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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os mil doutores da Rede de Biotecnologia

Rede de biotecnologia formará mil doutores no NE


Por Lilian Milena


A Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) completa seis anos neste mês de setembro com a audaciosa meta de constituir um Centro de Excelência Virtual em Biotecnologia que se torne referência mundial no futuro. Dentre as propostas do sistema, que envolve 31 instituições de ensino e pesquisa dos nove estados da região, mais o Espírito Santo, está a de promover a titulação de doutores nas quatro grandes áreas da biotecnologia: saúde, meio ambiente, indústria e agropecuária.

A primeira turma da pós-graduação da Renorbio ofereceu cem vagas, selecionadas em 2006. Hoje já são mais de 400 estudantes mantidos no curso, com duração de quatro anos. A expectativa é que sejam formados mil doutores pelo sistema nos próximos 10 anos. Segundo a secretária Executiva da Coordenação de Programa de Pós-Graduação, Paula Lenz, dez das 90 teses produzidas pela primeira turma já foram defendidas – as demais deverão ser apresentadas até dezembro – e das dez defendidas, seis já saíram com patentes.

A biotecnologia é responsável por revoluções em todas as atividades humanas que envolvem a manipulação de organismos vivos, com pesquisas em níveis que vão de molecular a nanométrico (medida que equivale a 30 mil vezes o diâmetro de um fio de cabelo). Os estudos nessa área resultaram no desenvolvimento de centenas de medicamentos e diagnósticos, além de hormônios do crescimento, insulina, plantas resistentes e, mais recentemente, organismos transgênicos, plásticos biodegradáveis, biocombustíveis e métodos de biorremediação do meio ambiente – essa última atividade utiliza microorganismos capazes de metabolizar compostos tóxicos em áreas contaminadas.