quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vão sentir uma saudade quando o Lula for embora.

Elevador liga favela do Cantagalo ao metrô, no Rio

É uma parceria do Governo Federal com o Estado e o município do Rio de janeiro. É uma obra do PAC.



O César Maia achava que isso era bom para o tráfico

Saiu no Globo, pág. 22:

Inaugurado elevador do Cantagalo, em Ipanema.

Obra que liga favela à estação do metrô vai beneficiar mais de dez mil pessoas.

São duas torres de 64 e 24 metros de altura, com dois elevadores, por onde passarão quatro elevadores panorâmicos com capacidade para transportar cem pessoas por viagem.

O Cantagalo e Pavão-Pavãozinho se ligarão à estação do metrô na praça em frente.

Haverá uma UPP, Unidade Policial Pacificadora.

No Complexo do Alemão e no Morro Dona Marta, a UPP foi decisiva para recuperar a favela.

Também há um conjunto para realizar atividades esportivas e culturais.

O conjunto terá o nome de “Complexo Rubem Braga”, o notável cronista que morava embaixo do Pavão-Pavãozinho e tinha no apartamento de cobertura uma horta e um pomar.

No topo do morro haverá um Mirante da Paz, nome sugerido pelos moradores.

Ontem, foram entregues 64 unidades habitacionais, que fazem parte de um grupo de prédios de apartamentos.

Toda a recuperação do Cantagalo foi financiada pelo PAC.

Parte dos custos saem do Estado e da Prefeitura do Rio.

O prefeito Cesar Maia, pai e patrão do Serra – clique aqui para ler “que o PSDB perdeu a hegemonia: porque é de São Paulo” – era contra a obra.

Achava que construir um elevado no Cantagalo seria estimular o tráfico.

Bye-bye Indio 2010.

O porquê da "ficha limpa" não funcionar

[Por isso fui e sou contra o tal ficha limpa. O problema do Brasil, não é falta de Leis, temos uma das melhores e mais completas legislações do mundo, o nosso problema são os responsáveis por fazê-las valer. Este artigo do post deixa isto bem claro. Aproveite e dê uma lida nos links no final do post que mostra quem é Gilmar "Dantas" Mendes. Esta tal "Lei ficha limpa" vai pegar somente os políticos que não são amigos do rei, neste caso, Gilmar Dantas Mendes STF. Não esqueçamos que Gilmar Mendes foi indicação de um outro "rei", FHC o mentor de Serra. ]


Gilmar limpa a ficha de Heráclito

Blog Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
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Quinta-feira, 01 de julho de 2010

 
Ficha Limpa: ministro suspende condenação de senador do Piauí


Por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), eventual registro de candidatura por parte do senador Heráclito Fortes (DEM/PI) para cargo eletivo não poderá ser negado com base nas restrições impostas pela chamada Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).



O ministro concedeu efeito suspensivo a um Recurso Extraordinário (RE 281012) do senador para suspender de imediato decisão do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) que condenou o parlamentar, em ação popular, por conduta lesiva ao patrimônio público. Este recurso começou a ser julgado na Segunda Turma do STF em novembro do ano passado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Cezar Peluso.

Com a decisão de hoje do ministro Gilmar Mendes, ficam suspensos os efeitos da condenação imposta ao senador para efeitos da Lei Complementar 135, até que a Segunda Turma do STF conclua o julgamento do recurso extraordinário interposto pelo senador. Assim, não podem ser impostas a ele as condições de inelegibilidade previstas na nova legislação.

A chamada lei da Ficha Limpa disciplinou o artigo 14 da Constituição Federal, instituindo a condenação judicial por órgão colegiado como nova causa de inelegibilidade. Recentemente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou posição no sentido de que a LC 135/2010 tem aplicação imediata, ou seja, vale para as eleições gerais deste ano.

Diante disso, a defesa do senador recorreu ao Supremo, pedindo a concessão do efeito suspensivo ao recurso em decorrência da urgência do caso, uma vez que o semestre judiciário termina antes do prazo final para o registro das candidaturas – 5 de julho.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, não será possível a continuidade do julgamento do recurso pela Segunda Turma ainda neste semestre, uma vez que a última sessão ocorreu em 29 de junho e o período de férias forenses se inicia no dia 2 de julho de 2010.

Ao analisar o pedido, Gilmar Mendes observou que “a urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas”, para deferir o pedido do senador e determinar que “o presente recurso seja imediatamente processado com efeito suspensivo, ficando sobrestados os efeitos do acórdão recorrido”, concluiu.



Fonte do Post:
Leia também:



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O mito do "Estrategista político"... aquele que foi, sem nunca ter sido, estrategista econômico...

SOBRE A ESCOLHA DO VICE
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O fracasso da estratégia política de José Serra

Deve ter origem no próprio Serra a lenda que começa a ganhar corpo entre alguns articulistas, sobre a suposta aversão do candidato tucano para com o DEM.

No Valor ou na Folha, jornalistas experientes* propagam o conto e daqui a pouco vão dizer que a escolha de Álvaro Dias e a maneira como o DEM foi posto perante o fato consumado, fazia parte de uma decisão friamente calculada por Serra.

O tucano estaria realizando uma ruptura com a “direita”, aproveitando o declínio acentuado do DEM após o “mensalão” do DF. Pesquisas “qualis” devem ter registrado, sem dúvida, que os aliados DEM e PPS nada aportam, fora o espaço na TV. Talvez até tenham registrado o “peso” de certas presenças na campanha do candidato e das quais faria melhor ficar afastado.

Mas, a bem da verdade, foi a estratégia escolhida por Serra pessoalmente que naufragou com estrondo, porque ao contrário da lenda, o tucano fez do DEM a pedra angular de toda sua estratégia política desde 2004 pelo menos, até muito recentemente.

Foi em parceria com Kassab, que Serra construiu a maioria interna necessária para derrotar Alckmin e isolar Aécio. Foi com seu respaldo e apoio que o DEM conquistou a prefeitura da maior cidade do país.

A conquista do governo estadual serviu para expulsar ou marginalizar os partidários de Alckmin, e Serra almejou a ideia de fazer de Aloysio Nunes seu sucessor, com o apoio do PMDB de Quercia e do próprio Kassab.

O DEM forneceria o seu vice, cargo para o qual o mais cotado era precisamente José Roberto Arruda, o administrador moderno e probo do Distrito Federal.

O projeto político de Serra começou a ruir com os panetones estragados de Arruda. O escândalo combinou-se no tempo, com a “marolinha” surfada com maestria pelo presidente Lula – contra o prognóstico de Serra – e com a resistência interna de Aécio e Alckmin, dos quais acabou dependendo para manter sua própria empreitada de candidato à presidente.

Aécio foi içado a condição do vice “salvador” e Alckmin, a candidato incontornável para obter um bom desempenho nas urnas, no seu próprio Estado. O mineiro fechou a porta na nariz do pretendente e as pesquisas fizeram o resto.

Serra ficou assim reduzido a escolher o que for, a condição de aportar alguma coisa, por mais pequena que fosse. Optou por um vice que desbaratasse, no seu pequeno calculo, o palanque petista, e isso podia ser feito aparentemente no Paraná. E assim agiu.

Pensou que a questão não traria maior problema, subestimando porem a capacidade de Roberto Jefferson a estragar uma escolha sem grandes atrativos e ignorando o crescente malestar dos Democratas, os tratou com a costumeira arrogância e autoritarismo que o caracteriza.

O resultado esta visível aos olhos de todo o país.

E suprema ironia do destino, tive que pedir para FHC, o exilado da campanha, para tentar consertar o estrago do seu próprio fracasso.

LF

* ver artigo de Raymundo Costa, no Valor e
de Valdo Cruz, na Folha.com
(Se trata de dois jornalistas pelos
quais tenho o maior respeito)
 
 [fico imaginando se ele for eleito... e ele tem grandes chances disto, tem a seu favor a grande mídia, apelidada de PIG, os banqueiros, os ruralistas e a Elite do Empresariado, todos sediados em SP]
 
 
 
Fonte do Post:

O motivo de Álvaro Dias deixar de ser vice de SERRA

Como se deu o imbróglio no caso do Vice de Serra

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Com Osmar Dias ao lado do PT, tucanos não veem mais sentido em manter Álvaro Dias na chapa


Por Eugênia Lopes – Estado.com

A candidatura do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa do presidenciável tucano José Serra corria o risco nesta terça-feira, 29, à noite de não se concretizar. O motivo para o recuo do PSDB era a decisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro, de se candidatar ao governo do Paraná, numa aliança com o PMDB e o PT do Estado. A candidatura de Osmar pegou de surpresa a cúpula tucana, que nesta terça à noite se dizia estarrecida com a notícia.

A indicação de Álvaro como vice-presidente de Serra foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado.

A avaliação dos tucanos é que com a candidatura de Osmar ao governo do Paraná não há sentido na permanência de Álvaro na chapa de Serra. Afinal, Osmar vai disputar o governo paranaense com o tucano Beto Richa, além de dar palanque para a presidenciável petista Dilma Rousseff.

Osmar Dias teria mudado de ideia e resolvido concorrer ao governo depois de uma visita na terça ao Paraná do ministro e presidente do PDT, CArlos Lupi. No encontro teria ficado acertado ainda a aliança com o PMDB do atual governador Orlando Pessuti. Pelo acordo caberá a Pessuti indicar o vice na chapa de Osmar. Álvaro Dias garantiu a interlocutores que o irmão não o comunicou oficialmente da decisão de disputar o governo do Paraná.

Com a candidatura de Osmar Dias, o DEM vai pressionar ainda mais os tucanos para a retirada do nome de Álvaro da chapa presidencial. O DEM, que faz sua convenção nesta quarta-feira, 30, resiste a aceitar o nome de Álvaro Dias. Os democratas chegaram inclusive a ameaçar sair da aliança sob o argumento de que a vaga de vice era do partido.Para os tucanos, a decisão de Osmar Dias era “inacreditável”. Até a meia noite de terça, integrantes da campanha de Serra não haviam conseguido falar com Osmar Dias. 
  
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Irmão de Alvaro Dias se lança ao governo e dá palanque para Dilma no PR

Após tensas reuniões e intervenção de FHC, PSDB e DEM não obtêm acordo sobre indicação do candidato a vice

FOLHA SP

Não bastasse a crise com DEM, a chapa José Serra-Alvaro Dias sofreu ontem um novo revés. O senador Osmar Dias (PDT-PR) anunciou a decisão de concorrer ao governo do Paraná, consolidando palanque para a petista Dilma Rousseff no Estado.
Até ontem, Osmar dizia que não seria candidato ao governo do PR caso Álvaro Dias, seu irmão, fosse vice de Serra.

Ontem, porém, Osmar disse a interlocutores que, como não haverá “disputa direta” entre eles, não haverá problema em integrar outra coalizão.

Acertada ontem numa reunião entre Osmar e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a decisão representa um duplo golpe para a candidatura de Serra. Além de oferecer um palanque para Dilma, desmonta o principal argumento em favor de Dias na queda-de-braço entre PSDB e DEM para indicar o vice de Serra.

Nas reuniões com o DEM, o tucanato usou a perspectiva de implosão do palanque de Dilma como motivo para indicação de Dias. Com a candidatura de Osmar, esse trunfo não existe mais.

No final da noite, a avaliação entre líderes tucanos era de que o lançamento da candidatura de Osmar fragiliza a indicação de Alvaro Dias.

Esse ingrediente azedará mais a relação com o DEM, que ameaçou suspender sua convenção, afinal confirmada para hoje, em Brasília.

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 [O interessante é que Serra estava colocando Álvaro Dias como vice justamente para implodir o apoio do PMDB e PDT à Dilma no Paraná. Com a intercessão do ministro do Trabalho o arranjo se inverte e Serra fica sem o sua "chapa puro-sangue" e Dilma fica com apoio do PMDB e PDT no Paraná e tendo de por os DEMos no colo para acalmar os ânimos]
 
Conclusão: Culpa do Lula!
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O golpe de Lula nos tucanos

Lula dribla tucanos e ‘rouba’ Osmar Dias

Presidente aproveita rejeição do DEM a Álvaro Dias, mobiliza Lupi e convence senador pedetista a assumir candidatura ao governo do Paraná

01 de julho de 2010
João Domingos / BRASÍLIA
O Estado de S.Paulo


Coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a articulação final que desmontou a tentativa de aliança entre o candidato tucano José Serra e o senador Osmar Dias, do PDT do Paraná, tornando-o candidato ao governo do Estado, numa coligação que envolve também o PT e o PMDB.

Lula aproveitou a ríspida reação do DEM à escolha de Álvaro Dias (PSDB) – irmão de Osmar – para o cargo de vice de Serra como forma de fortalecer os argumentos que acabariam por demover o pedetista de ficar ao lado dos tucanos. Por telefone, o presidente lembrou na terça-feira a Osmar que há um ano e meio a coligação com os petistas vinha sendo costurada. Por essa causa, Lula cancelou a viagem que faria a Pernambuco na terça, preferindo ficar em Brasília.

No início da tarde de anteontem, quando o presidente percebeu que a reação do DEM à escolha de Álvaro Dias era cada vez mais forte, despachou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para o Paraná. Lupi, também presidente do PDT (embora licenciado, é ele quem manda no partido), encontrou-se com Osmar por volta das 19 horas. Às 21 horas, Osmar anunciou que seria o candidato da aliança pró-Dilma Rousseff, a presidenciável do PT e de Lula.

Mesmo assim, Lupi não se desgrudou de Osmar. Continuou conversando com irmão de Álvaro Dias até 1 hora da madrugada. Para se prevenir, decidiu ficar em Curitiba ontem o dia todo. Contou a alguns ministros o que estava fazendo. Na conversa com Lula, disse que estava tudo certo. Mas que o presidente precisava “dar uma mãozinha”, indo até o Paraná conversar com Osmar.

Lula concordou. Como está de viagem marcada para a África a partir de amanhã, com retorno no dia 12, disse que visitará o pedetista assim que voltar ao País. Osmar quer a garantia de Lula de que sua aliança não sofrerá ataques dos petistas mais radicais. E de que o presidente o ajudará, pedindo votos para ele ao mesmo tempo que para Dilma.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a decisão tomada por Osmar acabou por consolidar de vez a aliança PDT/PMDB/PT no Paraná. Os candidatos ao Senado nessa coligação serão o ex-governador Roberto Requião, do PMDB, e a petista Gleise Hoffmann.

“Há um ano e meio nós costuramos essa aliança. Isso torna muito forte a chapa do senador Osmar Dias. Para tanto, contamos com a compreensão do governador Orlando Pessuti (PMDB), que abriu mão de sua candidatura para apoiar Osmar Dias”, disse Padilha. Nas conversas com os governistas, Osmar Dias teria contado que seu irmão Álvaro – com o qual tem um acordo de não se bater em disputas no Estado – o avisou de que estava sendo “rifado” nas conversas entre Serra e a cúpula do DEM. Por volta das 20h40, Álvaro Dias teria informado o irmão que não seria mais candidato a vice de Serra, liberando-o para disputar a eleição, agora ao lado da petista Dilma Rousseff.





Fontes do Post:



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