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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Agora sim, somos - de novo - donos da Petrobrás... espero que em definitivo.

Com o processo de capitalização da Petrobras, o governo federal aumentou sua participação na estatal, detendo agora 64% do capital votante e 48% do capital social.



As informações, já divulgadas no Brasil no início da semana, foram encaminhadas hoje (28) à Securities Exchange Comission (SEC), a reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos.

No comunicado, a Petrobras informa que o capital votante, que são as ações ordinárias, com direito a voto, pertencente ao governo federal, passou de 57,5% para 64%.

Já a fatia do capital social, que é composto por ações ordinárias e preferenciais (sem direito a voto), pertencente ao governo passou de 39,8% para 48%, distribuídos da seguinte forma: 33,2% da União; e 11,8% do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ainda no capital social, o Fundo Soberano tem 3%; a Previ (Fundo de Pensão dos funcionários do Banco do Brasil), 2,9%; e a Petros (Fundo de Pensão dos funcionários da Petrobras), 0,8%.

Com isso, o governo brasileiro junto com os fundos de pensão detém 51,7% da empresa. Os 48,3% restantes estão distribuídos pelo mercado.

O processo de capitalização da Petrobras com vistas à exploração de petróleo e gás natural nos blocos da região do pré-sal da Bacia de Campos, foi iniciado no último dia 13. (da Agência Brasil)

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Governo Lula, Petrobrás e a maior captação de recursos da história no mercado mundial

Petrobrás bomba; tucanos queriam o desmonte

por Rodrigo Vianna
 Getúlio Vargas
FHC queria enterrar a Era Vargas. Foi o que disse num discurso histórico no Senado em 1994, pouco antes de tomar posse para o primeiro mandato na presidência da República.

Depois, um dos ideólogos do tucanismo, o ministro Sergio Mota (aquele que dizia: “os tucanos tem um projeto de 20 anos de poder”) anunciou que era preciso “desmontar, osso por osso” a Petrobras – a empresa, segundo ele, era um “paquiderme”.


A captação de 120 bilhões de reais, com lançamento de novas ações no mercado, foi a maior da história.

Prestem atenção: maior captação de recursos da história no mercado mundial!

Além disso, com a engenhosa operação planejada pelo governo Lula, a União pode passar a deter mais de 50% das ações da Petrobrás.

Com o sucesso da Petrobrás, o Brasil mostra ao mundo a força de sua economia; e mostra que o Estado tem – sim – papel fundamental no desenvolvimento, sobretudo em economias que tentam sair da periferia para entrar no centro do jogo econômico mundial.

Ano passado, o Brasil já tinha enfrentado a crise mundial com a força do BNDES – outra criação de Vargas. Agora, a Petrobras vira uma gigante quase do tamanho da Exxon (EUA).

Como já escrevi aqui, tem um caráter simbólico o fato de a provável sucessora de Lula ser uma ex-militante do PDT, formada na tradição do brizolismo e do trabalhismo de esquerda.

A eleição de Dilma significa o reencontro do PT com Vargas. Mais que isso, significa o reencontro do Brasil com a melhor herança do varguismo: defesa do Estado, distribuição de renda, direitos trabalhistas e nacionalismo econômico.

O resto é UDN, é entreguismo, é tucanismo dos anos 90.

Tenho a leve impressão que o estadista gaúcho ganhou essa parada. 

Enterrado há 56 anos em São Borja, Vargas segue mais vivo do que nunca. 

Foi o Brasil que enterrou a era FHC (clique aqui e leia).


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Petrobrás se tornou a quarta maior empresa do mundo depois da capitalização promovida pelo governo Lula

Com os cerca de US$ 70 bilhões que a Petrobras conseguiu com o processo de capitalização, a petrolífera brasileira se tornou a quarta maior empresa do mundo em valor de mercado, considerando o fechamento das bolsas de valores na quinta-feira (23).

A Petrobras passou a valer cerca de US$ 217 bilhões, mais do que companhias como a Microsoft, o Wal-Mart e a General Electric. À frente da Petrobras estão a Exxon Mobil, com valor de mercado de US$ 311 bilhões, a PetroChina, com US$ 265 bilhões, e a Apple, com US$ 264 bilhões.

Clique na figura para ampliar


A seleção das companhias foi feita tomando como base a edição de 2010 do ranking FT Global 500, das 500 maiores empresas do mundo, do Jornal Financial Times, elaborada com dados de 30 de março. Os valores de mercado, porém, foram atualizados com base no fechamento das ações da última quinta-feira (23).

O valor de mercado é o preço de cada ação da empresa multiplicado pelo número de papéis em circulação, ou seja, representa o quanto um investidor pagaria se fosse possível comprar todas as ações da companhia. Isso significa que esse valor varia diariamente, de acordo com a cotação dos papéis da empresa.



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terça-feira, 14 de setembro de 2010

A inovação como centro do desenvolvimento

Ao longo das últimas cinco décadas, tirando o grande caos econômico dos anos 80, apenas no governo Fernando Henrique Cardoso abriu-se mão de políticas industriais e de planejamento estratégico para o país.
[Esse é mais um grande motivo de não votar em Serra... ele era o ministro do Planejamento do desgoverno Neoliberal de FHC. Um dos idealizadores das armações e podridões da época. Os "jênios" neoliberais, escolarizados, se recusaram a fazer planejamento estratégico e política industrial para o Brasil. Assista o vídeo abaixo e entenda melhor o que foi a era FHC.]
http://www.youtube.com/watch?v=wZ8DTdVJ-1k



Essa visão de futuro [que FHC se recusou a participar] esteve presente desde os anos 30, quando o Estado brasileiro começou a se organizar; passou pelo pós-guerra, graças às negociações diplomáticas de Vargas; atravessou o governo JK; permaneceu no governo caótico de João Goulart; e se fez presente igualmente no período Campos-Bulhões, que criou as bases para o crescimento brasileiro dos anos 70. [foi renegada nos dois mandatos da era FHC e só voltou com a eleição de Lula, principalmente no segundo mandado de Lula com a Dilma como um dos articuladores do processo]

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Principal escola de pensamento desenvolvimentista da América Latina, a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina) consolidou o desenvolvimentismo como proteção do mercado interno contra competidores externos, processo de substituição de importações etc.

Nos últimos anos, o novo desenvolvimentismo agregou pontos importantes, especialmente na visão sobre inovação e tecnologia.

Para se desenvolver, o país terá que estimular a chamada agregação de valor nos produtos, estimular a inovação, investir em tecnologia – especialmente através do setor privado. Ou seja, instituições de pesquisa, fundações de amplo à pesquisa, universidades, devem produzir e financiar a busca do conhecimento. Mas a verdadeira inovação deve se dar no âmbito das empresas.

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Estudioso consagrado de modelos de desenvolvimento, o economista Glauco Arbix – ex-presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) – publicou trabalho recente historiando esses avanços na visão de inovação

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Segundo o estudo de Arbix, desde os anos 30, as políticas de Ciência e Tecnologia (C&T) estavam focadas prioritariamente na construção, apoio e fortalecimento da pesquisa básica gerada em institutos e universidades – já vista, então, como pré-condição para a industrialização pretendida.

Constata o trabalho que mesmo após as grandes mudanças da economia, ao longo dos anos 90, o setor produtivo continuou visto apenas como receptor do conhecimento produzido e dos recursos humanos treinados pela Universidade. Entendia-se que bastaria o mercado funcionar corretamente para que a busca de ganhos de produtividade impulsionassem a inovação e a tecnologia. [a visão dos neoliberais atrasados, desde Collor a era FHC. Aproveite e leia sobre a moral e a crise, clique aqui]

Lembro-me de uma declaração famosa do ex-Ministro Pedro Malan, de que não haveria a necessidade de investir em tecnologia: bastaria permitir às empresas acesso a equipamentos importados a preços módicos. [Uma visão de subordinação, queriam, e ainda querem, nos relegar a segundo plano na esfera mundial]
http://www.youtube.com/watch?v=r5Czi6kk84o




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Esse quadro começa a mudar no final da década de 1990 – constata o trabalho – e, particularmente, desde 2004, com a nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE).

A inovação passa a entrar, então, em posição de destaque no planejamento governamental, especialmente a partir da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e do Plano de CT&I (2008).

A partir daí, "as empresas começaram a ser vistas e tratadas como unidades-chave para a geração de inovações, e a economia tornou-se mais amigável às empresas inovadoras".

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É importante salientar o papel fundamental de Britto Cruz – atual diretor-científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na consolidação desses novos princípios.


Fonte do Post:

Leia mais do jogo sujo dos Neoliberais:
 Leia um pouco sobre a gestão de Lula:


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quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Boom da Construção Civil - Votorantim Importa 300 mil toneladas de Cimento - 10 navios - Chegam no final do ano

Cimenteira não dá conta de abastecer demanda dos Estados do Nordeste enquanto novas fábricas não iniciam produção

 Márcia de Chiara – O Estado de S.Paulo




https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEii9cHSFup-s94zd105RazBwVHYtIiQd7Uy0nFxWY5_tGdixF2sNvzTkRBpedz-PrS7jko0UI84c3Qa8wPK0Tc-MgEw2yKEh5DJy5cyJrRaZxY7989s-3n8a4XwvvDm3nPRq5SI5tWERZxf/s400/cimento.jpg


O boom da construção civil, especialmente na Região Nordeste, fez a Votorantim Cimentos, empresa líder do setor, importar pela primeira vez em anos recentes o produto. A companhia comprou 300 mil toneladas de cimento do Vietnã, transportadas por dez navios que vão desembarcar o produto no Porto de Fortaleza (CE) até o fim deste ano.

A importação foi a saída encontrada pela empresa para regularizar o mercado de forma mais rápida e não deve se tornar uma rotina na companhia. O cimento vem do Vietnã porque o país tem disponibilidade do produto ensacado, o que facilita o transporte e o desembarque.


De acordo com a empresa, o objetivo da importação é complementar a oferta no mercado interno, enquanto novas unidades de produção da Votorantim não entram em funcionamento. Entre 2007 e 2013, a companhia programou investimentos de R$ 5 bilhões em 22 unidades de produção, das quais 9 em funcionamento e 13 em fase de construção ou projeto.


Basílio Jafet, diretor da Comexport, uma das grandes empresas de comércio exterior que também trabalham com materiais de construção, conta que recebeu este ano pedidos de várias construtoras interessadas em importar cimento. Mas os negócios não foram para a frente por causa dos prazos de entrega e dos preços. Segundo especialistas, os custos de importação são elevados e podem acrescentar cerca de R$ 2 ao preço.


Além do baixo valor unitário, o cimento é um item perecível e não pode ser armazenado por muito tempo. Esses fatores impediram o fechamento de negócios, segundo Jafet.


Precedente. “Já houve importação de cimento no passado, mas não é rotineira”, afirma o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), José Otavio Carvalho. No ano passado, foram importadas entre 300 e 400 mil toneladas de cimento. “Para este ano, o volume importado certamente será maior”, prevê.


Apesar de apenas a Votorantim, entre as grandes cimenteiras, confirmar que está importando o produto, o vice-presidente do Snic diz que é possível que outras companhias estejam usando a mesma estratégia para abastecer o mercado doméstico, especialmente em mercados mais distantes dos principais centros produtores, como o do Estado de Mato Grosso.


O crescimento das importações reflete o ritmo acelerado de crescimento do consumo no mercado interno, puxado pelos programas habitacionais e obras de infraestrutura. Em 2009, as vendas atingiram 51,1 milhões de toneladas, com crescimento de 0,8% em relação a 2008. Neste ano, no entanto, o desempenho está surpreendendo. Até junho, foram comercializadas 27,6 milhões de toneladas, volume 14,6% maior ante igual período de 2009. O Nordeste, com 21,4%, foi a região com a maior taxa de expansão, depois do Norte (64,1%). Carvalho diz que a projeção inicial da entidade era fechar o ano com alta de 7% nas vendas domésticas na comparação com 2009. “Agora nossa estimativa foi ampliada para 12,5%.”


Preços. A escassez de cimento já provoca alta de preços. Dados do Sinduscon SP mostram que a variação do preço do cimento quase se equipara à do IGP-M de junho: subiu 0,83%, enquanto o indicador teve alta de 0,85%. No ano, o cimento está 4,31% mais caro e, em 12 meses, subiu 3,23%.


Procuradas pelo Estado, Camargo Corrêa, Holcim e Lafarge informaram que não estão comprando cimento no exterior.

Isso é Culpa do Lula!


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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Plano de Banda Larga e os fabricantes nacionais


Telebras – Tentando desfazer um dos principais equivocos das privatizações.




Fabricantes nacionais formalizam consórcio

Danilo Fariello, de Brasília
Do Valor
10/05/2010

Um grupo de no mínimo oito fabricantes nacionais de equipamentos de tecnologia vai se associar em consórcio para concorrer aos editais que a Telebrás abrirá até o fim do ano para implantar novas redes de banda larga. O Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente) será oficializado assim que for divulgado o primeiro edital. Por enquanto, ele é composto por Padtec, Trópico, Icatel, AsGa, Gigacom, Datacom, Parks e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

As empresas do grupo querem ganhar musculatura para concorrer com os asiáticos no mercado internacional. Os chineses são, atualmente, os principais fornecedores desse tipo de equipamento no mundo e no Brasil.

“O mundo todo tem projetos de expansão da banda larga e queremos seguir exemplos como o da Embraer para competir no exterior”, diz Raul Antônio Del Fiol, diretor-presidente da Trópico. Os participantes do consórcio têm condições de fornecer 100% dos produtos necessários para as redes, diz o executivo. “Surgimos com a primeira onda de redes feita pela Telebrás, mas, após a privatização do setor, as operadoras usaram poucos produtos nacionais. Agora, na terceira onda, as empresas que sobreviveram têm uma ótima oportunidade.”

Segundo Roque Versolato, presidente da Gigacom, os cerca de 2,5 mil funcionários que as oito empresas reúnem hoje poderá ser triplicado ao longo do Plano Nacional de Banda Larga, que tem prazo até 2014. Para Jorge Salomão, presidente da Padtec, a receita das empresas do grupo, de R$ 1,2 bilhão atualmente, pode triplicar com o projeto. O Brasil é um dos poucos países capazes de construir integralmente essas redes com tecnologia nacional, diz José Lopes, presidente da Datacom.

O grupo Gente reuniu-se com a ministra Erenice Guerra, chefe da Casa Civil, na sexta-feira, em Brasília. Um dos focos do governo, com o Plano Nacional de Banda Larga, é estabelecer uma política nacional de equipamentos tecnológicos. A ideia é usar o poder de compra governamental, via Telebrás, para fomentar a indústria nacional, com o chamado direito de preferência ao produto com tecnologia brasileira. O modelo prevê desconto de 100% do IPI incidente sobre os equipamentos nacionais. Além disso, o BNDES terá uma linha de crédito estimada em R$ 6,5 bilhões para financiar a aquisição de equipamentos com tecnologia nacional.

O governo federal oferece uma série de incentivos tributários e de crédito para as empresas do setor, estabelecidos pela Lei de Informática e pelo Processo Produtivo Básico (PPB), que prevê estímulos à produção nacional. Mesmo assim, o governo estima que, das redes construídas pelas operadoras de redes fixas após o processo de privatização, iniciado em 1998, apenas uma fatia entre 2% e 4% dos equipamentos instalados tenha sido fabricada no país.”
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sábado, 8 de maio de 2010

Evolução do setor de Petróleo passa pelo Brasil

http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/petrobras_br.jpg


SUMMIT- REUTERS – AGÊNCIA ESTADO

O Brasil será o local onde a indústria de petróleo global vai desenvolver seu próximo patamar tecnológico, que depois será aplicado em outras regiões do mundo.

Praticamente todas as grandes empresas do setor, tanto ligadas diretamente à exploração e produção como as fornecedoras de equipamentos e serviços, estarão em pouco tempo estabelecidas no país, participando da criação do novo padrão técnico para explorações em águas ultraprofundas, disse Pedro Cordeiro, sócio da consultoria Bain & Company, em entrevista durante o Reuters Latin American Investment Summit, na quinta-feira.

“O Brasil hoje é o foco do mundo do petróleo. Se uma empresa quiser estar em um lugar para desenvolver tecnologia para extrair petróleo em águas ultraprofundas, tem que vir para o Brasil. Seria miopia não considerar isso”, afirmou Cordeiro.

A Bain & Company fornece consultoria para alta direção de grandes corporações em áreas como gestão de investimentos, entrada em novos mercados, formação de cadeia de fornecedores locais, fusões e aquisições.

Cordeiro, especialista no setor de energia, diz que a empresa tem trabalhado para diversas companhias estrangeiras do setor que avaliam formas de atuar na área de petróleo e gás no Brasil.

O consultor afirmou não poder citar quem são seus clientes, mas garantiu que a participação na nova etapa da exploração de petróleo no Brasil será bastante abrangente.


“Pense nas grandes empresas da área. Todas estão vendo como podem participar”.

A Petrobras encontrou nos últimos anos grandes reservas de petróleo ao longo da costa brasileira, na camada pré-sal. Estimativas de analistas apontam para dezenas de bilhões de barris de petróleo e há a percepção que outras regiões do globo com características parecidas, como a costa da África, também possam conter grandes acumulações de petróleo no pré-sal.

Como a produção a partir de reservatórios tão profundos como o de Tupi, onde o petróleo está sete quilômetros abaixo do nível do mar, é pioneira, as tecnologias que serão desenvolvidas no Brasil nos próximos anos servirão de base para futuras explorações em outros lugares.

“O que se desenvolver aqui será aplicado no Golfo, na África”, disse.

EXEMPLO NORUEGUÊS

Cordeiro traçou similaridades entre o caso brasileiro e o da Noruega, quando iniciou a exploração das reservas do Mar do Norte, evento que mudou o setor por completo.

“Países com petróleo existem muitos no mundo, mas as condições que existem no Brasil são, de certa forma, as mesmas que existiam na Noruega há 30 anos, quando se descobriu o Mar do Norte em um lugar que era desenvolvido, mas que era um país que exportava produtos básicos, pesqueiros, florestal”, afirmou.

“Hoje a Noruega exporta mais serviços de petróleo do que petróleo. Poucos países conseguiram isso. As condições estão aqui, é importante que o governo articule as coisas de forma a permitir que isso aconteça”, acrescentou.

As condições que Cordeiro cita são o desafio tecnológico, a necessidade de ampliar a capacidade global de produção de equipamentos e a ampla demanda projetada no Brasil, que permitirá que empresas tenham escala para avançar com desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Para ele, as exigências do governo com relação a conteúdo nacional mínimo nos equipamentos serão benéficas para desenvolver o setor, mas há a necessidade de monitorar para que elas não se tornem um gargalo para a exploração das reservas.

PROBLEMAS

Mas nem tudo é positivo no cenário futuro da área de petróleo no Brasil. “Existe claramente risco de inflação e de doença holandesa”, afirmou Cordeiro, referindo-se ao termo que trata dos efeitos maléficos da exploração em demasia de recursos naturais por um país, em detrimento de outros setores da economia.

“O Brasil será uma economia altamente petroleira. Se hoje o petróleo responde por cerca de 8 por cento do PIB brasileiro, daqui a 10 anos poderá representar 25 por cento”, disse o especialista da Bain & Company.

O investimento dos recursos do petróleo em outros setores, segundo ele, é uma maneira de tentar evitar esse problema, inclusive utilizando fundo soberano para aplicar no exterior o excesso de dólares que pode vir com a exploração do petróleo.

Além do petróleo, Cordeiro ressaltou o papel do etanol no futuro da área de energia e química no Brasil. Segundo ele, casos como das uniões Shell-Cosan e Petrobras-Tereos deverão se repetir.

“O preço do álcool é muito menor hoje do que há cinco anos, e é cada vez mais barato transformar açúcar em etanol. O que ocorre hoje é o que se chama de curva de experiência. Se o petróleo continuar subindo, talvez o álcool se torne uma matéria-prima viável para químicos”, afirmou.

(Reportagem adicional de Denise Luna e Brian Ellsworth, no Rio de Janeiro) 
Fonte do post:
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Fabricantes de equipamentos se animam com plano de banda larga



“Não existe nada no mundo hoje que se iguale a esse plano para incentivo da indústria local. Foi além da nossa expectativa” 
 Edgar Bortoloni, presidente da Parks


Empresas nacionais projetam que seu faturamento pode mais que triplicar com incentivos do governo

- O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA

As medidas prometidas pelo governo para incentivar a indústria brasileira de equipamentos de redes de telecomunicações devem triplicar o faturamento dos fabricantes nacionais de transmissores, cabos de fibra óptica e modems de acesso a internet. A estimativa é de representantes do setor que estiveram reunidos ontem com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, para conhecer as diretrizes do Plano Nacional de Banda Larga. O programa prevê um gasto de R$ 6,5 bilhões com a compra de equipamentos para atualizar as redes das estatais que serão usadas no projeto.

Governo lanca Plano Nacional da Banda Larga e quer triplicar acesso
 a internet rapida ate 2014“O plano deve mais que triplicar o faturamento conjunto de todas as empresas. Em alguns casos, pode multiplicar por até seis vezes a receita e quase triplicar o número de empregados”, disse Jorge Salomão, presidente da Padtec, fabricante de sistemas de transmissão de dados, que participou do encontro com a ministra. No Brasil há oito empresas que faturam anualmente R$ 1,2 bilhão e empregam cerca de 2,5 mil pessoas.

Volume. Na avaliação dos fabricantes, o plano, lançado na quarta-feira pelo Palácio do Planalto, vai permitir que as empresas nacionais possam aumentar o volume de produção e se credenciarem inclusive para competir no mercado internacional. “As empresas nacionais vão ter oportunidade de contratar mais gente e fornecer uma boa tecnologia com preço competitivo internacionalmente”, disse Roque Versolato, presidente da Gigacom, que produz rádios transmissores.

A partir de setembro o governo deve lançar os editais de contratação de equipamentos para atualizar e unificar as redes de fibras ópticas que serão utilizadas como infraestrutura principal do projeto. Serão usadas redes da Eletrobrás, Petrobrás e Eletronet.

Segundo Versolato, o volume de compras estimado pelo governo permitirá à indústria nacional alcançar um patamar de produção que garantirá o atendimento da demanda e permitirá a venda de equipamentos com preço mais baixo. “Tendo o volume de produção que nos foi mostrado conseguiremos produzir em larga quantidade produtos com qualidade e gerando tecnologia para as empresas nacionais.”

Há a expectativa de que também haverá demanda para equipamentos na construção ou ligação das redes secundárias, que vão fazer a conexão efetiva com o usuário final. “O programa potencializa um enorme mercado. Quarenta milhões de residências é um senhor projeto”, disse Jorge Salomão, referindo-se à meta do governo.

Edgar Bortoloni, presidente da Parks – que fabrica redes fixas e sem fio – era o mais empolgado com o plano. “Não existe nada no mundo hoje que se iguale a esse plano para incentivo da indústria local. Foi além da nossa expectativa”, disse o executivo.


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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Recordar é viver: Sobre as duas últimas crises econômicas mundiais.

Fazendo um rebuscamento em leituras feitas ano passado encontrei um texto  intitulado "Duas crises finaceiras, dois resultados". A compração deixa claro como agiram os dois últimos Presidentes Brasileiros no enfrentamento de crises econômicas mundiais que acabaram afetando o Brasil. vale a pena recordar.

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Duas crises financeiras, dois resultados



Na crise de 97/99 o tucanato avançou no bolso da sociedade. Já na crise de 2008, Nosso Guia, aquele... é ele mesmo... o sapo barbudo... apostou no consumo.

Um malvado devorador de números, fez um exercício e comparou as iniciativas tomadas pelo tucanato durante a crise financeira internacional de 1997/1999 com as medidas postas em prática pelo atual governo desde o ano passado. Fechando o foco nas mudanças tributárias, resulta que os tucanos avançaram no bolso da sociedade, enquanto Nosso Guia botou dinheiro na mão da população, o chamado consumidor.


A crise financeira internacional de 1997/1999 - Na era FHC

Entre maio de 1997 e dezembro de 1998, na era FHC, o governo remarcou, para cima, as alíquotas de sete impostos, além de passar a cobrar um novo tributo. Sempre procurando reduzir os investimentos e o consumo da população.


  • A alíquota do Imposto de Renda do andar de cima passou de 25% para 27,5%;
  • O IOF de créditos pessoais dobrou e aumentaram-se as dentadas nas aplicações;
  • O IPI das bebidas ficou 10% mais caro, e a alíquota do Cofins passou de 2% para 3%;
  • Tudo isso e mais a entrada em vigor da CPMF, que arrecadou R$ 7 bilhões em 1997;
  • A voracidade arrecadatória elevou a carga tributária de 28,6% para 31,1% do PIB;
  • O produto interno fechou 1998 com um crescimento de 0,03%;
  • a taxa de desemprego pulou de 10% para 13%;
  • Em 1999, o salário mínimo encolheu 3,5% em termos reais.
Tais medidas resultaram em o governo FHC ter que recorrer ao FMI e pedir empréstimo.

Não esqueçam: primeiro, houve um empréstimo de US$ 41 bilhões, tomado ao FMI, ao Banco Mundial de ao BIS na base do Deus-nos-acuda, quando da crise da Rússia, em 1998. Em 2001, novamente o País se ajoelha desesperado no altar do FMI, e consegue mais US$ 15 bilhões. E, em 2002, mais um empréstimo de US$ 30 bilhões e, neste caso, dada à erosão da credibilidade de FHC, o FMI pediu que o empréstimo fosse avalizado pelos três principais candidatos a presidente da República de então. E FHC, constrangido, teve que aceitar essa humilhação.  

Sobre o Plano Real, há uma boa leitura em Carta Capital, clique aqui.

Anos mais tarde o sapo barbudo, o Lula, teve que pagar tais dívidas. Tirando o Brasil das amarras de dependência ao FMI.

A crise financeira mundial de 2008/ 2009 -  Na era Lula, o sapo barbudo.

Esta crise foi a maior desde a crise de 1929  e infinitamente mais severa que as dos anos 90. inclusive a que FHC enfrentou. Em vez de aumentar impostos, o governo LULA surfou na marolinha:

  • desonerou setores industriais;
  • baixou o IPI dos carros, geladeiras e fogões, deixando de arrecadar cerca de R$ 6 bilhões nos primeiros três meses do tratamento.
  • Uma mudança na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas, resolvida antes da crise, deixou cerca de R$ 5,5 bilhões na mão da sociedade.
  • Forçou seus dois bancos estatais a baixarem os juros de empréstimos ao consumidor, propiciando um maior número de empréstimos e o consequente aumento do consumo;
  • Lançou mais um plano habitacional em 2009 aquecendo ainda mais o setor da construção civil (não tem a ver com tributação, mas vale a pena citar);
  • A carga tributária caiu de 35,8% do PIB para 34,5%;
  • Em 2009 o salário mínimo teve um ganho real de 6,4% e para 2010 terá um reajuste de 8,9% passando para 507,00 Reais em fevereiro;
  • O desemprego deu um rugido, mas voltou aos níveis anteriores à crise e já criou mais de 1 milhão de novos empregos  entre janeiro e julho de 2009;

PS. A crise ainda não acabou, mas o Brasil está, vamos dizer, com água nos tornozelos enquanto o primeiro mundo está afundado até o pescoço.

09/11/2009 - 07:55:02

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Abaixo, Ciro Gomes fala de Lula e dos governos FHC, Serra e a Gestão Tucana em SP







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A importância de conhecer a "Amazônia Azul"

Atualizado em 04 de dezembro de 2009 às 21:44 | Publicado em 04 de dezembro de 2009 às 21:33

por Luiz Carlos Azenha

Faz alguns meses estive fazendo uma reportagem de televisão a bordo de um navio brasileiro no Rio de Janeiro. Não digo o nome para não criar qualquer constrangimento. Os oficiais da Marinha com os quais almocei elogiaram muito o governo Lula. Por três motivos:

1. A recuperação da indústria naval brasileira;
2. O investimento no submarino nuclear;
3. O reconhecimento da importância da "Amazônia azul".

Pedi que me explicassem do que se tratava e um dos oficiais me mandou vídeos e outras informações. É o conceito segundo o qual o mar territorial brasileiro guarda grandes riquezas inexploradas, a primeira das quais é o pré-sal. Mas não é só: a longo prazo, já se considera a possibilidade de fazer exploração de minérios no subsolo marítimo. E há toda a fauna e a flora aquáticas, que podem guardar segredos tão importantes quanto a Amazônia verde para a biotecnologia, por exemplo.

Por isso, argumentaram os oficiais, é importante que o Brasil cuide de sua costa. É importante que desenvolva a sua Marinha. E é importante que impeça que outras nações assumam o controle do Atlântico entre o Brasil e a África.

Interessa ao Brasil, portanto, desenvolver relações com todos os países da costa ocidental da África: trata-se de espaço geopolítico que dividimos com eles. É importante a relação do Brasil com a Namíbia e Angola. Temos interesses comuns: petróleo na plataforma continental e a regulamentação da pesca nas costas do Brasil e da África, para impedir a pesca predatória.

Faz todo o sentido e é por isso que sugiro aos professores leitores do blog que debatam este assunto com seus alunos e aos jornalistas que pensem na possibilidade de fazer essa pauta. É um tema riquíssimo e inovador.







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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Indústria naval: Programa da Transpetro contrata 33 navios

Indústria naval: Programa da Transpetro contrata 33 navios
http://www.portalnaval.com.br/uploads/noticias//8551670bd97616b9189973115314d257c8409ccd.jpg

Chico Santos, do Rio – VALOR

O programa da Transpetro, resultado do aumento explosivo da carga a transportar, vem sendo responsável pelo ressurgimento, de forma desconcentrada, da grande indústria naval no Brasil, tendo contratado 33 navios de grande porte e licitado outros 13. Novos estaleiros surgiram, o maior deles em Pernambuco (Atlântico Sul).

O secretário de Indústria Naval de Niterói, Milton Cal, diz que 15 mil pessoas já trabalham diretamente nos estaleiros e em outras empresas do setor. A caótica Ilha da Conceição, mistura de favelas e ruas esburacadas, orlada de galpões industriais, concentra, segundo cálculos extraoficiais, 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de Niterói.

Milton Cal, morador da Ilha, avalia que são cerca de 200 empresas industriais e de serviços, especialmente de reparos, entre elas a coreana STX (estaleiro), Superpesa, Subsea 7, Rolls-Royce e o próprio Mauá que, segundo o secretário, tem 4,5 mil pessoas trabalhando em suas instalações.

A Rolls-Royce escolheu Niterói para instalar sua base de serviços para a frota offshore de toda a América do Sul. Líder mundial em projetos de embarcações offshore e no fornecimento dos equipamentos mais sofisticados, como turbinas, propulsores e máquinas de leme, a empresa britânica inaugurou sua base em novembro do ano passado em um terreno de 13 mil metros quadrados.

Nesta primeira fase, a unidade tem escritórios e uma oficina para reparos e manutenção de equipamentos sofisticados fornecidos pela empresa. Ronaldo Melendez, diretor comercial da Rolls-Royce Marine Brasil, afirma que a empresa trocou o bairro industrial carioca de São Cristóvão por Niterói para ter acesso ao mar e, futuramente, um cais para receber as embarcações offshore diretamente em suas instalações. São cerca de cem empregados trabalhando na base nesta primeira fase.

Atenta ao esforço brasileiro para ampliar o índice de nacionalização das embarcações, a Rolls-Royce criou um grupo de trabalho para estudar as possibilidades de vir a produzir alguns dos seus equipamentos no Brasil, seja por meio de uma fábrica própria, seja em parceria com fabricante local.


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Lula, social-democrata: avanços claros em 4 áreas

Um amigo jornalista, que prepara um livro sobre as crises "fabricadas" durante os dois mandatos de  Lula, procurou-me para uma entrevista. Queria saber - por escrito - minha opinião sobre a relação imprensa/governo. Fez várias perguntas. Não vou aqui, claro, repetir tudo que respondi a ele. Até porque as respostas só fazem sentido no encadeamento da entrevista... E o material pertence a ele, não a mim.

Mas reproduzo a primeira das respostas, com uma avaliação geral sobre o significado do governo Lula. 

É o balanço de um governo com muitas limitações, social-democrata moderado, mas que ainda assim significou um avanço enorme para o país... 

Esses avanços é que explicam o ódio que alguns setores ainda manifestam contra o "apedeuta", "ignorante", "nordestino vagabundo" etc etc etc...



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LULA - UM BALANÇO

A eleição de Lula, em 2002, deveu-se - em boa parte - à “fadiga” com as políticas neoliberais. Esse foi um movimento que se observou em toda a América do Sul. A eleição de Lula veio na mesma onda anti-liberal que levou ao poder Chavez na Venezuela, o casal Kirchner na Argentina, Tabaré (e depois Mujica) no Uruguai, Correa no Equador, Evo Moralez na Bolivia.

O curioso é que nesses outros países os liberais foram alijados do poder, saíram completamente derrotados (com excecao, talvez, do Uruguai, onde o governo da "Frente Ampla" tem características semelhantes com o de Lula).

Aqui no Brasil, a derrota dos liberais não foi completa. Lula teve que compor com os (neo) liberais, entregando o BC para um ex-tucano, e pactuando com o mercado uma política econômica  conservadora (pacto expresso na famosa “Carta aos Brasileiros” de 2002; e na administração Palocci na Fazenda).

É preciso lembrar que, em 2002, Lula não sofreu ataques da chamada “grande imprensa”. A Globo estava fragilizada (com o “default” de sua dívida, herança dos anos de FHC), e os outros veículos compreenderam que – dado o fracasso do segundo mandato de FHC – a vitória de Lula seria inevitável.  O que fizeram foi “domar” Lula. Engoliram a vitoria do petista, mas trataram de garantir que ela não significasse rompimentos. 

Ainda assim, a eleição de Lula significou, sim, uma derrota para setores que dominaram o Estado brasileiro na década anterior.

Ao contrário do que se costuma dizer, Lula não foi “apenas” uma continuidade de FHC. Não!





Apesar de conduzir um governo muito moderado, Lula foi responsável por mudanças emblemáticas em pelo menos 4 áreas:
  1. Criação de um mercado consumidor de massas (propiciada por uma somatória de políticas, entre elas a recuperação do salário-mínimo, a recomposição dos vencimentos do funcionalismo, o Bolsa-Familia, e a política mais agressiva de crédito) – tudo isso teve papel fundamental no enfrentamento da crise de 2008, já que o Brasil deixou de depender só das exportações e pôde basear sua recuperação no mercado interno;
  2. Relação de respeito com os movimentos sociais – parceria com sindicatos, diálogo com as centrais, com o MST;
  3. Recuperação do papel do Estado – fim das privatizações, novos concursos públicos, recuperação do papel planejador do Estado (por exemplo, no campo da energia, em que Dilma apoiou a criação de uma estatal para planejar novos empreendimentos hidrelétricos), fortalecimento dos bancos públicos (não mais como financiadores de privatizações fajutas, mas como indutores do desenvolvimento), fortalecimento da Petrobrás, com o Pré-Sal;
  4. Política externa soberana – enterro da Alca, criação da UNASUL, valorização de parcerias com China, India, Irã; fim do alinhamento com os EUA.
Os três últimos pontos explicam o ódio que latifundiários, “grande imprensa” e parte da velha classe média (que não suporta o avanço de uma nova classe média, e gostaria de ver o Brasil no velho leito de dependência em relação aos EUA) sentem por Lula.

O primeiro ponto, em contraposição, explica porque parte do grande empresariado fechou com Lula: essa turma nunca vendeu tanto, nunca faturou tanto.

Lula ampliou as bases do capitalismo brasileiro.  Lula faz um governo social-democrata moderado (e o empresário inteligente gosta disso)



A esquerda sempre pregou a “aliança da classe operária com as classes médias”. No poder, Lula produziu outra aliança: classe operária + grande massa desorganizada (e agora atendida por programas sociais) + grande empresariado.


De fora, ficou a classe média. Que berra na imprensa, ou em certos blogs onde corre o esgoto da direita. Esse povo é que tentou derrubar Lula em 2005 – com um discurso udenista.







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