domingo, 31 de outubro de 2010

Será a mulher mais poderosa do Mundo

31 de outubro de 2010 às 19:49

Brasil elege Dilma

 

“a mulher mais poderosa do mundo”

The Independent

 


A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:
Luiz Carlos Azenha
Blog Vi o Mundo


Hugh O’Shaughnessy – The Independent

26/09/2010


A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. 

As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.

Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. 

As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. 

Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.


Tradução: Katarina Peixoto





Fonte do Post:

sábado, 30 de outubro de 2010

Até o Jurista Celso Antônio Bandeira de Mello

Até o Jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, vem a público declarar seu voto a Dilma Roussef, e também convidar a todos votarem nela no pleito do dia 31 de outubro.

A atitude do Jurista, de tornar público seu voto, deixa claro o quão perigoso será para a nossa Democracia se Serra for eleito e o quão preocupados estão parte das Pessoas de bem do País, as que conhecem e muito bem os bastidores do poder, sobre um possível "governo" de Serra.

Assista e saiba os motivos que o motiva a votar em Dilma.




Até Oscar Niemeyer, nos seus mais de 100 anos, veio a público externar seu voto a Dilma.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sobre as auditorias nas Urnas Eletrônicas e possíveis fraudes


Do blog quem tem medo do Lula
29 de outubro de 2010

SERÁ QUE AGORA, É A HORA DA FRAUDE?
BOMBA: NÃO HOUVE AUDITORIA DO SOFTWARE DAS URNAS ELETRÔNICAS

Todos sabem que o sistema eleitoral brasileiro é INVULNERÁVEL À FISCALIZAÇÃO e à auditoria. 
Quem é que realmente não tem dúvidas sobre a quantidade de votos recebida, toda eleição, por alguns deputados que não tem base eleitoral ou trabalho político aparente? O problema fica mais óbvio no entanto, quando lembramos que TODA ELEIÇÃO os resultados do primeiro turno saem com DIFERENÇA PARA ALÉM DA MARGEM DE ERRO das pesquisas de boca de urna (vejam tabela abaixo).

Quando se fala isso, estamos dizendo de outra forma que a chance de isso ter acontecido ao acaso é menor que 2,5%, 1% dependendo da significância estatística da amostra. Isso aconteceu em todas as últimas eleições presidenciais, e também em várias eleições para governador (as únicas que podemos comparar resultados esperados com resultados das urnas). Qual a probabilidade então de TODOS ESSES ERROS JUNTOS TEREM ACONTECIDO AO ACASO?

É claro, toda vez que essas coisas acontecem, a culpa é jogada nas pesquisas eleitorais(...) será?

Como se não bastasse, agora, o engenheiro Amílcar Brunazzo, um dos responsáveis pela auditoria dos softwares das urnas eletrônicas (que já não serve pra muito, pois ninguém pode conferir as inseminações), FEZ DENÚNCIA GRAVÍSSIMA. Ele afirma que neste ano os partidos foram inviabilizados em seu direito de fiscalização, e NEM A OAB NEM O MINISTÉRIO PÚBLICO FIZERAM AUDITORIAS nos softwares da eleição (veja entrevista no youtube). 


Não são de hoje as denúncias de irregularidades nas urnas eletrônicas brasileiras. Em Alagoas, na eleição de 2006, houve o caso amplamente noticiado do problema com mais de um terço das urnas que apresentaram diferenças entre o registro interno e o boletim de urna. Laudo do ITA apontou que houve fraude, mas o TSE não tomou qualquer providência.  Denúncias na última eleição para prefeito em Curitiba não foram sequer apuradas, e coisas estranhas se repetiram agora, com o governador eleito Beto Richa impedindo a divulgação das pesquisas e o resultado final surgindo bem diferente delas.

Vejam no site de Paulo Henrique Amorim uma extensa compilação de fatos estranhos e como no exterior a segurança de nossa urna eletrônica é rejeitada, ATÉ MESMO NO PARAGUAI !!!

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Por que o Jobim não quer conferir o voto

Conversa Afiada - PHA (26-09-2010)

Resolvi procurar mais informações sobre o assunto. Fiquei muito preocupado e desconfiado. Fui saber como as urnas eletrônicas da Diebold, que fornece o equipamento para o TSE, são vistas no resto do mundo e o que encontrei não é nada bom.

No Exterior:

Encontrei o seguinte texto no Wikipédia (o texto original está em inglês):

“Fraude nas urnas Diebold:

Em agosto de 2003, Walden O´Dell, então executivo-chefe da Diebold, anunciou que ele foi um dos principais levantadores de fundos para a campanha do presidente George W. Bush quando pediu para 100 amigos ricos e simpáticos ao partido do Bush que fizessem doações em uma reunião na sua própria casa no subúrbio de Columbus, Ohio.
Em dezembro de 2005, O’Dell renunciou após relatos de que a empresa estava enfrentando processos de fraude em torno de acusações de abusos de informações internas.
Em março de 2007, a Associated Press anunciou que a Diebold estava considerando em se desfazer da sua subsidiária de máquinas de votação porque o negócio estava manchando a reputação da empresa.
[assista o vídeo abaixo, e descubra que é possível fraudar uma urna eletrônica nos EUA. a Urna é da Diebold a mesma empresa que fornece as urnas para as eleições no Brasil conforme pode ser comprovado clicando aqui e aqui também]
http://www.youtube.com/watch?v=1s4TfejQ0ag

Em agosto de 2007, o Wikipedia Scanner (rastreador de IPs do Wikipédia), notou que edições, utilizando o endereço IP da Diebold, foram feitas nos artigos da Wikipedia, removendo as críticas aos produtos da Diebold, referências ao O´Dell como levantador de fundos para a campanha do Bush e outras críticas negativas à empresa em novembro de 2005.”


Nenhum partido, à exceção do PDT (fraudado nos softwares de apuração no caso Proconsult, 1982), teve coragem de denunciar esta situação absurda, pois a Justiça Eleitoral tem um poder de vida e morte sobre os partidos e candidaturas. Ela é o executivo, legislativo e judiciário do sistema eleitoral.
Essas grandes diferenças entre a boca de urna e os resultados finais, não costumam acontecer nos segundos turnos, talvez porque a evidência ficaria grande demais. Mas diante do desespero e do vale-tudo desta eleição, alimentado pelas gigantescas riquezas descobertas dia após dia no pré-sal, fica a pergunta:
SERÁ QUE ESTAREMOS PERTO DE ASSISTIR A MAIOR FRAUDE ELEITORAL DA HISTÓRIA DO BRASIL?
Se ocorrer, ela ocorrerá provavelmente só com os números de alguns estados. Compare os números de eleições suspeitas e veja que, além da vantagem sempre ser para o candidato do PSDB, a discrepância mais escandalosa, praticamente ESTATISTICAMENTE IMPOSSÍVEL DE TER OCORRIDO AO ACASO, se deu exatamente NA ELEIÇÃO DE PRESIDENTE DESTE ANO.


FONTES: IBOPE, TSE
VOTOS VÁLIDOS
Ibope 03/10
(boca de urna)
TSE 03/10
Presidente - 2010
Dilma 51
Serra 30
Marina 18
Dilma 46,9
Serra 32,6
Marina 19,3
Governo Minas - 2010
Anastasia (PSDB)
57%
Hélio (PMDB)
40%
Anastasia (PSDB)
62,7%
Hélio (PMDB)
34,1%
Senador São Paulo - 2010
Aluísio (PSDB)
27%
Aluísio (PSDB)
30,42%
Governo Paraná - 2010
Beto Richa(PSDB)
51
Osmar Dias(PDT)
48
Beto Richa (PSDB)
52,4
Osmar Dias (PDT)
45,6
Governo Alagoas - 2010
(de 30/04)
Teotônio (PSDB) 34
Collor 31
Lessa 24
Teotônio (PSDB)
39,5
Collor 28,8
Lessa 29,1
Presidente - 2006
Lula 50
Alckmin 38
Heloísa 8
Cristovam 3
Lula 48,6
Alckmin 41,6
Heloísa 6,8
Cristovam 2,6




















Denúncias sobre fraude recentes no Brasil:
*Gustavo Castañon é professor adjunto do
departamento de filosofia da Universidade
Federal de Juiz de For
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A quinta onda - do Blog Escrevinhador - Rodrigo Vianna
20 de outubro de 2010

Nesta atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas.
Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.
  • 1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.
  • 2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos”  disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos”  de antes;
  • 3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.
  • 4) Quarta Onda – pichações e faixas nas  ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.
Tony teme que as  o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.
Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado aqui, pelo ”Correio do Brasil”: uma Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.
Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques(...)
Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.
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[A possibilidade de ocorrer fraude existe, mas só poderá se efetivar se a diferença nas pesquisas entre Dilma e Serra for muito pequena. Aí sim, haveria uma chance de fazerem o processo de fraude em algumas regiões do Brasil como foi citado acima sem levantar suspeitas... portanto é bom ficarmos atentos.]

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[A sorte é que a partir de 2014 todas as urnas eletrônicas terão de conter o voto impresso a ser conferido pelo eleitor.]
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No dia 29 de setembro de 2009, foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Projeto de Lei Nº 5498/09, que instituiu novas regras para as eleições. A Lei Nº 12.034/2009 foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro. Apesar do forte lobby contrário à permanência do Art. 5º na Reforma Eleitoral, principalmente empreendido...

Apesar do forte lobby contrário à permanência do Art. 5º na Reforma Eleitoral, principalmente empreendido pelos ministros Carlos Ayres Brito, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  Nelson Jobim,  da Defesa e Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o voto impresso não foi vetado pelo Presidente Lula. 





Fontes do Post:



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Se Serra é machista, o que as eleitoras dele são?

O machismo de José Serra


29/10/2010


via blog viomundo


Já era de conhecimento público o machismo de José Serra. Em 2009, FHC descreveu Serra para a revista Piauí:
“Antes de decidir, ele ouve bastante gente, mas leva mais a sério as mulheres. Como o Serra é muito competitivo, qualquer conversa dele com um homem tende a se tornar um embate. E com as mulheres ele acha que não tem competição”.
FHC
Essa visão de superioridade masculina sobre as mulheres marca os comentários de José Serra. Ele reproduz o cânone machista que inferioriza a mulher, retira dela a autonomia e a transforma em objeto de seus interesses políticos.

José Serra flerta com jornalista quando está sendo entrevistado. E mesmo se dizendo cristão devoto, afirma que na política pode-se ter amantes, desde que seja de forma discreta.

Ele não tem pudor em usar e descartar mulheres na campanha, mesmo que sejam parentes. Colocou a esposa para atacar Dilma falando de aborto. Confrontado sobre esses ataques durante debate televisivo, optou por se calar ao invés de explicar a situação ou defender o posicionamento da esposa. Quando veio a público que Monica e José Serra haviam feito um aborto, Monica foi afastada da campanha.

Ele também usou a filha Veronica: trouxe a público a quebra de sigilo fiscal de Veronica, ocorrida em 2009, acusando o PT de ser o responsável pela quebra de sigilo. No entanto, a quebra de sigilo resultou de disputa entre tucanos mineiros e paulistas. Assim que começaram a divulgar a responsabilidade dos tucanos, e irregularidades sobre Veronica a respeito de quebra de sigilo de brasileiros se tornaram matéria de capa na Carta Capital, Veronica foi convenientemente tirada de foco.

A última pérola machista aconteceu ontem, 28/10/2010. Em Uberlândia, José Serra afirmou:
“Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”.
 José Serra
Com isso, ele está sugerindo que função de mulher ser cabo eleitoral, manipulando “pretendentes” (vocabulário do século XIX!), trocando atenção masculina por votos. Em resumo: agir como prostituta, não para obter dinheiro e se sustentar, mas para obter votos para ele. No Twitter, Serra foi duramente criticado e recebeu a hashtag SerraCafetao, que está tendo grande repercussão.

Atenção para o “menina bonita“, que descarta, de uma vez só, as mulheres adultas e as mulheres feias (quem define “feiúra”, se beleza não é um padrão universal?) José Serra está reforçando a misoginia e deixando evidente o contexto machista de toda a campanha eleitoral tucana: papel de mulher é ser bonita, obediente e disposta a favores sexuais em nome de um candidato.

Outros episódios serristas podem ser elencados, como a constante tentativa de desqualificar em termos machistas a candidata Dilma Rousseff.

Fica claro que, para José Serra, lugar de mulher é sob as ordens dele. Ele até ouve os conselhos (será que ouve críticas também?) das mulheres, e depois as deixa em segundo plano, retirando-as do limbo somente quando necessário para atingir fins políticos. Se não os atinge, elas são descartadas e ignoradas.

Fato: José Serra é machista. Ao expor seu machismo continuamente, acaba por perder o respeito das mulheres que têm autonomia, que não querem ser manipuladas, que se recusam a agir como prostitutas eleitorais.


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