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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Trabalhando em defesa do patrão... manda quem paga né! Zé!


Um leitor do jornalista Luiz Nassif relatou como foi "atendido" pela ouvidoria do Jornal Folha de São Paulo. Ele perguntou:

_____________________________________
“Prezada ombudsman [ouvidora],

O que justifica a Folha nada comentar a respeito da matéria da CartaCapital desta semana [edição que chegou às bancas em 10/09/2010], que mostra a violação do sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros (leia aqui) pela firma Decidir.com, ocorrida em 2001, sendo a empresa de propriedade de Verônica Dantas e Verônica Serra?

...

Cordialmente

Ricardo Montero”



A resposta da ouvidora da Folha, Suzana Singer:
________________
“Caro Ricardo,
agradeço sua manifestação. Abaixo transcrevo resposta de Alan Gripp, da editoria do caderno Poder.
Atenciosamente,

Suzana Singer

“Nós estamos apurando a história, mas não tivemos acesso ainda ao processo (em sigilo).”

O autor da matéria na Carta Capital, jornalista Leandro Fortes, disse que deu uma gargalhada, quando leu o post no Nassif:

"Então, a Folha não repercutiu a matéria da Carta porque está 'apurando a história'? Como assim? Essa história já foi apurada pela Folha em 2001!"


Em 2001, a Folha "apenas omitiu" quem eram os donos da decidir.com. Era uma empresa que tinha como sócios Verônica Serra (filha de José Serra) e Verônica Dantas (do grupo Opportunity, irmã de Daniel Dantas, presa anos depois na operação Satiagraha).

Em 2010, a Folha "mentiu até para si mesma", porque o "estamos apurando" deles, está nos próprios arquivos do jornal, o que pode ser comprovado nos links:
Depois dessa parcialidade explícita, a ponto de esconder uma notícia COMPROVADA que envolve um escândalo de corrupção com a filha do candidato a presidência da República José Serra, que o jornal apoia; notícia essa que tem tudo a ver com o enxame de notícias sobre a quebra de sigilo na Receita, que o jornal considerou relevante... ainda tem a cara-de-pau de quererem censurar a liberdade de expressão daqueles que criticam o sub-jornalismo e panflatagem política do jornal em favor da campanha de José Serra e Geraldo Alckmin.

Fonte do Post:
Saiba quem paga:
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Formando as cabeças dos futuros eleitores de São Paulo... isso sim que é "investir no próprio futuro com dinheiro público"...


No mundo capitalista manda quem paga. 

No Diário Oficial do governo de São Paulo na gestão Serra, foi descoberto o maior esquema de compra em órgãos de imprensa já registrado na história da república. É o fato que comprova a total cumplicidade das grandes mídias e o tucano José Serra nessas eleições: em destaque Veja, Globo, Folha e Estadão.

Esta mídia, aparentemente, tinha por missão desgastar o governo Lula para atrapalhar a sua sucessão, mas agora age como tropa de choque para desgastar a candidata petista, enquanto encobre ou dá pouco espaço a notíciais negativas que atinjam a candidatura tucana.

Veja alguns desses contratos encontrado no Diário Oficial do governo tucano:

27/maio/2010
Contrato: 15/00548/10/04
- Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.
- Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições – destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010

28/maio/2010
Contrato: 15/00545/10/04
- Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.568.800,00
- Data de Assinatura: 18/05/2010.

29/maio/2010
Contrato: 15/00547/10/04
- Empresa: Editora Abril S/A
- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00
- Data de Assinatura: 20/05/2010.

8/junho/2010
Contrato: 15/00550/10/04
- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.581.280,00
- Data de Assinatura: 18-05-2010.

11/junho/2010
Contrato: 15/00546/10/04
- Empresa: Editora Globo S/A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43 Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 305 dias
- Valor: R$ 1.202.968,00

A maior beneficiada no esquema foi a editora Abril, que é proprietária do maior seminário do país, a Revista Veja. Não por acaso é o órgão de imprensa que mais ataca o governo Lula e mantém permanentemente capas destrutivas contra a candidatura petista.

- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ’inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data daassinatura: 08/09/2008.

- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.

- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.


Negócios de R$ 34,7 milhões.

Somente a revista Veja e mais 4 “pedagógicas” foram responsáveis  por  receber mais de 34 milhões dos cofres públicos dos contribuintes paulistas. A revista Nova Escola, que está sob investigação do Ministério Público Estadual, tem 1/4 de suas vendas na conta do governo Serra, são 220 mil assinatura que engordaram em mais de R$ 3,7 milhões os caixas da editora Abril.

O esquema ardioloso não só tem como função aparelhar os meios de comunicação regados com dinheiro público, como ainda através da própria compra distribuir nas escolas essas imprensa aparelhadas. Isto é, não se trata apenas de aparelhar os maiores meios de comunicação do país, mas de usar o sistema escolar para disseminar publicações tendenciosas como propaganda política disfarçada de noticiário, sobretudo, como arma de difamação contra adversários políticos.

Enquanto as mídias atacam hipocritamente o PT e o governo Lula acusando de ameaçar a imprensa e querer controlá-la, distorcendo a proposta de controle social da mídia que é uma cláusula constitucional e estava presente no PNAD do governo FHC – vemos que na verdade estão na verdade fazendo a defesa de seu atual controle, o controle tucano – e o povo paulista está ainda tendo que pagar para sofrer lavagem cerebral. Absurdo?

Quem na grande mídia romperá o silêncio e denunciará esse crime político hediondo?

Fonte: Diário Oficial do governo de São Paulo
Publicado em: Reflexão

Fontes do Post:
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domingo, 12 de setembro de 2010

O futuro da Mídia Tucana, o famoso PIG

O ocaso político de Serra institui uma boa questão: qual o rumo da grande imprensa partidária no governo Dilma? A realocação para Aécio Neves será automática? Depende. A  única certeza é que grande imprensa (liderada por Globo, Abril e Folha) continuará sendo anti-petista. Isso não vai mudar.

Não porque o governo petista apresenta-se como de esquerda. Lula nem fez um governo ao estilo esquerda tradicional: foi liberal na economia; multiplicou o mercado consumidor e permitiu que os grandes conglomerados empresariais lucrassem mais do que nunca; além disso, não interferiu nas relações trabalhistas.

A imprensa não torceu contra a inclusão massiva de trabalhadores, nem  contra  o aumento de consumo (o que indiretamente favorece sua própria receita publicitária), nem foi contrária aos programas sociais por uma maldade conservadora. O Bolsa Família, como todas as ações do governo Lula, só foi combatido pelos aquários (os staffs da imprensa), porque de alguma forma davam mais poder político a Lula.

A antipatia contra o PT tem a ver exatamente com a opção trabalhista do partido. A grande imprensa brasileira é um cartel empresarial que odeia movimentos sociais e sindicais, organização trabalhadora e, principalmente, mudança das relações de poder no Estado.

Há outro aspecto que hoje acirra os ânimos da grande imprensa em relação ao governo Lula e que se manterá no governo Dilma: a opção por pulverizar parte dos anúncios, e mais recentemente o início ainda que tímido do apoio efetivo à grande rede, único sistema de comunicação capaz de ofertar contraditório nacional em relação à própria grande imprensa.

Proximidade com movimentos trabalhistas e sociais e uma atenção maior à rede manterão o "ódio funcional" ao governo petista. Mas para que lado vai a mídia tucana?


Aposta em crises políticas

A resposta mais imediata é que ela cairá imediatamente no colo de Aécio Neves, o futuro líder da oposição. Mas isso se o desarme de Serra for pacífico. Aí é que entra o problema: a imprensa tem certeza de que Dilma, sem o carisma de Lula, não conseguirá manter os "anticorpos" necessários para deter campanhas massivas de escandalização.


Além disso, aposta também que Dilma será refém do jogo político, principalmente, das "divergências" entre PT e PMDB, e o que isso poderia acarretar de conturbação na base aliada.

É evidente que o objetivo primeiro da mídia será a perturbação da ordem desta base, com contrafactuais referentes a guerras entre partidos de apoio a Dilma e a aposta num clima de permanente crise política.

Dissolver a unidade da base para esta imprensa, mesmo que às custas da governabilidade e da paz política no país, é fundamental para seus propósitos de chegar ao governo com a oposição.

Como a economia mantém boas previsões para os próximos anos, a guerra da mídia contra DIlma se dará no campo político,  talvez com as mesmas estratégias de escandalização e futricas de Congresso.

Mas para quem trabalhará a imprensa tucana se não se sabe o que os tucanos vão fazer da vida? A mesma impressão de "fragilidade política e eleitoral" de Dilma alimentará ilusões hoje dadas como perdidas.

Serra pode estar certo de que sua última chance foi 2010.  Mas, obcecado que é pelo poder, ficar sem mandato, sem lugar político, não é bem o que se espera do atual candidato tucano. 

Daqui a dois anos, tem eleição para prefeito, mas Serra se sentiria humilhado em ter que disputar um pleito municipal. Nem que fosse para terminar o que nunca conseguiu: um mandato executivo.

Embora abalado com a derrota nas eleições de 2010, em poucos meses Serra estará fazendo planos para 2014. O Senado talvez seja o seu fim político. Ou quem sabe o sonho de voltar ao governo do Estado, o que se tornará impossível se Alckimin vencer as eleições e chegar bem avaliado ao final do mandato - até porque, se não chegar bem, o PSDB se despede do poder.

Não se surpreendam se Serra vier a interpretar os fatos de 2010 como apenas adiamento de um sonho, o que o colocará em rota grave de colisão em relação a Aécio Neves. O ex-governador mineiro contou com uma certeza: só cedeu 2010 a Serra porque sabia que o paulista não tinha qualquer chance.


Aderir a um mineiro?

Aécio não aceitaria adiar por quatro ou oito anos sua ambição presidencial,  sob o risco de chegar a 2018 na garupa de um partido desgastado de poder. Melhor que Dilma vencesse, para que ele colhesse os frutos da tal fragilidade atribuída pela imprensa.

Esse é o principal complicador do futuro da imprensa tucana: apoiar Serra numa aventura pós-Dilma, ou simplesmente aderir imediatamente a Aécio? Ou quem sabe apostar num Alckimin revigorado?

Não tenhamos dúvida que os jornais mineiros já estão com Aécio. E daqui do Rio de Janeiro, podemos dizer: as relações com as Organizações Globo são muito boas. A incógnita são os veículos de São Paulo. Mais "nacional" do que Serra, Aécio pode ainda  capitalizar seu patrimônio midiático junto aos outros estados, principalmente porque é certo que há uma demanda pelo descentramento do poder midiático.

Em 16 anos de governo paulista, instalou-se em São Paulo algo como uma República da Midia: há negócios muito interessantes [para o PIG e os tucanos servis(clique e leia)] do ponto de vista financeiro entre Governo de Estado e grupos de imprensa em SP.
Os ganhos vão se manter: de grandes anúncios a serviços de material didático, passando por distribuição massiva de jornais e revistas em escolas,  e intermediação com as teles, o PSDB soube transformar a imprensa paulista em sócia do poder. 
Por isso o livre trânsito nos corredores do Palácio Bandeirantes.  O sonho de Frias, Mesquistas e Civitas de chegar a Brasília via Tucanato S.A  é  fruto de corretagem paulista. Mas Aécio tem outras debêntures a pagar.
Além disso é evidente que o fim do paulicentrismo na política federal implica  em reconfiguração de relações de poder midiático, ainda mais em tempos de crescimento da rede.

Ora. Aécio, pelas mãos de Andrea Neves(clique e leia), é hábil negociador de imprensa. Que ele vai levar todas as fichas não tenha dúvida. Mas a imprensa paulista será o último bastião do sonho tardio de Serra e ela só franqueará seu apoio a Aécio se Serra recobrar a consciência.


Ainda que venha a aderir a Aécio, a imprensa paulista não se sentirá tão feliz ao lado do ex-governador mineiro, que precisará lidar muito bem com o sentimento de  província de veículos habituados a estar dentro de palácios de governo desde 1995: este é o marco inicial da perda de posicionamento moderado da grande imprensa.


A turma do Serra

A título de curiosidade, podemos também especular sobre o futuro dos colunistas, que junto aos editores e apresentadores de telejornal são a linha de frente da "opinião tucana" no país: Ricardo Noblat, Dora Krammer, Miriam Leitão, Ronaldo Sardemberg, Merval Pereira,  William Waak, Gilberto Dimenstein, Josias, além de spin doctors e livre-atiradores. Para onde se voltará o coração destes nomes que tão apaixonadamente se alinharam com o tucanato paulista?

Uma possibilidade é a dispersão: alguns serão amantes de primeira hora de Aécio Neves. Outros, no entanto, talvez pratiquem um anti-petismo mais independente. Determinante, no entanto, para saber o futuro deles, é conhecer o que ocorrerá na grande temporada de negociações políticas entre midia e tucanato. O que determinará até mesmo o estilo da  grande imprensa.
Se Serra (ou quem sabe Alckimin) mantiver esperanças, o tom dos ataques, a velocidade dos contra-fatos será idêntica ao que se tem hoje. Justamente porque este é o estilo  que Serra herdou de FHC e seu grupo (Àlvaro Dias, Arthur Virgílio etc).

Se Aécio assumir a liderança isolada do campo oposicionista a partir de primeiro de janeiro, talvez o tom seja diferente: justamente porque o governador mineiro já percebeu que o radicalismo mais atrapalha do que ajuda.


Fonte do Post:
Aproveite e leia sobre algumas armações do PIG:
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sábado, 21 de agosto de 2010

IPEA se previne contra O Globo

O Ipea responde à sociedade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Há 46 anos, suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

O Ipea tem como missão "Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro."

Dessa forma, o Instituto torna públicos à sociedade esclarecimentos decorrentes de questionamentos feitos pelo jornal O Globo entre 19 e 20 de agosto.

Este comunicado tem como objetivo preservar a reputação desta Instituição e de seus servidores e colaboradores, que por meio dos questionamentos do diário, estão sendo vítimas de ilações, inclusive de caráter pessoal.

Dado o teor desses questionamentos, o Instituto sente-se na obrigação de publicar perguntas e respostas, na íntegra e antecipadamente, para se resguardar.

E coloca-se à disposição para dirimir quaisquer dúvidas posteriores.


Assessoria de Imprensa e Comunicação


Sobre o aumento de gastos com viagens/diárias/passagens na atual gestão:  

sábado, 14 de agosto de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

O mundo evolui, mas os neoliberais brasileiros continuam na mesma postura, cada vez mais golpistas


Capas da revista Veja desta semana copia o mesmo tema de 2002.

Em 2002, José Serra (PSDB/SP) era o candidato demo-tucano à presidência contra Lula. Agora é contra Dilma.

Sem discurso, falando mentiras e fazendo demagogia, sem conseguir atacar Lula, e levando uma sova no debate toda vez que polariza  com Dilma, Serra encontra na revista Veja a "ajuda" para "assustar" o eleitor, recorrendo ao "medo", dos "radicais" do PT.

Uma curiosidade que gostaria de saber é: qual a idade mental de um leitor da revista Veja, para ter medo de bicho-papão até hoje? (Com a dica do leitor Stanley).


Dinheiro da Educação vai para Editora Abril, dona da Veja

Sem qualquer concorrência e na total obscuridade, tradicional nas gestões do PSDB, José Serra premiou a Editora Abril (dona da Veja) com um contrato de R$ 3.740.000,00 para a distribuição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Todo o dinheiro foi tirado da verba que, antes, iria para a educação.

[ Esta atitude serrafernadista fere praticamente todos os Princípios Fundamentais da Administração Pública como: moralidade, economicidade, impessoalidade, publicidade]

[PS. A revista Carta na Escola é melhor que a nova escola e mais uma vez ela foi preterida pelo neoliberal em prol da abril.]


Abaixo, seguem alguns dados do contrato:

Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura: 01/10/2008



Fonte do post:

Leia também:



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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Globo/CBF x Dunga - O Brasil perdeu para ele mesmo, como sempre.

A copa para o Brasil acabou no episódio Globo x Dunga.
Clique aqui para ler sobre.

O time não era tão bom, aos nossos moldes. Um pouco burocrático, mais marcador que técnico e com poucas opções no banco de reservas (bem a cara da seleção de 1994, "o Zinho enceradeira"...  lembram, e hoje poucos reclamam daquela seleção, pois lá levamos a copa e fomos campeões). A seleção atual, a meu ver, mesmo sendo burocrática como a de 1994, não devia a nenhum outro time que está na Copa atual. Bastava jogar o que sabe, e para isso acontecer, o emocional dos jogadores Brasileiros sempre tem de estar bem, lembram da copa da França? É um bom exemplo, e lá a equipe era bem superior.

O Time vinha em uma ascensão a cada partida, o grupo estava muito unido o astral do time era muito bom e objetivado e Dunga era o principal responsável por isso. Só faltava os craques do time terem aumentado seus rendimentos técnico, físico e psicológico e isso vinha acontecendo. Jogadores como cacá vinha aumentando sua condição física a cada jogo, lembro quando diziam que só faltava ele fazer um gol para tomar confiança. Um bom exemplo do que digo é a seleção Alemã, chegou desacreditada, jogou muito mal as primeiras partidas e a cada jogo veio pegando ritmo, meteu quatro na Argentina e perdeu para a Espanha por detalhes, mas isso já é do próprio jogo. E esse era o caminho que o Brasil vinha traçando a cada jogo e o primeiro tempo contra a Holanda foi um exemplo disso, nos momentos que a calma imperava o Brasil mandava no jogo.

Aí vem a Globo e estraga tudo (e olha, esta pendenga já durava mais de ano como pode ser lido aqui). Ao desestabilizar o técnico, levou junto os jogadores. A primeira partida depois do episódio Globo x Dunga já mostrou isso, jogadores nervosos, o próprio Dunga mais nervoso que o normal, a expulsão do Cacá... o Cacá foi expulso! Só isso já mostra como ficou o emocional do time.

A Holanda soube explorar isso e no início do jogo deu para ver  muito claramente, os Holandeses encenando levando os jogadores brasileiros a ficarem irritados.  A calma gerada com  o gol do Brasil, embora tenha aliviado o emocional dos jogadores, durou pouco e logo voltaram a ansiedade, Cacá perdeu gol que raramente ele errava, o time não conseguia ficar calmo e isso explodiu ao extremo ao levar os gols no segundo tempo. O primeiro gol, foi erro do Júlio César que saiu mal, aliás, nunca vi  o Júlio César sair tão mal assim do gol. Culpam o Felipe Melo,  por ter sido expulso, mas ele sempre se controlou em todas as partidas que assisti, agora, com o emocional desestabilizado, cai por terra todo o planejado (não esqueçamos que o Cacá conseguiu ser expulso nessa copa devido ao nervosismo, agora imagine o Felipe Melo).

Se for para achar um bode expiatório eu indico "os negócios da copa", seja pela atitude da Globo, seja pelas armações das grandes marcas que patrocinam os times da copa e que nos bastidores sempre armam das suas ou da própria CBF/FIFA.

Não acreditam! Então deem uma lida no texto abaixo.

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O papo de compadres em Joanesburgo

 por Adilson Filho,
no blog E Agora?

Ontem Ricardo Teixeira foi ao programa “Bem amigos especial” para selar a paz entre a velha comadre e a entidade. Aliás, nunca o nome desse programa caiu tão bem como ontem: Bem amigos. Que alegria, como eles se entendem bem.

E do encontro entre os amigos especiais, ontem, já saiu o primeiro acordão, publicado na primeira página de O Globo: O torcedor precisará ter paciência, já que o principal é a renovação. Esse é novo ditame que teremos que professar, é a tônica que permeará a cobertura da grande a seleção: paciência.

Agora, meus amigos, percebam a incongruência disso tudo e como eles acham que as pessoas são marionetes, bonecos que eles manipulam pra lá e pra cá, do dia pra noite, pra repetir o que eles querem.

A seleção que Dunga pegou em 2006, foi talvez a renovação de maior impacto já acontecida no futebol brasileiro. Com a aposentadoria de dinossauros consagrados vindos de um fracasso rotundo como Dida, Cafu, Roberto Carlos, Zé Roberto, Emerson e Ronaldo, houve renovação em todos os setores do time: no gol, nas duas laterais, no meio de campo e no ataque. No entanto, apesar de ganhar tudo que disputava, a seleção era cobrada jogo a jogo com um rigor absolutamente excessivo e nunca antes visto, com todas as distorções que eu já estou até cansado de falar. Não foi pedido nenhuma paciência nesse momento delicado do nosso futebol.

Muito pelo contrário, nesse ano a cobrança recrudesceu, baixando ao nível de ataques pessoais, comparações malditas, incitação pra que as pessoas torcessem contra, intrigas descabidas, pressão, pressão e mais pressão…só não fizeram colocar bomba no vestiário do Brasil. (clique aqui para ler sobre)

Quando a seleção sai da copa vem a enxurrada final, ataques por todos os lados de todas as maneiras, incitando sempre o torcedor a ser rude e intolerante com esse grupo. O tecido do bom senso foi esgarçando de uma tal maneira que os jogadores desembarcaram como traficantes de alta periculosidade, como se tivessem feito um grande mal à nação – foram escoltados por policiais pois corriam o risco de serem linchados.

Agora, no dia seguinte, de forma singela e educada,os representantes da Globo-CBF vem pedir ao torcedor para ter paciência pois passaremos por uma renovação.

Ou seja, os senhores doutores que mandam no futebol brasileiro, sem sequer esperar o defunto que golpearam esfriar, vem pedir, na cara mais deslavada desse mundo, a esse mesmo torcedor — que eles colocaram com os nervos a flor da pele incitando ao ódio — para desligar de tudo e ter paciência e generosidade com a sua seleção. Como se as pessoas tivessem um botãozinho no cérebro que pudessem apertar da noite pro dia: ligue 1 para odiar e ficar transtornado; ligue 2 para ter longanimidade e paciência. E o mais esdrúxulo disso tudo é que o argumento que usam para fazer tal pedido é mentiroso e hipócrita, já que sabemos que renovação não será total e a principal, que “cortou na carne”, foi feita em 2006.

Pra terminar não posso deixar de registrar um trecho da conversa dos amigos especiais, pois nos dá uma boa noção de como funciona o modus operandi dessa gente:
  • Renato Maurício Prado pergunta: Presidente, o senhor em algum momento pensou em mudar alguma coisa, no que foi feito?
  • Ricardo Terra Teixeira responde: Vocês da Globo que viajam muito sabem, quando o avião está no ar passando pelo Atlântico, você pode até querer voltar, mas percebendo que não tem gasolina vê que é melhor deixá-lo seguir até o destino final.
  • Carlos Eduardo Galvão Bueno comenta: “Tá respondido, não precisa dizer mais nada”
  • Renato Maurício Prado (fechando o olho e colocando os dentes pra frente): risos…
  • Ricardo Terra Teixeira suspira pensando: Ufa, falei.. mas acho que agora minha barra limpou.
  • Carlos Eduardo Galvão ainda faz mais uma pergunta: E o senhor consegue perceber hoje alguma coisa que tenha faltado, que sentiu vontade de ter nesse período?
  • Renato Maurício Prado responde (pelo amigo especial) : “Mais gasolina pro avião poder voltar, né presidente?!”
Por fim todos caem no riso. Ao final da entrevista, como é de praxe, todos os amigos sairiam para um bom jantar na noite fria de Joanesburgo.

No mais, fica tudo nos conformes, a paz é reestabelecida , o poderoso chefão do futebol brasileiro devolve a seleção nacional a Galvão Bueno e Renato Maurício Prado. E o jogo do poder, que na verdade é um belo jogo de comadres, segue empatado e equilibrado: Globo 1X1 CBF.

Até 2014, e não se esqueçam: Eles contam com você torcedor!

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Aproveite e leia a carta de Dunga à Ricardo Teixeira, depois de ser demitido por telefone


do Globo Esporte.com
Via Blog Vi o Mundo - Luiz Carlos Azenha

Globo agora reclama até do formalismo de Dunga



Cheio de formalidade, Dunga faz carta de agradecimento à CBF

Dispensado após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo, o ex-treinador se dirige ao presidente Ricardo Teixeira como “Vossa Senhoria”

Por Carolina Elustondo
Ijuí, RS

Após ser dispensado do comando da seleção no último domingo, o técnico Dunga enviou, nesta segunda-feira, uma carta de despedida e agradecimento ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. No documento, divulgado pelo seu site oficial, o treinador usa e abusa da formalidade, chamando o mandatário do futebol brasileiro de “Vossa Senhoria” e diz que resgatou o respeito do time no cenário internacional.

Dunga, que comandou o Brasil nos últimos quatro anos e foi eliminado – pela Holanda – nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, iniciou a carta agradecendo a oportunidade por comandar a equipe nacional. O técnico ficou sabendo da sua demissão através de um telefonema e logo depois a CBF publicou uma nota oficial na sua página na internet. Conformado, o treinador em nenhum momento questionou a decisão de Ricardo Teixeira.

“Respeitosamente, dirijo-me a Vossa Senhoria, primeiro, para renovar os meus agradecimentos pela confiança, respaldo e autonomia concedida, o que, sem dúvida, permitiu-me que, ao longo destes quase quatro anos de serviços prestados à Confederação Brasileira de Futebol – CBF, efetivamente, em conjunto com os demais membros da comissão técnica e atletas, eu pudesse desempenhar na plenitude as atribuições e funções inerentes ao cargo de treinador da Seleção Brasileira de Futebol.”

O treinador fez questão de ressaltar que a conquista do hexa não estava condicionada ao seu cargo, mas que todos da comissão e do elenco se prepararam para buscar o objetivo. Dunga destacou ainda que os erros do passado foram corrigidos, referindo-se ao período pré-Copa de 2006, quando o Brasil foi amplamente criticado pelo clima excessivamente festivo na cidade de Weggis, na Suíça, e pelas condições físicas de alguns jogadores considerados medalhões.

Ainda na carta, Dunga destacou o resgate do respeito da seleção no cenário mundial e dos jogadores pela camisa amarela. E terminou desejando sucesso ao Brasil na Copa de 2014, que será realizada no país.

“Agora, como sempre foi a minha postura adotada, resta-me acatar a sua decisão pois, certa ou não, não cabe a mim questioná-la, na medida em que essa é a prática, de longa data, adotada no futebol… Oferecendo ao senhor a tranquilidade que se faz necessária, espero e confio estar contribuindo para que Vossa Senhoria possa iniciar as suas novas estratégias (…) para disputar e, se possível, vencer a Copa do Mundo de 2014, que será realizada em nosso país”.

PS do Viomundo: Que a Globo tentou “arrancar” entrevistas exclusivas de jogadores da seleção, que tentou reproduzir na África do Sul o circo de 2006, ah, isso eles não noticiam.



Fonte do Post:


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Embaixada do Paraguai se manifesta em carta sobre o vídeo preconceituoso da GloboSat/SporTV


Fonte do Post:



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sábado, 3 de julho de 2010

Preconceito da Globosat/Sportv corre o mundo... Isso é Péssimo para o Brasil. Até quando?

Mau jornalismo da Globosat/SporTV já é destaque internacional

Post atualizado em 02 de julho, às 23:45.



Cospe pra cima, cai na testa, dizia minha mãe. Foi o que aconteceu com a Globo hoje.

O jornal paraguaio La Nación diz que a Laranja Mecânica foi responsável por “acallar a la soberbia brasileña”.
E por “brasileira” ele se refere à Rede Globo, não ao país como um todo, como fica claro logo nas frases seguintes. A crítica se dirige especialmente à SporTV, canal fechado que pertence à emissora e que divulgou um vídeo desrespeitoso à Seleção Paraguaia e ao Paraguai, a seu povo.




O desrespeito vai além do futebol, segundo o jornal: “ironizan sobre nuestras comidas y nuestras costumbres”, em linguagem debochada. O único valor paraguaio apresentado pelo vídeo é Larissa Riquelme, a “novia del Mundial”. Além de agressivo com os paraguaios, o curta é machista. Desvaloriza todo um povo e todo um gênero. As mulheres são vistas como objetos.

A matéria se coloca ao lado de Dunga pela resistência aos abusos da Globo. E completa: “La Naranja Mecánica se encargó así de hacer justicia y dar una gran lección a quienes tienen en el corazón una rabia innecesaria hacia una nación pobre pero digna”.



Mesmo que o grau de deboche fosse exagerado pelos paraguaios, chamaria a atenção que a Globo já vem recebendo críticas internacionais por conta da sua irresponsabilidade na forma de fazer jornalismo. Mas não é o caso, a ironia é de fato extremamente ofensiva. O vídeo trata o nosso vizinho como um país desprovido de quaisquer qualidades, feio, triste, pobre. É asqueroso.

Debochar de outros países extrapola os limites do esporte, do futebol, e avança no terreno político. São as relações internacionais brasileiras, são povos, são culturas. Pode haver diferenças, mas não há como definir melhores e piores. É aí que entra o respeito. Ou deveria entrar.

A Globo transferiu a ironia que dedica à política externa do governo Lula ao futebol. Fez mal, muito mal. E ficou bem feio.
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Abaixo tem o vídeo com a resposta da Cantora Paraguaia Ramonita Vera a respeito do vídeo preconceituoso da Sportv - Globosat.



Fonte do Post:

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais uma da Globo - A final do soletrando de 2008

Eu tinha assistido esta final. Havia visto o ocorrido com o tal infra-hepático  que prejudicaria a menina Thafne Toledo, mas não tinha notado o erro do garoto,  Eder Coimbra, e principalmente a "correção" feita pelo digitador tornando o erro do garoto em acerto favorecendo-o. Alías, nesta hora o garoto teria perdido a competição, pois havia errado.



Já que a globo favoreceu um mineiro, aproveito para mostrar outro favoreciemento que ela fez, e ainda vem fazendo, a outro mineiro, famoso politico, e que foi denunciado no exterior.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dessa a globo não vai gostar

O Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje uma ação interposta pelo PSol que propõe uma mudança radical na distribuição dos canais de televisão do país. O partido advoga que com a entrada em vigência da televisão digital, seria necessário fazer uma licitação para redistribuir todos os canais, já que a TV Digital seria um novo serviço, e não uma continuidade do anterior.A Procuradoria-Geral da República, instada a se manifestar sobre o tema, concordou com a tese do partido. 
 
 
 Fonte do post:
 
 
 
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Dunga dá uma surra na TV Globo

por Rodrigo Vianna
ex-globo
A política suicida da Globo parece não ter limites. Primeiro foi na cobertura política. Depois de anos de esforço para superar a marca de emissora golpista e manipuladora (esse esforço se deu na gestão de Evandro Carlos de Andrade como Diretor de Jornalismo, e com a participação ativa de Amauri Soares na sucursal de São Paulo), a Globo mostrou as garras na eleição Presidencial de 2006 [a favor de Alckmin é claro]. Acompanhei tudo de perto; eu era repórter de política na Globo, e estive no grupo de jornalistas que internamente não aceitaram a linha de cobertura adotada pela emissora. Por causa disso, saí da Globo, e expus meus motivos numa carta interna aos colegas de Redação; carta essa que acabou vazando na internet – http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1309377-EI6584,00.html.

Agora, a direção da Globo empurra a emissora para o suicídio também na cobertura esportiva. A Globo manda no futebol brasileiro. Isso todo mundo sabe. Muitos clubes sobrevivem da grana que a Globo adianta, como pagamento por “direitos de transmissão”. A Globo sempre teve, também, privilégios na cobertura da seleção brasileira. Todo jornalista sabe disso. Aqui na África do Sul, um colega lembrava da Copa da França, em que a Globo tinha uma “salinha” exclusiva para as entrevistas com jogadores. Tudo acertado com a CBF. As outras emissoras esperneavam, e a Globo manobrava nos bastidores. Com habilidade.

Pois bem. A atual direção da Globo resolveu explicitar as coisas. Fez um striptease público. Tudo porque o técnico Dunga decidiu acabar com as “salinhas” da Globo. No domingo, Dunga brigou com o Alex Escobar (comentarista da Globo). O motivo? Escobar queria entrevistas exclusivas com jogadores, e Dunga vetou. O jornalista Mauricio Stycer conta tudo aqui - http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/06/22/globo-negociou-entrevistas-com-ricardo-teixeira-mas-dunga-vetou.jhtm.

No passado, a Globo manobraria nos bastidores, e talvez arrancasse alguma concessão de Dunga. Mas a arrogância (e a burrice) da atual direção da emissora não tem limites. Resolveram fazer um editorial contra o Dunga! É tudo muito didático para o público…

É como se houvesse um menino rico acostumado a comer sempre o primeiro pedaço do bolo nas festinhas da escola. Um dia chega o professor novo e diz: “você pode ser rico, mas aqui tem que pegar fila pra comer o bolo”. O menino rico, em vez de avisar o pai e manobrar em silêncio pela demissão do professor, resolve chorar no meio do pátio, e ainda pendura um manifesto na porta da escola: “eu sou rico, tenho direito ao primeiro pedaço do bolo”.

O menino rico, e mimado, joga a escola inteira contra ele. Talvez consiga a demissão do professor. Mas a comunidade inteira agora sabe que esses privilégios existem.

A Globo conseguiu isso. Na guerra entre Globo e Dunga, o Brasil fica ao lado do técnico.Vejam a enquete do UOL sobre o assunto: o Dunga dá uma surra na Globo – http://noticias.uol.com.br/enquetes/enquete.jhtm?id=8524#r
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TOMOU!Dunga dá de goleada na Globo terça-feira, 22 junho, 2010 às 16:48





O torcedor brasileiro tomou o lado de Dunga no conflito com a TV Globo, criado depois que a emissora não se conformou com o veto do técnico a entrevistas exlusivas.

Além das manifestações em diversas mídias sociais e a proposta do “diasemglobo” no próximo jogo do Brasil, os torcedores estão mostrando sua posição em enquete promovida pelo UOL com a pergunta “De que lado você está na guerra entre a Globo e o técnico Dunga?”

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O povo não aguenta mais a arrogância da Globo. Os Marinho vão pagar caro por ter dado poder a gente como Ratzinger e sua turma.

Mas o Dunga que se cuide. A Globo vai tentar triturá-lo. Diante da primeira derrota, ele será demolido. O Dunga devia bater um papo com o Lula…

Fontes do Post:
Leia mais um pouco do jogo sujo da Globo:
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Jornal "o globo" omite a verdade sobre Dunga


por Luiz Carlos Azenha

Omitindo de seus leitores a informação principal — de que existe uma disputa de bastidores em torno do acesso exclusivo da TV Globo a jogadores da seleção brasileira –, o jornal O Globo abriu uma campanha mesquinha contra o técnico da seleção brasileira, Dunga, a começar da falsa manchete de primeira página: CBF teme que Fifa puna Dunga por palavrões. O factóide foi logo descartado pela própria Fifa, embora o jornal cravasse no texto de primeira página: “As reações destemperadas de Dunga durante e após a vitória sobre a Costa do Marfim puseram a CBF de sobreaviso. A entidade espera comunicado da Fifa com repreensão ou multa ao treinador por mau comportamento. Os dirigentes lembram que o técnico da Argentina, Maradona, foi multado e suspenso por xingar jornalistas nas eliminatórias”, dizia parcialmente a chamada.

Sob ela, um texto do colunista Bruno Mazzeo, com o título “Uma TPM que não passa”. E uma outra chamada: “Psicólogos analisam o técnico brasileiro”.

No caderno de esportes, sob o título “E se o destempero entrar em campo?”, O Globo diz que “psicanalista teme que atitude exaltada do treinador seja incorporada pelos jogadores”.

Diz o texto, assinado por Fernanda Thurler: “Antes de cada partida da Copa, os primeiros a entrar em campo são os que carregam a bandeira do jogo limpo. Mas tal espírito esportivo, tão valorizado no Mundial, parece que ainda não foi incorporado pelo técnico Dunga. Depois dos destemperos do treinador durante e depois da vitória, psicanalistas avaliaram como o comportamento de Dunga fora de campo pode prejudicar o trabalho dos jogadores dentro dele. Kaká, irritadiço e expulso no final da partida, foi um dos exemplos dessa nova cara da seleção”.

Seguem-se as opiniões de quatro “especialistas”, naturalmente condenando Dunga e apoiando a “tese” do jornal.

No editorial, sob o título de “Jogo Perigoso”, o jornal diz:

“Escolhido para técnico da seleção mais pelos dotes de disciplinador do que por qualquer talento específico na condução de um time de futebol, Dunga se notabiliza por descontrole e incivilidade no relacionamento com a imprensa. Se mesmo com as vitórias Dunga anda de mal com a vida, o que poderá acontecer se o hexa não vier? E não virá caso o técnico transmita para o time todo o seu desequilíbrio emocional. A seleção precisa ser protegida de Dunga”.

Repetindo: O Globo omite de seus leitores a disputa em torno do acesso da TV Globo aos jogadores da seleção brasileira.

E pinta Dunga como uma espécie de Freddy Krueger, do qual a seleção brasileira precisa ser protegida a qualquer custo.


Fonte do Post:

Leia também:
 
 

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Depois do "Cala a boca Galvão" agora chega ao topo do twitter o "Cala boca Tadeu Schimidt"


Algum problema ?


O Conversa Afiada reproduz texto de Stanley Burburinho, o implacável caçador de iniquidades, e informa que o “Cala boca Tadeu Schmidt” segue no topo do Twitter do Brasil nesta terça-feira.

Crítica a Dunga leva “Cala boca Tadeu Schmidt” ao topo no Twitter

21/6/2010
Da Redação

Os internautas brasileiros ficaram irritados com a crítica de Tadeu Schmidt a Dunga, depois que o técnico xingou o repórter da TV Globo, Alex Escobar, de “cagão”. No Fantástico deste domingo, o Schmidt disse que Dunga tem uma postura “incompatível” com seu papel na Seleção.

Inspirados no “Cala Boca, Galvão”, os twitteiros lançaram o “Cala boca Tadeu Schmidt”, que nesta segunda-feira (21/06) ocupa o primeiro lugar no Trending Topics do microblog. Alguns estrangeiros até questionam se o termo seria uma nova campanha para salvar pássaros, explicação falsa usada pelos brasileiros para explicar o “Cala Boca, Galvão” aos twitteiros de outros países.





“Xingou o técnico, é jornalismo; xingou os jornalistas, é crime contra a liberdade de imprensa. CALA BOCA TADEU SCHMIDT”, foi uma das mensagens mais retwittadas.

Clique aqui para ler a matéria no Comunique-se

Clique aqui para ler sobre o "Cala boca Galvão no twitter"


Fonte do Post:

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Mais uma do PIG - O bastidor da disputa entre a "Grobo" e Dunga


 Do Blog Vi o Mundo
via Blog Conversa Afiada
O Conversa Afiada reproduz texto do Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha:
O bastidor da disputa de Dunga com a Globo e o caso Luxemburgo


Eu, Azenha, não gosto da filosofia de Dunga como técnico da seleção brasileira. Acho que ele enfatiza demais a defesa e que despreza a principal característica do futebol brasileiro, que é jogar bonito e jogar no ataque. Como notou um comentarista, Dunga fez a gente acreditar que time que joga bonito perde. Será desmentido por Dorival Jr., o técnico do Santos, com um elenco infinitamente mais barato que aquele que serve à seleção.

Dito isso, não acho que a TV Globo esteja preocupada com a filosofia de Dunga. A emissora quer ganhar dinheiro. E, se para ganhar dinheiro for preciso causar a derrota da seleção na África do Sul, que assim seja! É um golpe menor diante daqueles que já foram praticados pela emissora. É óbvio que a Globo “edita” a polêmica de acordo com seus interesses comerciais. E a isso chama de “jornalismo”. Na reportagem de O Globo, que reproduzo abaixo, por exemplo, o jornal omite as reais causas da disputa e tenta misturar xingamentos de Dunga a jogadores da Costa do Marfim com os palavrões balbuciados pelo treinador na entrevista coletiva, um comportamento de Dunga que considero grotesco.

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A seguir, uma coletânea de textos para
entender melhor os bastidores da disputa:

22/06/2010 – 06h37
Globo negociou entrevistas com Ricardo Teixeira, mas Dunga vetou
Mauricio Stycer, no UOL
Em Durban (África do Sul)

Por trás do incidente entre Dunga e o jornalista Alex Escobar, da Rede Globo, durante a entrevista coletiva no Soccer City, logo depois da vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, esconde-se uma história que revela o alcance do poder do técnico da seleção brasileira.

O UOL Esporte apurou que a Globo negociou diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção, entre os quais Luis Fabiano. As entrevistas iriam ser exibidas durante o programa “Fantástico”, no domingo, horas depois da partida contra Costa do Marfim, vencida pelo Brasil por 3 a 1. Dunga vetou o acerto.

O incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”

Diversos jornalistas na sala de entrevistas ouviram Escobar desabafar: “Insuportável, bicho, insuportável. O Rodrigo (Paiva) foi revoltado lá falar comigo, cara. O Dunga não deixou. Ninguém. Caraca, nem o Luís Fabiano. Infelizmente. Valeu, Tadeuzão”.

Muitos também notaram que Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF, fez o gesto de quem soca a parede a certa altura da entrevista coletiva. Paiva tem tentado se equilibrar entre o atendimento à imprensa e o respeito às exigências de Dunga. No cargo há nove anos, gentil com todos os jornalistas, o assessor dá sinais cada vez mais evidentes de reprovação à política de clausura imposta pelo técnico.

Horas depois do incidente, durante o “Fantástico”, Schmidt falou: “O técnico Dunga não apresenta nas entrevistas comportamento compatível de alguém tão vitorioso no esporte. Com frequência, usa frases grosseiras e irônicas”. O jornalista da Globo não mencionou, no entanto, o motivo do atrito, ou seja, a recusa do técnico em aceitar um acordo feito entre o presidente da CBF e a emissora.

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22/06/2010-07h16
Dunga corta privilégios da TV Globo

EDUARDO ARRUDA
MARTÍN FERNANDEZ
PAULO COBOS
SÉRGIO RANGEL


A briga entre Dunga e a Rede Globo, escancarada pela emissora na noite de anteontem no programa “Fantástico”, é mais um capítulo de uma disputa inédita por mais acesso à seleção brasileira.

Ao longo dos últimos dois anos, o treinador encerrou décadas de privilégios da TV e partiu para o confronto.

Nesse caminho, acumulou palavrões contra profissionais da emissora, pediu a cabeça de desafetos no canal e se colocou no papel de censor e crítico de reportagens.

Os primeiros pedidos da emissora negados por Dunga datam de maio de 2008, quando o Brasil fez um amistoso com a Venezuela em Boston. Na ocasião, o técnico vetou a participação de Diego e Robinho em programa.

O choque ganhou força na Olimpíada de Pequim, quando o treinador passou a acreditar que jornalistas que faziam a cobertura da sua equipe, especialmente alguns da Globo, torciam contra o Brasil e queriam sua demissão.

Ao ganhar a medalha de bronze do torneio, virou-se para a tribuna onde estavam repórteres de vários veículos e fez xingamentos parecidos com os do último domingo –contra o jornalista da Globo Alex Escobar, no Soccer City, durante a entrevista da Fifa, após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.

Dunga resistiu ao fracasso olímpico, passou a acumular bons resultados e ganhou força para perseguir seus desafetos, inclusive na Globo.

O ápice da disputa aconteceu quando pediu a demissão de Mário Jorge Guimarães, um dos principais profissionais da emissora até então na cobertura da seleção.

Guimarães acabou deixando suas funções na Globo e assumiu um cargo executivo no Sportv, canal esportivo por assinatura da empresa.

No ano passado, no próprio Sportv, Dunga atacou sem rodeios a cobertura que a emissora fazia sobre o time.

Criticou reportagem do jornalista Mauro Naves, outro que esteve em Pequim, em que o profissional descrevia um treino da equipe como “leve” –Dunga detesta quando alguém fala que seu time não treinou pesado.

Falcão, um dos principais comentaristas da emissora, é outro profissional da Globo na lista negra do técnico.

Em maio, no dia em que anunciou os 23 jogadores que iriam ao Mundial, Dunga fez rara deferência à emissora e concedeu entrevista ao vivo no “Jornal Nacional”, dando sinais de uma trégua.

Na Copa, porém, a relação se deteriorou rapidamente depois que Robinho, em dia de folga, falou com a TV em um shopping –foi obrigado a pedir desculpa ao elenco.

O ataque de anteontem foi a gota d’água, motivando a resposta da Globo, que deve azedar ainda mais uma relação que já foi umbilical.

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Fifa não vai punir Dunga pelos xingamentos após o jogo contra a Costa do Marfim pela Copa

Publicada em 22/06/2010 às 07h43m
Fábio Juppa, em O Globo,
via Stanley Burburinho

JOHANNESBURGO, África do Sul – A Fifa não vai punir o técnico Dunga pelos acontecimentos após o jogo contra a Costa do Marfim, na segunda rodada da Copa do Mundo. Segundo Pekka Odriozola, do departamento de mídia da entidade, a entidade não encontrou motivos para abrir processo disciplinar contra o treinador da seleção brasileira.

Após a vitória da seleção por 3 a 1 , as câmeras de TV flagaram Dunga xingando os jogadores da Costa do Marfim, em especial o atacante Drogba. Em seguida, na entrevista coletiva, o técnico xingou o jornalista Alex Escobar porque achou que o repórter da TV Globo estava discordando de um comentário dele.

A CBF temia que Dunga recebesse uma advertência ou mesmo fosse multado por causa das atitudes do técnico em campo.

Questionado sobre a punição que o técnico da Argentina, Diego Maradona, sofreu após o jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa, Odriozola foi lacônico.

- Não posso comentar isso. Não foi estabelecida nenhuma comparação com o caso do Maradona. O que se pode dizer é que a Fifa não encontrou motivo para punir o Dunga – disse Odriozola durante a reunião do comitê organizador da Fifa que aconteceu no Soccer City, em Johannesburgo.

Após a classificação da Argentina para a Copa, Maradona, ainda no campo e também mais tarde na coletiva, xingou os jornalistas. Ele vinha sendo muito criticado pelo desempenho da seleção. Pelos xingamentos, o treinador ficou dois meses suspenso, tendo sido impedido de acompanhar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo. Maradona também teve que pagar 25 mil francos suíços (cerca de R$ 42 mil).

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21 de junho de 2010

Há dois anos, Dunga anunciava “área de desconforto” com a Globo

Por Luciano Borges, no Terra Magazine

A saia justa entre o técnico Dunga e a Rede Globo é antiga. Há exatamente dois anos, em entrevista exclusiva ao Blog do Boleiro, o treinador dizia que tinha criado uma “área de desconforto” para os profissionais da emissora.

O tempo passou, as relações se tornaram melhores, Dunga comentou a convocação para a Copa do Mundo no Jornal Nacional, com exclusividade. Na coletiva depois da vitória sobre a Costa do Marfim, ele cismou que estava sendo ironizado pelo jornalista Alex Escobar. Foi agressivo e aplicou o método Dunga de chamar para a briga: xinga baixinho, olhando para o oponente.

O método de Jorginho é diferente. Mal chegou à África do Sul e já partiu para o ataque na primeira coletiva, pedindo que os críticos de plantão se manifestassem na entrevista. Se esta postura de confronto serve para animar o time em campo, não se tem certeza. Os atletas têm mostrado mais equilíbrio do que a chefia. Tratam os repórteres com cortesia, mas fogem da polêmica sempre que podem.

A primeira vez em que Dunga tornou público o conflito com a Globo, aconteceu dois dias depois do empate entre Brasil e Argentina (0 a 0), no dia 19 de junho de 2008. Naquela partida, Dunga ouviu a torcida no Mineirão cantar “Adeus Dun-ga, Adeus Dun-ga”. E soube que tinham feito leitura labial do que falou no banco de reservas.

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Veja o que Dunga disse na época e constate que pouca coisa mudou:
  • Dunga, como você está?
  • Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.
  • De quem você está falando?
  • Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.
  • As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas?
  • Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.

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Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo.
Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.

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Luiz Antônio Prosperi

“Globo x Luxemburgo: só tensão“
 copyright Jornal da Tarde, 11/09/00,
via blog do Evaldo Novelini

As relações entre a TV Globo e Wanderley Luxemburgo são tensas. O Departamento de Esportes da empresa não concorda com os métodos de trabalho que o técnico vem empregando na Seleção. A crise se acentuou com as denúncias contra o treinador e a campanha da emissora para que Romário disputasse a Olimpíada de Sydney. Ao final dos Jogos, espera-se por uma nova e talvez definitiva batalha entre Globo e Luxemburgo.

No conflito declarado entre o técnico da Seleção e a emissora, passa a hegemonia do futebol no Brasil. A teia da Globo é vasta, tem sob contrato de exclusividade os campeonatos mais importantes do País e o Clube dos 13, associação dos principais clubes brasileiros. Falta a exclusividade da Seleção.

Na era Luxemburgo,  que começou em 1998, a Globo não vem encontrando as mesmas regalias que tinha na era Zagallo (1994 a 98). Quando Zagallo era o técnico, nos intervalos dos jogos e logo após o apito final, ele procurava o repórter da Globo para uma rápida entrevista exclusiva. Era, no mínimo, um acordo de cavalheiros. Nunca técnico e emissora divulgaram se havia um contrato entre as partes.

Alguns jogadores importantes, como Ronaldinho (Inter de Milão), também procuravam o microfone da Globo antes e durante a Copa do Mundo de 98 para entrevistas exclusivas. Agentes dos atletas informaram que aqueles jogadores também tinham “acordo de cavalheiros”.

Quando Luxemburgo assumiu a Seleção, a Globo perdeu a exclusividade. O vaidoso técnico procura todas as emissoras. Quanto mais tempo no ar e em diferentes canais, melhor. Pode ser nos intervalos, encerramento das partidas, pouco importa.

A Globo não gostou. A crise ficou evidente no intervalo do jogo entre Chile e Brasil, em Santiago. A Seleção estava sendo humilhada. Tino Marcos, repórter da Globo, correu atrás de uma declaração de Luxemburgo e tudo o que ganhou foi um empurrão. Foi a gota d’água para a emissora abrir fogo contra o treinador.

Entrevista fatal – Tino Marcos, em seguida, conseguiu a entrevista exclusiva com Renata Alves, ex-funcionária de Luxemburgo que denunciou o escândalo da sonegação fiscal. A matéria foi levada ao ar no Jornal Nacional. Na mesma semana, o programa No Mundo da Bola, da rádio Joven Pan, informou que Renata havia cobrado R$ 20 mil pela entrevista.

Na semana seguinte à entrevista no JN, Renata deu entrevista à CBN, rede de rádio das Organizações Globo, afirmando que daria nova entrevista a Tino Marcos, quando então divulgaria documentos provando que Luxemburgo ganhava dinheiro com a venda de jogadores. Essa entrevista ainda não foi ao ar.

Fontes do JT garantem que a Globo não teria colocado a denúncia no ar para não tumultuar a Seleção Olímpica na Austrália. A rede teme ser responsabilizada pelo eventual fracasso do time nos Jogos. O petardo seria reservado para o retorno de Luxemburgo ao Brasil, uma espécie de “pá de cal” para abreviar a passagem do técnico pela Seleção.

Luxemburgo não esconde o conflito com a Globo. Nos dias que antecederam o jogo contra a Bolívia, o técnico teve duas ásperas conversas com Tino Marcos. O caso chegou a Luis Fernando Lima, diretor de Esportes da TV Globo.

Ex-repórter, o gaúcho Lima não engole Luxemburgo.

Nos bastidores da Seleção, mais evidente na campanha das eliminatórias, Luxemburgo vem mantendo uma relação tensa com a Globo. Da emissora, apenas o repórter Mauro Naves e o locutor Galvão Bueno gozam da simpatia do técnico.

Aliás, Galvão viveu uma noite tensa no último dia 2, véspera do jogo Brasil e Bolívia, no Rio. O locutor foi informado que o Jornal Nacional iria explorar a denúncia da revista Época, uma publicação da Globo, sobre o caso do “gato” de Luxemburgo, que tem duas datas de nascimento em seus documentos. Conversou com o treinador e com pares da Comissão Técnica da Seleção em busca de uma saída para a crise.

Naquela noite, Galvão e a reportagem do JT receberam indicativos de que Luxemburgo entregaria o cargo. Um telefonema de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, ao técnico adiou a sentença final. Teixeira deu uma trégua ao treinador “vai durar até pelo menos o fim da Olimpíada” ou o fim do Brasil nela.

Pressão inútil – Dentro da Comissão Técnica da Seleção, suspeita-se que se Romário fosse convocado para a Olimpíada a Globo desistiria da pressão contra Luxemburgo. Nas duas semanas que antecederam a convocação final dos Jogos Olímpicos, a Globo, na maioria dos seus programas de esportes e até no Fantástico, fez uma acirrada campanha favorável à convocação do atacante do Vasco. A conta é simples: com Romário na Seleção o `ibope’ sobe.

“Recebemos um recado de um grande editor, um chefão da imprensa, dizendo para levarmos o Romário para a Olimpíada porque assim criaríamos um fato novo e todos esses supostos escândalos seriam abafados, esquecidos”, confidenciou uma fonte próxima da Comissão Técnica da Seleção e da cúpula da CBF.

Luxemburgo não levou Romário. Ele e Ricardo Teixeira pagaram para ver.

Aguardam o desfecho da Olimpíada para ver o que pode ocorrer. O técnico sabe que está na berlinda. Sabe também que a crise que se instalou na Seleção Brasileira passa pela disputa da audiência e vendagem de jornais, em especial no Rio.

O primeiro jornal a denunciar o caso da sonegação com as acusações de Renata foi O Dia. Com tiragem de 320 mil exemplares diários, o jornal disputa a faixa do mercado com o jornal Extra, que superou o concorrente com 380 mil/dia. O Extra pertence às Organizações Globo e entrou firme no caso Luxemburgo. Este mesmo jornal é sócio da Federação do Rio de Futebol na organização do Campeonato Carioca, que nas últimas edições tem como estrela solitária o eterno Romário.





Fontes do post:


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