o Mundo - Luiz Carlos Azenha

Globo agora reclama até do formalismo de Dunga



Cheio de formalidade, Dunga faz carta de agradecimento à CBF

Dispensado após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo, o ex-treinador se dirige ao presidente Ricardo Teixeira como “Vossa Senhoria”

Por Carolina Elustondo
Ijuí, RS

Após ser dispensado do comando da seleção no último domingo, o técnico Dunga enviou, nesta segunda-feira, uma carta de despedida e agradecimento ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. No documento, divulgado pelo seu site oficial, o treinador usa e abusa da formalidade, chamando o mandatário do futebol brasileiro de “Vossa Senhoria” e diz que resgatou o respeito do time no cenário internacional.

Dunga, que comandou o Brasil nos últimos quatro anos e foi eliminado – pela Holanda – nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, iniciou a carta agradecendo a oportunidade por comandar a equipe nacional. O técnico ficou sabendo da sua demissão através de um telefonema e logo depois a CBF publicou uma nota oficial na sua página na internet. Conformado, o treinador em nenhum momento questionou a decisão de Ricardo Teixeira.

“Respeitosamente, dirijo-me a Vossa Senhoria, primeiro, para renovar os meus agradecimentos pela confiança, respaldo e autonomia concedida, o que, sem dúvida, permitiu-me que, ao longo destes quase quatro anos de serviços prestados à Confederação Brasileira de Futebol – CBF, efetivamente, em conjunto com os demais membros da comissão técnica e atletas, eu pudesse desempenhar na plenitude as atribuições e funções inerentes ao cargo de treinador da Seleção Brasileira de Futebol.”

O treinador fez questão de ressaltar que a conquista do hexa não estava condicionada ao seu cargo, mas que todos da comissão e do elenco se prepararam para buscar o objetivo. Dunga destacou ainda que os erros do passado foram corrigidos, referindo-se ao período pré-Copa de 2006, quando o Brasil foi amplamente criticado pelo clima excessivamente festivo na cidade de Weggis, na Suíça, e pelas condições físicas de alguns jogadores considerados medalhões.

Ainda na carta, Dunga destacou o resgate do respeito da seleção no cenário mundial e dos jogadores pela camisa amarela. E terminou desejando sucesso ao Brasil na Copa de 2014, que será realizada no país.

“Agora, como sempre foi a minha postura adotada, resta-me acatar a sua decisão pois, certa ou não, não cabe a mim questioná-la, na medida em que essa é a prática, de longa data, adotada no futebol… Oferecendo ao senhor a tranquilidade que se faz necessária, espero e confio estar contribuindo para que Vossa Senhoria possa iniciar as suas novas estratégias (…) para disputar e, se possível, vencer a Copa do Mundo de 2014, que será realizada em nosso país”.

PS do Viomundo: Que a Globo tentou “arrancar” entrevistas exclusivas de jogadores da seleção, que tentou reproduzir na África do Sul o circo de 2006, ah, isso eles não noticiam.



Fonte do Post:


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Embaixada do Paraguai se manifesta em carta sobre o vídeo preconceituoso da GloboSat/SporTV


Fonte do Post:



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sábado, 3 de julho de 2010

Preconceito da Globosat/Sportv corre o mundo... Isso é Péssimo para o Brasil. Até quando?

Mau jornalismo da Globosat/SporTV já é destaque internacional

Post atualizado em 02 de julho, às 23:45.



Cospe pra cima, cai na testa, dizia minha mãe. Foi o que aconteceu com a Globo hoje.

O jornal paraguaio La Nación diz que a Laranja Mecânica foi responsável por “acallar a la soberbia brasileña”.
E por “brasileira” ele se refere à Rede Globo, não ao país como um todo, como fica claro logo nas frases seguintes. A crítica se dirige especialmente à SporTV, canal fechado que pertence à emissora e que divulgou um vídeo desrespeitoso à Seleção Paraguaia e ao Paraguai, a seu povo.




O desrespeito vai além do futebol, segundo o jornal: “ironizan sobre nuestras comidas y nuestras costumbres”, em linguagem debochada. O único valor paraguaio apresentado pelo vídeo é Larissa Riquelme, a “novia del Mundial”. Além de agressivo com os paraguaios, o curta é machista. Desvaloriza todo um povo e todo um gênero. As mulheres são vistas como objetos.

A matéria se coloca ao lado de Dunga pela resistência aos abusos da Globo. E completa: “La Naranja Mecánica se encargó así de hacer justicia y dar una gran lección a quienes tienen en el corazón una rabia innecesaria hacia una nación pobre pero digna”.



Mesmo que o grau de deboche fosse exagerado pelos paraguaios, chamaria a atenção que a Globo já vem recebendo críticas internacionais por conta da sua irresponsabilidade na forma de fazer jornalismo. Mas não é o caso, a ironia é de fato extremamente ofensiva. O vídeo trata o nosso vizinho como um país desprovido de quaisquer qualidades, feio, triste, pobre. É asqueroso.

Debochar de outros países extrapola os limites do esporte, do futebol, e avança no terreno político. São as relações internacionais brasileiras, são povos, são culturas. Pode haver diferenças, mas não há como definir melhores e piores. É aí que entra o respeito. Ou deveria entrar.

A Globo transferiu a ironia que dedica à política externa do governo Lula ao futebol. Fez mal, muito mal. E ficou bem feio.
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Abaixo tem o vídeo com a resposta da Cantora Paraguaia Ramonita Vera a respeito do vídeo preconceituoso da Sportv - Globosat.



Fonte do Post:

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais uma da Globo - A final do soletrando de 2008

Eu tinha assistido esta final. Havia visto o ocorrido com o tal infra-hepático  que prejudicaria a menina Thafne Toledo, mas não tinha notado o erro do garoto,  Eder Coimbra, e principalmente a "correção" feita pelo digitador tornando o erro do garoto em acerto favorecendo-o. Alías, nesta hora o garoto teria perdido a competição, pois havia errado.



Já que a globo favoreceu um mineiro, aproveito para mostrar outro favoreciemento que ela fez, e ainda vem fazendo, a outro mineiro, famoso politico, e que foi denunciado no exterior.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mais uma do PIG - O bastidor da disputa entre a "Grobo" e Dunga


 Do Blog Vi o Mundo
via Blog Conversa Afiada
O Conversa Afiada reproduz texto do Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha:
O bastidor da disputa de Dunga com a Globo e o caso Luxemburgo


Eu, Azenha, não gosto da filosofia de Dunga como técnico da seleção brasileira. Acho que ele enfatiza demais a defesa e que despreza a principal característica do futebol brasileiro, que é jogar bonito e jogar no ataque. Como notou um comentarista, Dunga fez a gente acreditar que time que joga bonito perde. Será desmentido por Dorival Jr., o técnico do Santos, com um elenco infinitamente mais barato que aquele que serve à seleção.

Dito isso, não acho que a TV Globo esteja preocupada com a filosofia de Dunga. A emissora quer ganhar dinheiro. E, se para ganhar dinheiro for preciso causar a derrota da seleção na África do Sul, que assim seja! É um golpe menor diante daqueles que já foram praticados pela emissora. É óbvio que a Globo “edita” a polêmica de acordo com seus interesses comerciais. E a isso chama de “jornalismo”. Na reportagem de O Globo, que reproduzo abaixo, por exemplo, o jornal omite as reais causas da disputa e tenta misturar xingamentos de Dunga a jogadores da Costa do Marfim com os palavrões balbuciados pelo treinador na entrevista coletiva, um comportamento de Dunga que considero grotesco.

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A seguir, uma coletânea de textos para
entender melhor os bastidores da disputa:

22/06/2010 – 06h37
Globo negociou entrevistas com Ricardo Teixeira, mas Dunga vetou
Mauricio Stycer, no UOL
Em Durban (África do Sul)

Por trás do incidente entre Dunga e o jornalista Alex Escobar, da Rede Globo, durante a entrevista coletiva no Soccer City, logo depois da vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, esconde-se uma história que revela o alcance do poder do técnico da seleção brasileira.

O UOL Esporte apurou que a Globo negociou diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção, entre os quais Luis Fabiano. As entrevistas iriam ser exibidas durante o programa “Fantástico”, no domingo, horas depois da partida contra Costa do Marfim, vencida pelo Brasil por 3 a 1. Dunga vetou o acerto.

O incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”

Diversos jornalistas na sala de entrevistas ouviram Escobar desabafar: “Insuportável, bicho, insuportável. O Rodrigo (Paiva) foi revoltado lá falar comigo, cara. O Dunga não deixou. Ninguém. Caraca, nem o Luís Fabiano. Infelizmente. Valeu, Tadeuzão”.

Muitos também notaram que Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF, fez o gesto de quem soca a parede a certa altura da entrevista coletiva. Paiva tem tentado se equilibrar entre o atendimento à imprensa e o respeito às exigências de Dunga. No cargo há nove anos, gentil com todos os jornalistas, o assessor dá sinais cada vez mais evidentes de reprovação à política de clausura imposta pelo técnico.

Horas depois do incidente, durante o “Fantástico”, Schmidt falou: “O técnico Dunga não apresenta nas entrevistas comportamento compatível de alguém tão vitorioso no esporte. Com frequência, usa frases grosseiras e irônicas”. O jornalista da Globo não mencionou, no entanto, o motivo do atrito, ou seja, a recusa do técnico em aceitar um acordo feito entre o presidente da CBF e a emissora.

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22/06/2010-07h16
Dunga corta privilégios da TV Globo

EDUARDO ARRUDA
MARTÍN FERNANDEZ
PAULO COBOS
SÉRGIO RANGEL


A briga entre Dunga e a Rede Globo, escancarada pela emissora na noite de anteontem no programa “Fantástico”, é mais um capítulo de uma disputa inédita por mais acesso à seleção brasileira.

Ao longo dos últimos dois anos, o treinador encerrou décadas de privilégios da TV e partiu para o confronto.

Nesse caminho, acumulou palavrões contra profissionais da emissora, pediu a cabeça de desafetos no canal e se colocou no papel de censor e crítico de reportagens.

Os primeiros pedidos da emissora negados por Dunga datam de maio de 2008, quando o Brasil fez um amistoso com a Venezuela em Boston. Na ocasião, o técnico vetou a participação de Diego e Robinho em programa.

O choque ganhou força na Olimpíada de Pequim, quando o treinador passou a acreditar que jornalistas que faziam a cobertura da sua equipe, especialmente alguns da Globo, torciam contra o Brasil e queriam sua demissão.

Ao ganhar a medalha de bronze do torneio, virou-se para a tribuna onde estavam repórteres de vários veículos e fez xingamentos parecidos com os do último domingo –contra o jornalista da Globo Alex Escobar, no Soccer City, durante a entrevista da Fifa, após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.

Dunga resistiu ao fracasso olímpico, passou a acumular bons resultados e ganhou força para perseguir seus desafetos, inclusive na Globo.

O ápice da disputa aconteceu quando pediu a demissão de Mário Jorge Guimarães, um dos principais profissionais da emissora até então na cobertura da seleção.

Guimarães acabou deixando suas funções na Globo e assumiu um cargo executivo no Sportv, canal esportivo por assinatura da empresa.

No ano passado, no próprio Sportv, Dunga atacou sem rodeios a cobertura que a emissora fazia sobre o time.

Criticou reportagem do jornalista Mauro Naves, outro que esteve em Pequim, em que o profissional descrevia um treino da equipe como “leve” –Dunga detesta quando alguém fala que seu time não treinou pesado.

Falcão, um dos principais comentaristas da emissora, é outro profissional da Globo na lista negra do técnico.

Em maio, no dia em que anunciou os 23 jogadores que iriam ao Mundial, Dunga fez rara deferência à emissora e concedeu entrevista ao vivo no “Jornal Nacional”, dando sinais de uma trégua.

Na Copa, porém, a relação se deteriorou rapidamente depois que Robinho, em dia de folga, falou com a TV em um shopping –foi obrigado a pedir desculpa ao elenco.

O ataque de anteontem foi a gota d’água, motivando a resposta da Globo, que deve azedar ainda mais uma relação que já foi umbilical.

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Fifa não vai punir Dunga pelos xingamentos após o jogo contra a Costa do Marfim pela Copa

Publicada em 22/06/2010 às 07h43m
Fábio Juppa, em O Globo,
via Stanley Burburinho

JOHANNESBURGO, África do Sul – A Fifa não vai punir o técnico Dunga pelos acontecimentos após o jogo contra a Costa do Marfim, na segunda rodada da Copa do Mundo. Segundo Pekka Odriozola, do departamento de mídia da entidade, a entidade não encontrou motivos para abrir processo disciplinar contra o treinador da seleção brasileira.

Após a vitória da seleção por 3 a 1 , as câmeras de TV flagaram Dunga xingando os jogadores da Costa do Marfim, em especial o atacante Drogba. Em seguida, na entrevista coletiva, o técnico xingou o jornalista Alex Escobar porque achou que o repórter da TV Globo estava discordando de um comentário dele.

A CBF temia que Dunga recebesse uma advertência ou mesmo fosse multado por causa das atitudes do técnico em campo.

Questionado sobre a punição que o técnico da Argentina, Diego Maradona, sofreu após o jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa, Odriozola foi lacônico.

- Não posso comentar isso. Não foi estabelecida nenhuma comparação com o caso do Maradona. O que se pode dizer é que a Fifa não encontrou motivo para punir o Dunga – disse Odriozola durante a reunião do comitê organizador da Fifa que aconteceu no Soccer City, em Johannesburgo.

Após a classificação da Argentina para a Copa, Maradona, ainda no campo e também mais tarde na coletiva, xingou os jornalistas. Ele vinha sendo muito criticado pelo desempenho da seleção. Pelos xingamentos, o treinador ficou dois meses suspenso, tendo sido impedido de acompanhar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo. Maradona também teve que pagar 25 mil francos suíços (cerca de R$ 42 mil).

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21 de junho de 2010

Há dois anos, Dunga anunciava “área de desconforto” com a Globo

Por Luciano Borges, no Terra Magazine

A saia justa entre o técnico Dunga e a Rede Globo é antiga. Há exatamente dois anos, em entrevista exclusiva ao Blog do Boleiro, o treinador dizia que tinha criado uma “área de desconforto” para os profissionais da emissora.

O tempo passou, as relações se tornaram melhores, Dunga comentou a convocação para a Copa do Mundo no Jornal Nacional, com exclusividade. Na coletiva depois da vitória sobre a Costa do Marfim, ele cismou que estava sendo ironizado pelo jornalista Alex Escobar. Foi agressivo e aplicou o método Dunga de chamar para a briga: xinga baixinho, olhando para o oponente.

O método de Jorginho é diferente. Mal chegou à África do Sul e já partiu para o ataque na primeira coletiva, pedindo que os críticos de plantão se manifestassem na entrevista. Se esta postura de confronto serve para animar o time em campo, não se tem certeza. Os atletas têm mostrado mais equilíbrio do que a chefia. Tratam os repórteres com cortesia, mas fogem da polêmica sempre que podem.

A primeira vez em que Dunga tornou público o conflito com a Globo, aconteceu dois dias depois do empate entre Brasil e Argentina (0 a 0), no dia 19 de junho de 2008. Naquela partida, Dunga ouviu a torcida no Mineirão cantar “Adeus Dun-ga, Adeus Dun-ga”. E soube que tinham feito leitura labial do que falou no banco de reservas.

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Veja o que Dunga disse na época e constate que pouca coisa mudou:
  • Dunga, como você está?
  • Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.
  • De quem você está falando?
  • Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.
  • As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas?
  • Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.

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Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo.
Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.

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Luiz Antônio Prosperi

“Globo x Luxemburgo: só tensão“
 copyright Jornal da Tarde, 11/09/00,
via blog do Evaldo Novelini

As relações entre a TV Globo e Wanderley Luxemburgo são tensas. O Departamento de Esportes da empresa não concorda com os métodos de trabalho que o técnico vem empregando na Seleção. A crise se acentuou com as denúncias contra o treinador e a campanha da emissora para que Romário disputasse a Olimpíada de Sydney. Ao final dos Jogos, espera-se por uma nova e talvez definitiva batalha entre Globo e Luxemburgo.

No conflito declarado entre o técnico da Seleção e a emissora, passa a hegemonia do futebol no Brasil. A teia da Globo é vasta, tem sob contrato de exclusividade os campeonatos mais importantes do País e o Clube dos 13, associação dos principais clubes brasileiros. Falta a exclusividade da Seleção.

Na era Luxemburgo,  que começou em 1998, a Globo não vem encontrando as mesmas regalias que tinha na era Zagallo (1994 a 98). Quando Zagallo era o técnico, nos intervalos dos jogos e logo após o apito final, ele procurava o repórter da Globo para uma rápida entrevista exclusiva. Era, no mínimo, um acordo de cavalheiros. Nunca técnico e emissora divulgaram se havia um contrato entre as partes.

Alguns jogadores importantes, como Ronaldinho (Inter de Milão), também procuravam o microfone da Globo antes e durante a Copa do Mundo de 98 para entrevistas exclusivas. Agentes dos atletas informaram que aqueles jogadores também tinham “acordo de cavalheiros”.

Quando Luxemburgo assumiu a Seleção, a Globo perdeu a exclusividade. O vaidoso técnico procura todas as emissoras. Quanto mais tempo no ar e em diferentes canais, melhor. Pode ser nos intervalos, encerramento das partidas, pouco importa.

A Globo não gostou. A crise ficou evidente no intervalo do jogo entre Chile e Brasil, em Santiago. A Seleção estava sendo humilhada. Tino Marcos, repórter da Globo, correu atrás de uma declaração de Luxemburgo e tudo o que ganhou foi um empurrão. Foi a gota d’água para a emissora abrir fogo contra o treinador.

Entrevista fatal – Tino Marcos, em seguida, conseguiu a entrevista exclusiva com Renata Alves, ex-funcionária de Luxemburgo que denunciou o escândalo da sonegação fiscal. A matéria foi levada ao ar no Jornal Nacional. Na mesma semana, o programa No Mundo da Bola, da rádio Joven Pan, informou que Renata havia cobrado R$ 20 mil pela entrevista.

Na semana seguinte à entrevista no JN, Renata deu entrevista à CBN, rede de rádio das Organizações Globo, afirmando que daria nova entrevista a Tino Marcos, quando então divulgaria documentos provando que Luxemburgo ganhava dinheiro com a venda de jogadores. Essa entrevista ainda não foi ao ar.

Fontes do JT garantem que a Globo não teria colocado a denúncia no ar para não tumultuar a Seleção Olímpica na Austrália. A rede teme ser responsabilizada pelo eventual fracasso do time nos Jogos. O petardo seria reservado para o retorno de Luxemburgo ao Brasil, uma espécie de “pá de cal” para abreviar a passagem do técnico pela Seleção.

Luxemburgo não esconde o conflito com a Globo. Nos dias que antecederam o jogo contra a Bolívia, o técnico teve duas ásperas conversas com Tino Marcos. O caso chegou a Luis Fernando Lima, diretor de Esportes da TV Globo.

Ex-repórter, o gaúcho Lima não engole Luxemburgo.

Nos bastidores da Seleção, mais evidente na campanha das eliminatórias, Luxemburgo vem mantendo uma relação tensa com a Globo. Da emissora, apenas o repórter Mauro Naves e o locutor Galvão Bueno gozam da simpatia do técnico.

Aliás, Galvão viveu uma noite tensa no último dia 2, véspera do jogo Brasil e Bolívia, no Rio. O locutor foi informado que o Jornal Nacional iria explorar a denúncia da revista Época, uma publicação da Globo, sobre o caso do “gato” de Luxemburgo, que tem duas datas de nascimento em seus documentos. Conversou com o treinador e com pares da Comissão Técnica da Seleção em busca de uma saída para a crise.

Naquela noite, Galvão e a reportagem do JT receberam indicativos de que Luxemburgo entregaria o cargo. Um telefonema de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, ao técnico adiou a sentença final. Teixeira deu uma trégua ao treinador “vai durar até pelo menos o fim da Olimpíada” ou o fim do Brasil nela.

Pressão inútil – Dentro da Comissão Técnica da Seleção, suspeita-se que se Romário fosse convocado para a Olimpíada a Globo desistiria da pressão contra Luxemburgo. Nas duas semanas que antecederam a convocação final dos Jogos Olímpicos, a Globo, na maioria dos seus programas de esportes e até no Fantástico, fez uma acirrada campanha favorável à convocação do atacante do Vasco. A conta é simples: com Romário na Seleção o `ibope’ sobe.

“Recebemos um recado de um grande editor, um chefão da imprensa, dizendo para levarmos o Romário para a Olimpíada porque assim criaríamos um fato novo e todos esses supostos escândalos seriam abafados, esquecidos”, confidenciou uma fonte próxima da Comissão Técnica da Seleção e da cúpula da CBF.

Luxemburgo não levou Romário. Ele e Ricardo Teixeira pagaram para ver.

Aguardam o desfecho da Olimpíada para ver o que pode ocorrer. O técnico sabe que está na berlinda. Sabe também que a crise que se instalou na Seleção Brasileira passa pela disputa da audiência e vendagem de jornais, em especial no Rio.

O primeiro jornal a denunciar o caso da sonegação com as acusações de Renata foi O Dia. Com tiragem de 320 mil exemplares diários, o jornal disputa a faixa do mercado com o jornal Extra, que superou o concorrente com 380 mil/dia. O Extra pertence às Organizações Globo e entrou firme no caso Luxemburgo. Este mesmo jornal é sócio da Federação do Rio de Futebol na organização do Campeonato Carioca, que nas últimas edições tem como estrela solitária o eterno Romário.





Fontes do post:


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Marina da Silva é a Heloísa Helena da vez

Para quem acredita na Marina e suas pretensões à presidência é bom dar uma olhada na foto abaixo que mostra a parceria do PV e PSDB do Rio. Assim como Heloísa Helena, que foi usada na campanha Presidencial de 2006 para tirar votos de Lula, a Marina está sendo usada na campanha deste ano para retirar votos de Dilma. Falando disto, cadê a Heloísa Helena? era Senadora, resolveu servir de "estepe" para o Geraldo Alckmin e ....

O interessante é que os tucanos estão abandonado a parceria com o PV no Rio, leia aqui.



No mundo político há a situação, a oposição e a massa. Situação e oposição os próprios nomes já deixam claro o que são. A situação é o grupo político que está no poder e a oposição é os que perderam e almejam o poder. Já a massa, como o próprio nome diz é algo a ser modelado, normalmente com cara de palhaço, e o rolo de modelagem sempre foi a mídia hoje apelidada de PIG. Só para terem uma idéia, para o pessoal do Jornal Nacional, os seus telespectadores são similares ao Homer Simpson. Isso mesmo... ao Homer...





Portanto escolha de que lado você vai querer ficar, só espero que não seja ao lado de Homer Simpson, e boa sorte!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Plano Nacional Banda Larga já começa a dar bons resultados - Foi preciso o governo intervir


Promoção das teles para banda larga “amarra os provedores por três anos”


O presidente da rede nacional de provedores Global Info, Magdiel da Costa Santos, informou que as teles estão oferecendo ao seus associados capacidade de acesso à banda larga por R$ 850 o Mbps, com a condição de que os contratos sejam de três anos. Atualmente, elas cobram o Mbps a R$ 1,5 mil, em média, por um prazo menor. Ou seja, quando o link de internet da Telebrás estiver disponível, os provedores estarão “amarrados” por contratos de fidelidade de longa duração. É a forma encontrada pelos monopólios privados de “concorrer” com a estatal, reativada para gerir o Plano Nacional de Banda Larga tendo como uma das funções ofertar aos pequenos e médios provedores capacidade a R$ 230 o Mbps e estes ao consumidor, por R$ 35 mensais.

“O mercado esquentou, o PNBL já começa a dar bons resultados. Recebemos oferta de duas operadoras acenando com uma redução considerável no valor do Mbps, mas elas agora querem contratos com duração de 36 meses. Normalmente nossos contratos são feitos por 12 meses, máximo de 24”, disse o presidente da Global Info. E acrescentou: “Como associação, vamos ter muita prudência em orientar nosso associado, pois imagine que alguém que hoje pague R$ 1,5 mil por Mbps receba uma oferta para reduzir para R$ 850 por 36 meses. No primeiro momento estaria legal, mas caso a Telebrás cumpra o prometido, o provedor em questão teria feito um péssimo negócio”, avaliou Santos.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, anunciou na semana passada que no prazo máximo de 60 dias serão publicados os primeiros editais para licitação de compra dos equipamentos para a construção dos anéis Sudeste e Nordeste da rede públicas de fibras óticas.
 
Fonte do Post:




sábado, 15 de maio de 2010

Modelo neoliberal defendido pelos tucanos atropela a democracia e massacra a sociedade nos EUA

Capitalismo: uma história de amor é mais um ótimo filme de Michael Moore. Mas, o próprio diretor parece ter dificuldades em romper radicalmente com aquilo que denuncia tão bem.

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Lançado cerca de um ano após a crise que derrubou a economia norte-americana, o filme tem como alvo principal a ajuda bilionária dada pelo governo americano a bancos falidos.
A crise de 2008 causou a maior quebra de empresas, perda de empregos e aumento da pobreza nos Estados Unidos desde 1929. Moore retrata o desespero de famílias perdendo suas casas e o desemprego causando tragédias pessoais. Tudo isso naquele que é considerado o país mais rico e poderoso do mundo.

O filme mostra como os causadores de toda essa desgraça ainda saíram com lucro. Os bancos receberam 700 bilhões de dólares do governo, sem precisar prestar contas de seu uso. Resultado: as demissões continuaram, os altos executivos mantiveram seus salários milionários e a roleta do cassino de Wall Street ganhou novo impulso.

Apesar de tudo isso, os Estados Unidos vivem uma antiga “love story” com o capitalismo, diz Moore. E ele quer saber por que. No entanto, a própria visão que o cineasta tem do capitalismo parece ser parte da resposta. Algumas vezes, ele dá a entender que o capitalismo já foi bom. Mais precisamente, quando havia maior concorrência. E valores como liberdade e igualdade eram respeitados.

Assista o vídeo abaixo um trecho de sete minutos do filme que mostra como o modelo neoliberal de capitalismo está acabando com o ideário americano de democracia e massacrando a sociedade. O filme-documentário em si tem duas horas e sete minutos de duração.



Para baixar o vídeo de 10 minutos clique aqui. O filme completo está aqui.

Moore cita pessoas e valores que respeita. É o caso do presidente Franklin Roosevelt e sua “segunda declaração dos direitos”, de 1944. O documento, que reconhecia direitos sociais mínimos para todos os americanos, foi anunciado pouco antes de seu autor morrer. Por isso jamais teria sido colocada em prática.

Outra referência positiva para Moore são os “pais fundadores da nação americana”. Homens como George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Autores da famosa e elogiada Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Roosevelt pode até parecer alguém “do bem” entre tantos presidentes estadunidenses diabólicos. Seu famoso “New Deal” melhorou a situação de milhões de trabalhadores em meio à depressão econômica dos anos 1930. Trata-se de um pacote de medidas que geraram mais empregos e asseguraram alguma assistência social para os pobres.

Ao que parece, o cineasta é a favor de algo parecido com o que estaria em vigor na Europa e Canadá. Um sistema público decente. Um Estado que cuidasse também das necessidades e interesses dos mais pobres. É compreensível num país em que defender um sistema universal de saúde pública é tratado como proposta de comunistas ou fascistas.

Mas, o espaço para políticas públicas que realmente atendam os mais pobres é cada vez menor nos aparelhos estatais. E jamais foram tão eficientes e amplos em mais do que uma dúzia de países.

Moore cita as experiências cooperativistas como uma possível saída. É preciso democratizar os locais de trabalho. Permitir aos trabalhadores que controlem a produção, diz ele. No entanto, o nome que se costuma dar para isso é exatamente socialismo.

Moore já colabora bastante ao expor as mazelas do capitalismo em pleno centro do poder mundial. Quem sabe nosso avantajado amigo ainda se convença de que a tal história de amor sempre foi uma longa novela de terror.

Quem quiser conhecer melhor a história do império americano e das lutas de seu povo deve ler: “A história dos Estados Unidos, das origens ao século XXI” de Leandro Karnal, Sean Purdy, Luiz Estevam Fernandes e Marcus Vinícius de Morais e “Uma história do povo dos Estados Unidos” de Howard Zinn.

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Clubes "desaparecem" em meio a boom na internet

IBGE mostra o retrato dos municípios brasileiros. Veja principais dados

Menos TV e (muito) mais internet. Menos clubes recreativos e mais universidades. Menos livrarias e mais museus e bibliotecas. Em dez anos, os municípios brasileiros tiveram mudanças consideráveis na utilização dos chamados equipamentos culturais e meios de comunicação, de acordo com a mais recente pesquisa sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros - Gestão 2009 (Munic), do IBGE.

A análise do percentual das atividades culturais presentes nos municípios mostra crescimento de espaços públicos em detrimento dos núcleos particulares de entretenimento.

Exemplo é que, nesse período, os clubes recreativos, espécies de redutos tradicionais de classe média alta, desapareceram em boa parte do País: eram espalhados em 70,4% dos municípios mas, até o ano passado, estavam presentes em apenas 61,4%. Isso significa que nos últimos anos muitas famílias deixaram de frequentar esses espaços de lazer, esporte e cultura. Com a mudança de hábitos, muitas dessas instituições entraram em decadência e perderam terreno para outros espaços de convivência.

O período coincide com o incremento da classe média brasileira, sobretudo a partir de 2005, e a democratização do acesso à internet. No mesmo período, o acesso à TV aberta diminuiu. Antes presente em 98,3% dos municípios, a cobertura, em 2006, era de 95,2%.

Embora não aponte explicação para a tendência, que deverá ser confirmada nos próximos levantamentos, segundo o próprio IBGE, o estudo mostra crescimento de 239% do número de cidades com provedores de internet. Isso significa que a internet chegou a mais da metade dos municípios (55,6%) brasileiros nesses dez anos. Foi justamente no final dos anos 1990 que o técnico em eletrônica Carlos Fernando Carboni, de 29 anos, trocou o título do clube de onde era sócio e vizinho, em Araraquara (SP), e instalou uma conexão para internet em sua casa. O clube ainda existe, apesar de ter perdido quase metade dos sócios nos últimos dez anos, entre eles a maioria dos amigos de Carboni, que passaram a manter contato por meio de programas de mensagens instantâneas, como na época o ICQ (espécie de precursor do MSN).

“Na época a gente já deixava de lado a prática social e começava a descobrir o mundo virtual. Hoje um dos meus filhos tem mais contato com computador do que com esporte. Com sete anos, já brinca com jogos e participa do Orkut”, diz Carboni, pai também de outro garoto de dois anos. Desde que deixou o clube, juntamente com dois irmãos e os pais, ele conta que praticamente nunca mais voltou ali, embora morasse, até pouco tempo atrás, na esquina do local. No fim de semana, costuma hoje levar a família para passeios na unidade do Sesc da cidade, que não existia há dez anos – na mesma pesquisa o IBGE aponta também maior presença de centros culturais pelo País.

Clique na foto para ampliar

Outro dado apontado pelo Munic é que em dez anos houve queda de 21% do número de municípios com livrarias – eram 35,5% em 1999 e hoje elas só existem em 28%. Os dados, porém, não indicam uma possível retração do mercado editorial do País, mas apontam que outras formas de distribuição, como internet e supermercados, podem ter pulverizado as vendas de livros neste período, segundo o instituto.


Biblioteca Nacional, local - centro do Rio de Janeiro
Foto: Agência Estado Ampliar


Fato é que o crescimento de bibliotecas públicas, impulsionado por uma política de universalização por parte do governo federal, foi de exatos 22,1%. Isso significa que, hoje, 93,2% das cidades brasileiras possuem ao menos uma biblioteca. Houve expansão também no número de cidades com teatros e museus, embora estes só cheguem a 21,1% e 23,3% dos municípios, respectivamente. Já os cinemas estão hoje presentes em 9,1% dos municípios – eram 7,2% há dez anos.

Houve também aumento significativo do número de unidades de ensino superior, que praticamente dobraram entre 2001 e 2008: de 19,6% para 38,3%. A proporção, no entanto, ainda é menor do que a de clubes.

No período os brasileiros tiveram mais acesso, em suas cidades, a atividades esportivas. Em 86,7% dos municípios existem atualmente estádios ou ginásios esportivos, número que era de 65% há dez anos. A tendência, de acordo com o instituto, é que eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas ampliem o número desses espaços nos próximos anos.

Já o número de videolocadoras, presentes em 63,9% dos municípios em 1999, atingiu 82,4% em 2006 e entrou em declínio nos três anos seguintes. Hoje estão presentes em 69,6% das cidades. Segundo o relatório, o fenômeno pode ser explicado em razão da convivência com outras formas de acesso aos vídeos e filmes (televisão por assinatura e internet). A mesma reversão recente ocorre com as lojas de CDs, fitas e DVDs, segundo o estudo.

O estudo aponta que o aumento no número de equipamentos ocorreu principalmente nas áreas mais empobrecidas do País, onde muitos dos municípios não tinham nenhum ou apenas um equipamento cultural: em 1999, 21,7% encontravam-se nessa situação, reduzindo para 5,5% em 2009. Entretanto, aponta o IBGE, “são ainda as regiões mais desenvolvidas onde existe uma maior incidência de infraestrutura cultural, sendo esta incidência também mais significativa nos municípios de maior porte populacional”.

A Munic permitiu identificar, segundo o relatório, uma na infraestrutura cultural que evidencia um “forte traço audiovisual no País”.




Fonte do post:




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