segunda-feira, 5 de abril de 2010

Para descontrair

Na Jantinha ?!?!?!  ...Essa foi cruel....  

Veja a pérola que um amigo mandou...

Resposta de um aluno em uma prova:  

Pergunta ; Qual a função do apóstrofo?  ( Para quem não se lembra, apóstrofo é aquele "risquinho" que serve pra suprimir vogais entre duas palavras. Ex: caixa d'água ).


E a resposta ( imperdível ) e vencedora, com direito a troféu e outros que tais ...
 

  
  
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O Brasil "seduzindo" o mundo

A Globo, a Record e os chineses. Em Cabo Verde

PS. Até em Cabo Verde a "briga" Record x globo é ferrenha


Escrevo de Mindelo, a agradável cidade da ilha de São Vicente, uma das que formam Cabo Verde. Aproveito as férias na TV Record para acompanhar uma das equipes da revista Nova África, que segue daqui para São Tomé e Príncipe.

(Se você perdeu este capítulo, sou diretor editorial do programa, função que desempenho na condição de assalariado da Baboon Filmes — produtora paulista dos empresários Henry Ajl e Markus Bruno que ganhou uma concorrência pública competindo com empresas de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília).

Estivemos em regiões remotas do país, que fica no meio do oceano Atlântico, entre a costa do Brasil e a África. Aqui teve início o processo de miscigenação entre europeus e africanos que resultou no tipo humano que é comum a Cabo Verde e ao Nordeste brasileiro. Mas isso fica para ser contado no programa.

Achei curioso que na lanhouse que uso neste momento a TV está ligada… na TV Record. Pelo que ouço (não consigo ver, só ouvir a TV), trata-se de um programa de João Cleber, em que ele apresenta pegadinhas e dá um prêmio de 500 euros aos telespectadores. Mais cedo, acompanhei a disputa entre os usuários da lanhouse pelo controle remoto: alguns queriam ver futebol europeu e outros a novela Paraíso Tropical, da Globo.

Em Cabo Verde a população fala crioulo (95% português, 5% palavras de idiomas africanos). O português como falamos no Brasil é coisa dos letrados.

A chegada do Brasil a Cabo Verde é razoavelmente recente: se aprofundou com a disseminação das antenas parabólicas e com o acesso à energia elétrica (grande parte dos moradores do país ainda não tem acesso à água, luz ou rede de saneamento básico).

Mais cedo, em um supermercado, o sistema de som reproduzia uma rádio local que tocou Roberto Carlos e, em seguida, Leandro e Leonardo. Mais cedo, em um café, ouvi uma guarânia cantada por uma dupla brasileira que não consegui identificar.

Na porta do supermercado, um grupo de imigrantes asiáticos, com os quais não consegui me comunicar, se agachou para fazer uma refeição rápida com o que acabara de comprar.

O comércio, quase todo, é dominado por chineses. Eles chegam com suas mercadorias baratas e, apesar do ressentimento de alguns, são saudados pelos caboverdianos pobres, que agora podem calçar toda a família e comprar os uniformes escolares.

Meu ponto é que aqui, em Cabo Verde, vejo imagens que já vi em outros países da África: nos espaços deixados vagos pelos Estados Unidos e a União Europeia, vão se construindo alianças formais e informais entre os “pobres”. Aqui, só dá Brasil e China.

Três caboverdianos estão neste momento bem diante da TV, hiptonizados pelo conteúdo inventado aí no Brasil. Isso não é necessariamente bom para eles. Pode ser comercial e culturamente interessante para nós.

Curiosamente, no dia anterior fiz uma viagem com um jornalista americano, de uma influente editora de Nova York. Como alguns de vocês sabem, vivi quase 20 anos nos Estados Unidos. Mas foi a primeira vez que constatei in loco o “deslocamento” cultural de um americano: um discurso repleto de clichês e uma imensa dificuldade de compreensão das mudanças à nossa volta.

Ele queria ver “a América” em Cabo Verde, talvez para se sentir reconhecido. Viu os chineses. E a TV brasileira.


Fonte do Post:
Blog Vi o Mundo - de Luiz Carlos Azenha




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Mensalão dos DEM (ex-PFL) já alcança Joaquim Roriz - Corumbá IV

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Nova investigação reforçaria condição de ex-governador como “pai” de esquema do DF

O inquérito 650, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abre nesta semana uma nova frente de investigação e reforça a condição do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) como “pai” do esquema de corrupção de Brasília desmantelado pela Operação Caixa de Pandora.

Um documento a que o Jornal da Tarde teve acesso faz uma radiografia tão detalhada da hidrelétrica de Corumbá IV que a usina é tratada pelo Ministério Público como uma espécie de obra símbolo da corrupção no Distrito Federal - uma obra que teve nada menos que 17 aditivos ao contrato inicial, todos para injetar dinheiro público na construção.

Inaugurada em 2006 e construída pela estatal Companhia Energética de Brasília (CEB) em consórcio com a empreiteira Serveng-Civilsan, Corumbá IV foi orçada em R$ 280 milhões, mas custou R$ 716,2 milhões, em valores corrigidos - mais de duas vezes e meia o preço inicial. No inchaço de

R$ 436 milhões há uma fatia de

R$ 179,6 milhões sem justificativa na prestação de contas.

O superfaturamento pode ser explicado com dois exemplos em que foram feitas alterações no projeto. O estudo de viabilidade do edital previa a construção de quatro pontes e 15 quilômetros de estradas vicinais de acesso à usina. Mas foram construídas 14 pontes e 108 quilômetros de estradas. “Não é razoável imaginar um erro tão substancial na elaboração de um estudo de viabilidade”, anotaram os auditores.

A suspeita é que várias estradas foram pavimentadas por pressão de fazendeiros e políticos locais e inventadas para gerar mais pagamento de propina.

A maior das estradas vicinais de Corumbá IV, com 23 quilômetros, liga Luziânia à usina, margeando propriedades do próprio Roriz, inclusive a Fazenda Palmas. A estrada foi batizada com o sugestivo nome de Lucena Roriz, pai do ex-governador do Distrito Federal.


Entenda o caso
A usina hidrelétrica Corumbá IV foi inaugurada em 2006 para geração de 127 megawatts de energia elétrica e abastecimento de água do DF

Orçada em R$ 280 milhões, a obra teve custo final de R$ 716,2 milhões, aumento de R$ 436 milhões não justificado na prestação de contas. O governo do DF é dono de 79% do capital do consórcio, mas a empresa Serveng-Civilsan controla a sociedade com a concordância do governo.
Fonte do Post:

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Guerra Mundial pela Água - A realidade que poucos conhecem


No nosso cotidiano, somos bombardeados com as seguintes informações, assustadoras, sobre o futuro da água:
  • Acesso universal à água limpa é vital à saúde pública. Mas, a oferta de água e de serviços de saneamento básico e saúde pública não mais satisfazem às necessidades da população, que cresce de forma vertiginosa.
  • Mais de 1 bilhão pessoas, principalmente no mundo em desenvolvimento, não têm acesso à água.
  • Aproximadamente, 2,4 bilhão de pessoas não têm acesso aos serviços de saúde pública.
  • Mais de 2 milhões de crianças morrem, ao ano, pela falta de acesso à água limpa e aos serviços de saúde pública. - O Banco Mundial predisse que, em 2025, 2/3 da população mundial sofrerá com a falta de água.
  • Água pré-paga implica exclusão do consumidor de baixa renda.
  • A água é um monopólio natural e seu mercado é dominado por algumas companhias multinacionais, sem competição de mercado.
  • A privatização da água pode destruir mais de 6 bilhões de pessoas do mundo.

Mas há textos com boas notícias. Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de "As Veias Abertas da América Latina" e "Memórias do Fogo", escreveu um artigo estupendo "Bolívia, o país que quer existir", cujo trecho ora reproduzo:
"Em 2000, um caso único no mundo: uma localidade "desprivatizou" a água. A chamada "guerra da água" ocorreu em Cochabamba. Os camponeses marcharam, saindo dos vales, e bloquearam a cidade, e também a cidade se rebelou. Respondendo com balas e gás lacrimogêneo, o governo decretou o estado de sítio. Mas a rebelião coletiva continuou, impossível de parar, até que, na investida final, a água foi arrancada das mãos da empresa Bechtel e as pessoas recuperaram a irrigação de seus corpos e de suas plantações. (A Bechtel, com sede na Califórnia, agora recebe o consolo do presidente George W. Bush, que a presenteia com contratos milionários no Iraque)".
[PS. Assista ou Baixe o Documentário
"A guerra Mundial pela água".
Parte da história citada acima está lá.
O Documentário está no final deste Post]

Claro que a privatização da água é uma realidade. E onera, de imediato, o acesso a este recurso vital, em especial em países do terceiro e do quarto mundo - onde a renda per capita é menos que U$2/dia.

Por isso, os efeitos da privatização são nefastos:
  • devastam o mundo em desenvolvimento, forçando as pessoas a escolher entre comida e água;
  • proliferam epidemias de doenças e de morte.

Se o impacto social desta majoração mata, isto é política homicida! E qualquer política encorajadora de propagação de doença e de morte é condenável.

Paralelo a este, temos outros dois problemas relacionados ao acesso à água:
  • o aumento vertiginoso da população mundial e
  • a redução da provisão de água no planeta.

Este desastre proporciona, para as grandes corporações multinacionais, oportunidade de lucro certo. A revista Fortune passou a denominar a água como o "óleo do século XXI".
Por quê? Porque quem controlar este recurso, terá, nas mãos, amplo poder econômico e político.


As regras do FMI e do Banco Mundial

A política estrutural do FMI e do Banco Mundial incentiva o controle da água. Através da "condicionalidade cruzada", estes organismos impõem aos países pobres ou subordinados a privatização e a mercantilização da água em troca de empréstimos.

Assim, eles não autorizam empréstimos que propiciem o acesso universal à água e ao saneamento básico. Ao contrário, seus empréstimos condicionam os governos à privatização. De que forma?
  • favorecendo as companhias de água multinacionais ao fomentar programas de privatização de água (o Banco Mundial prega que o setor privado é mais eficiente que o público; que é melhor capacitado para solucionar crises);
  • exigindo que os governos carentes substituam o subsídio público pela cobrança integral dos custos com o saneamento básico. Com isso, os consumidores têm que pagar o preço total dos serviços d’água;
  • exigindo que os governos privatizem a água sem qualquer estudo local fundamentado e sem a oitiva dos administrados.

A falácia da privatização

Quando os serviços de água são privatizados, há uma falsa percepção que o fardo financeiro passou do setor público para o privado.

A empresa promete consertos, melhorias... Enfim, promete o que não vai cumprir. Ela não investe em reestruturação e expansão dos meios para utilização e tratamento de água.

Em geral, transfere algumas das responsabilidades que assumiu para terceiros, através de arrendamentos, administração terceirizada e contratos de serviço destituídos de quaisquer investimentos.

Ora, isso era esperado! Se a privatização já implicou assolamento econômico e socioambiental em outros setores, provavelmente, o mesmo ocorrerá com o controle de sistemas de água.

 
Conclusão

A água pode ser tratada como mercadoria? A teoria afirma que não. Para o diretor-geral da UNESCO, Frederico Mayor, "esta fonte rara, essencial para a vida, deve ser considerada como um tesouro natural que faz parte da herança comum da humanidade".

O Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU declarou, em Genebra, em 27 de novembro de 2002, o acesso à água como direito humano indispensável. Declarou ainda que a água é um bem público, social e cultural; ou seja, um produto fundamental para a vida e a saúde e não um produto básico de caráter econômico.

Infelizmente, esta declaração, que não tem força de lei, não foi assimilada pelos detentores do poder mundial. Eles insistem em transferir o controle dos recursos hídricos do setor público para o setor privado.

Ora, se a água é uma necessidade básica do ser humano, um direito humano fundamental, sua propriedade não pode ser entregue a ninguém. Sequer a entidades cujo único propósito é a maximização de lucros. Se isso ocorrer, cada ser vivo é diretamente prejudicado. E está sujeito à morte.


O que podemos fazer então?
  • 1. Precisamos recusar qualquer forma de privatização, mercantilização e comercialização baseada no "valor econômico" da água. A água é um bem de domínio público. Tem gente boa abraçando esta causa. Junte-se a eles!
  • 2. Devemos canalizar energia e recursos para proteger e conservar o manancial local existente para socorrer as populações vulneráveis, incentivar o controle de poluição e fomentar a conscientização pública sobre esta crise iminente que ameaça a vida.
  • 3. Além disso, podemos exigir novas posturas do FMI e do Banco Mundial. Seus contratos de empréstimos não devem impor condições abusivas e ilegais que exijam a privatização de serviços de água.

Cabe a eles financiar AJUDA. Países em desenvolvimento não precisam de novos débitos. Precisam de ajuda na elaboração de projetos para reabilitação da saúde pública e para a expansão dos serviços de água e de saneamento básico. Isso é uma questão de saúde pública diretamente relacionada à sadia qualidade de vida. 

A guerra Mundial pela água
Este Documentário trata das atuais e futuras Guerras Mundiais por Água. Mostra como a água mundialmente está sendo mal gerida, esgotada e poluída. A falta de água em muitos países do mundo devido a manipulação e corrupção por parte dos Governos (os políticos finaciados pelas grandes empresas), administrações locais e, claro, sempre financiadas pelas corporações multinacionais de Água para serem beneficiadas com as "privatizações das águas". As constantes lutas entre o povo e os altos poderes econômicos tendo ao seu lado os governos finaciados por eles. As Guerras e revoluções diárias por uma fonte de vida de todos os seres humanos e seres vivos deste planeta.

Assista parte do documentário abaixo e confira.




Se preferir baixar o documentário por completo é só clicar aqui


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