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domingo, 11 de julho de 2010

Os negócios da copa, uma face oculta do futebol

Laurindo Lalo Leal Filho



A TV Brasil e a TV Câmara mostraram alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.

Está no ar o maior espetáculo de televisão. Em audiência nada bate a Copa do Mundo. Na Alemanha, em 2006, os 64 jogos foram vistos por 26 bilhões de telespectadores, número que neste ano pode alcançar os 30 bilhões.

São 60 bilhões de olhos vendidos pela FIFA para as emissoras de TV comercializarem com os seus anunciantes. As cifras envolvidas em dinheiro são estratosféricas. Ganham a Federação internacional, as empresas de televisão e os anunciantes reforçando marcas e alavancando a venda de produtos e serviços.

Um ciclo perfeito, onde nada pode ser criticado. Normalmente, a TV no Brasil não critica os jogos transmitidos já que, dentro da lógica empresarial, seria um contrasenso mostrar defeitos do próprio produto. E o futebol, para a TV, nada mais é do que um dos seus produtos, assim como as novelas e os programas de auditório.

Dessa forma se todos ganham e não há criticas, o grande espetáculo do futebol, em sua dimensão máxima que é a Copa do Mundo, chegaria as raias da perfeição. Pelo menos é que mostra a TV.

, e ainda bem que há um mas nessa história, a TV Brasil e a TV Câmara mostraram no programa VerTV alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.

Para começar não é verdade que todos ganham. Há quem perca, e são muitos. Por exemplo, os jovens que por força da TV associam desde cedo o sucesso esportivo com o consumo de cerveja. Ou desprezam o estudo, uma vez que seus ídolos não precisaram dele para alcançar a glória e a fama.

No programa, Sócrates foi enfático: “A TV vende o sonho do consumo. Vende atitude, aparência, comportamento, moda. Mas, é incapaz de vender educação. E vender esporte sem educação é um crime. Mostram ídolos do futebol que não estudam e são um péssimo exemplo para a sociedade. E não por culpa deles apenas. O sistema estimula que saiam da escola”.

Afirmação que desperta uma curiosidade. A mídia revela diariamente minúcias da vida dos jogadores. Onde vivem, que carros possuem, como são suas casas e suas famílias. Só não dizem até que ano estudaram, em quais escolas, como eram enquanto alunos. Por que será? Sócrates responde: “a ignorância dos jogadores é estimulada pelo sistema. A ele não interessam profissionais com possibilidade de critica”.

O jornalista José Cruz mostra outras perdas. De toda a sociedade. Por exemplo, com a irresponsabilidade dos dirigentes esportivos nos clubes, federações e confederações. Embora privadas, essas entidades recebem dinheiro público e, por isso, deveriam prestar contas publicamente. “As loterias esportivas repassam dinheiro para o futebol. A Timemania está hoje tapando o buraco das dívidas fiscais dos clubes produzidas por dirigentes irresponsáveis”.

E mostra outras perdas sociais. A do dinheiro público desperdiçado, por exemplo, nos Jogos Panamericanos do Rio, em 2007. Dá dois exemplos retirados do relatório do Tribunal de Contas da União: “a compra de 5 mil tochas para serem acesas no evento, das quais só chegaram 500 e, ainda assim apenas 380 foram aproveitadas e a descoberta, depois dos Jogos, pelos auditores do TCU, de 880 caixas contendo aparelhos de ar condicionado que sequer foram abertas. E tudo isso segue impune”.

Tanto Sócrates, como José Cruz, alertam para o fato da seleção nacional e dos seus jogos serem eventos públicos que, no entanto, estão totalmente privatizados. “A seleção brasileira – que usa as cores, o hino e a bandeira do nosso pais – deveria ter parte de suas receitas revertidas para o futebol brasileiro, muito pobre em várias regiões do Brasil”, diz o jornalista.

Sócrates lamenta o volume de recursos jogados fora pela falta de uma política esportiva de Estado. Para ele “o esporte deveria ser um braço da saúde e da educação. Se não ele fica solto” e aponta a deficiência dos cursos de Educação Física: “não há um que trate o esporte com viés comunitário. É tudo individualista”.

E há mais. Quem quiser saber basta entrar no site da TV Câmara, clicar em “conhecer os programas” e depois no VerTV. Lá revela-se um pouco do que a TV comercial teima em ocultar.

Carta Maior - terça-Feira, 15 de Junho de 2010



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terça-feira, 29 de junho de 2010

As marcas que estarão na final da Copa

Curioso é quando comparamos os confrontos das quartas de final pelas marcas das camisas das seleções:

Brasil e Holanda - Nike x Nike
Uruguai e Gana - Puma x Puma
[AQUI A SEMIFINAL SERÁ ENTRE NIKE x PUMA]


Argentina e Alemanha - Adidas x Adidas
Paraguai e Espanha - Adidas x Adidas
[JÁ AQUI A SEMI SERÁ ENTRE  ADIDAS x ADIDAS]

As seleções perdem, mas as marcas sempre ganham...

E a Adidas mais uma vez estará na final da Copa, como esteve em 74, 78, 82, 86, 90, 98, 2002 e 2006...



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terça-feira, 22 de junho de 2010

Jornal "o globo" omite a verdade sobre Dunga


por Luiz Carlos Azenha

Omitindo de seus leitores a informação principal — de que existe uma disputa de bastidores em torno do acesso exclusivo da TV Globo a jogadores da seleção brasileira –, o jornal O Globo abriu uma campanha mesquinha contra o técnico da seleção brasileira, Dunga, a começar da falsa manchete de primeira página: CBF teme que Fifa puna Dunga por palavrões. O factóide foi logo descartado pela própria Fifa, embora o jornal cravasse no texto de primeira página: “As reações destemperadas de Dunga durante e após a vitória sobre a Costa do Marfim puseram a CBF de sobreaviso. A entidade espera comunicado da Fifa com repreensão ou multa ao treinador por mau comportamento. Os dirigentes lembram que o técnico da Argentina, Maradona, foi multado e suspenso por xingar jornalistas nas eliminatórias”, dizia parcialmente a chamada.

Sob ela, um texto do colunista Bruno Mazzeo, com o título “Uma TPM que não passa”. E uma outra chamada: “Psicólogos analisam o técnico brasileiro”.

No caderno de esportes, sob o título “E se o destempero entrar em campo?”, O Globo diz que “psicanalista teme que atitude exaltada do treinador seja incorporada pelos jogadores”.

Diz o texto, assinado por Fernanda Thurler: “Antes de cada partida da Copa, os primeiros a entrar em campo são os que carregam a bandeira do jogo limpo. Mas tal espírito esportivo, tão valorizado no Mundial, parece que ainda não foi incorporado pelo técnico Dunga. Depois dos destemperos do treinador durante e depois da vitória, psicanalistas avaliaram como o comportamento de Dunga fora de campo pode prejudicar o trabalho dos jogadores dentro dele. Kaká, irritadiço e expulso no final da partida, foi um dos exemplos dessa nova cara da seleção”.

Seguem-se as opiniões de quatro “especialistas”, naturalmente condenando Dunga e apoiando a “tese” do jornal.

No editorial, sob o título de “Jogo Perigoso”, o jornal diz:

“Escolhido para técnico da seleção mais pelos dotes de disciplinador do que por qualquer talento específico na condução de um time de futebol, Dunga se notabiliza por descontrole e incivilidade no relacionamento com a imprensa. Se mesmo com as vitórias Dunga anda de mal com a vida, o que poderá acontecer se o hexa não vier? E não virá caso o técnico transmita para o time todo o seu desequilíbrio emocional. A seleção precisa ser protegida de Dunga”.

Repetindo: O Globo omite de seus leitores a disputa em torno do acesso da TV Globo aos jogadores da seleção brasileira.

E pinta Dunga como uma espécie de Freddy Krueger, do qual a seleção brasileira precisa ser protegida a qualquer custo.


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Leia também:
 
 

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Depois do "Cala a boca Galvão" agora chega ao topo do twitter o "Cala boca Tadeu Schimidt"


Algum problema ?


O Conversa Afiada reproduz texto de Stanley Burburinho, o implacável caçador de iniquidades, e informa que o “Cala boca Tadeu Schmidt” segue no topo do Twitter do Brasil nesta terça-feira.

Crítica a Dunga leva “Cala boca Tadeu Schmidt” ao topo no Twitter

21/6/2010
Da Redação

Os internautas brasileiros ficaram irritados com a crítica de Tadeu Schmidt a Dunga, depois que o técnico xingou o repórter da TV Globo, Alex Escobar, de “cagão”. No Fantástico deste domingo, o Schmidt disse que Dunga tem uma postura “incompatível” com seu papel na Seleção.

Inspirados no “Cala Boca, Galvão”, os twitteiros lançaram o “Cala boca Tadeu Schmidt”, que nesta segunda-feira (21/06) ocupa o primeiro lugar no Trending Topics do microblog. Alguns estrangeiros até questionam se o termo seria uma nova campanha para salvar pássaros, explicação falsa usada pelos brasileiros para explicar o “Cala Boca, Galvão” aos twitteiros de outros países.





“Xingou o técnico, é jornalismo; xingou os jornalistas, é crime contra a liberdade de imprensa. CALA BOCA TADEU SCHMIDT”, foi uma das mensagens mais retwittadas.

Clique aqui para ler a matéria no Comunique-se

Clique aqui para ler sobre o "Cala boca Galvão no twitter"


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na seleção de Dunga: Nike 11 x 6 Adidas

publicada quarta, 12/05/2010 às 16:15 e atualizada quarta, 12/05/2010 às 19:00

Na coletiva de imprensa, Dunga deu a deixa sobre as coisas "encomendadas" que estariam por trás das sugestões e pressões, na escolha dos 23 que jogarão na seleção. Levantou a bola mas não disse mais nada, como você confere aqui -  http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/dunga-lanca-suspeita-tem-muita-coisa-encomendada-por-tras-das-indicacoes.

Hoje, o leitor Flavio indicou uma pista.  Está no blog Radar Econômico, do "Estadão" (com informações, por sua vez, baseadas em matéria do jornal "Brasil Econômico"):

"Dunga resolveu deixar de fora Ronaldinho Gaúcho e Adriano, dois “medalhões” patrocinados pela Nike, nas palavras do jornal. Ao mesmo tempo, surpreendeu ao chamar o lateral Michel Bastos e o atacante Grafite, dois garotos-propaganda da Adidas.

No total, a Nike, ainda bem à frente, patrocina 11 jogadores escalados; a Adidas, 6. Segundo o diário, o time que vai à Copa do Mundo na África do Sul vale 353,1 milhões de euros."



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