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domingo, 5 de setembro de 2010

Eleições 2010 - Qual será o escândalo de final de primeiro turno a ser gerado pelo PIG?



Qual será o golpe final da Globo? O que fazer a respeito?



por Luiz Carlos Azenha



Bala de prata. Há muito se especula sobre bala de prata. Qual será a “bala” atirada pelo consórcio Organizações Globo/Folha/Estadão/PSDB/DEM na véspera do primeiro turno, em 2 de outubro de 2010, para tentar mudar o quadro eleitoral? Em 2006 foram as fotos do dinheiro apreendido com os aloprados do PT, que teriam tentado comprar um dossiê contra o então candidato a governador José Serra.

Ninguém tratou do conteúdo do dossiê: as ambulâncias superfaturadas compradas durante a gestão de Serra no Ministério da Saúde. Aliás, a Globo passou a tratar aquele dossiê como “falso dossiê”, quando todas as informações oficiais mostram que o esquema das ambulâncias superfaturadas vicejou durante a administração Serra.

[Abaixo tem o vídeo que mostra Serra na entrega das Ambulâncias dos sanguessugas . No final do vídeo, mais precisamente no minuto 5:40s, dá-se para ver microfones da Globo e SBT entrevistando serra. Isso deixa claro que a mídia, o PIG, sabia que os sanguessugas tiveram origem com os tucanos de Mato Grosso e principalmente na "jestão" serra e que serra estava lá.]
http://www.youtube.com/watch?v=v-1_tplL_H4


Naquela ocasião, em 2006, as fotos “vazaram” justamente na antevéspera da eleição, para que pudessem ser publicadas na véspera, estrelando a edição do Jornal Nacional [a globo abriu mão de fazer, o tradicional, sensacionalismo com a queda do avião da GOL para dar o golpe do primeiro turno com as tais fotos]. Foi obra do delegado Edmilson Bruno, cuja conversa com os jornalistas na hora do vazamento se tornou um clássico da conjunção carnal entre fonte e mídia, com o delegado sugerindo o uso de photoshop, instruindo repórteres sobre como proceder com a divulgação das informações, contando que ia mentir para o superior hierárquico sobre a fonte do vazamento e se referindo a uma “foto da Globo” — tudo isso sob o silêncio complacente dos “profissionais” da mídia.

Para ouvir a conversa gravada, clique aqui.

Na opinião de Luís Nassif, a bala de prata deste ano terá relação com o envolvimento de Dilma Rousseff na resistência ao regime militar. Também acho que seja o mais provável, dado que conheço inúmeros casos de gente que decidiu não votar na candidata do PT depois de receber por e-mail “notícias” (obviamente falsas) sobre crimes atribuídos à candidata.

Veja abaixo o post de Luis Nassif:
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Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?
Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:
  • 1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.
  • 2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era "bandida" e "assassina". Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola - em Curitiba - as coleguinhas repetem a mesma história.
As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.
Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.
A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.
A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.
Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.
No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.
Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo.
Essa loucura - que, tenho certeza, ocorrerá - será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.
Todas essas possibilidades são meras hipóteses que parte do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.
Mas a hipótese fecha plenamente.
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Não é outro o motivo das correntes de e-mail que tem sido bombardeadas diuturnamente na rede contra Dilma: preparar o terreno para alguma ação de grande alcance, provavelmente no Jornal Nacional. Ou seja, quando a bala de prata for disparada funcionará como uma espécie de confirmação. Registro que muita gente recém-chegada ao mundo da rede devota profunda credibilidade à palavra escrita e, por não encontrar na rede fontes de desmentido, tende a acreditar que “onde há fumaça há fogo”. Estranho, portanto, que a campanha de Dilma não tenha preparado algum tipo de vacina preventiva contra as mentiras.

É óbvio que não sabemos exatamente o que vai acontecer, nem quando. Como tem sido assim na história das eleições brasileiras, tudo indica que acontecerá de novo.

O que me leva à pergunta seguinte: qual deve ser a consequência para a concessão pública de rádio ou de TV que embarcar na disseminação da mentira? Uma campanha para o cancelamento de assinaturas (das publicações das Organizações Globo), apoiada pelas centrais sindicais, pelos movimentos sociais e pela blogosfera? Uma campanha  de boicote aos anunciantes, patrocinada pelas centrais sindicais, pelos movimentos sociais e pela blogosfera? Ações coletiva na Justiça? Punição, dentro das regras já existentes, às concessões que praticarem crimes eleitorais?

Deixo a questão em aberto para que vocês reflitam e façam sugestões. Vou sugerir ao Altamiro Borges, do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que pense em articular algum movimento coletivo que deixe claro, desde já, que tentativas de fraude eletrônica antecipada das eleições de 2010 terão consequências práticas aos que forem patrocinadores dela.



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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Entendendo o porquê da mídia nativa, o PIG, ser golpista

Redistribuição da verba fez mídia paulistana cair no colo do PSDB/DEM




30/08/2010
do Émerson Luís,
no Nas Retinas
Via Blog Vi o Mundo




É fácil entender o esforço da mídia paulistana em defender a candidatura tucana com unhas e dentes no Estado de São Paulo. Me atenho aqui a SP, apesar da mídia carioca ter ido pelo mesmo rumo, porque o estado vive a “bolha de imprensa”. Qualquer opinião contrária ao estado tucano é amplamente abafada na mídia, fazendo com que a população se mantenha com viseiras de cavalo, quase que em catarse.

De 2003 até agora o governo Lula começou um processo de regionalização da verba publicitária gerenciada pela Secretaria de Comunicação, a Secom. Ou seja, o dinheiro que antes era destinado somente para os veículos de rádio, TV, jornal e revista das grandes capitais, principalmente São Paulo e Rio, começou a ser redistribuído para veículos do interior do país. É o processo de isonomia, como pediu Mino Carta. Em 2003 o governo federal anunciou em 270 emissoras de rádio. Em 2009 foram 2.809 rádios. Jornais, no mesmo período, saltaram de 179 para 1.883. Veja tabela abaixo. Os dados são da Secom e, portanto, públicos. Basta solicitar, como eu fiz. Clique para ampliar.


O gráfico mostra o aumento no investimento também para TV e revista. Observando a imagem abaixo, separando somente os números de investimento em jornais, pode-se notar realmente como o governo federal provocou a ira dos grandes veículos impressos. A retirada de verba foi significativa de 2007 até 2009. Enquanto a verba direcionada aos jornais do interior subia, diminuia a verba da capital. Em 2007 os jornalões das capitais receberam 6.844.417,8. Em 2008 a verba subiu um pouco, saltando para 7.776.730,2. Por fim, em 2009, a verba despencou para 3.939.348,0. No mesmo ano, os jornais do interior receberam 6.226.047,5. Veja o gráfico completo.


Imaginem vocês se o Mercadante chega ao governo do estado em São Paulo e promove a mesma isonomia do governo federal. A mídia paulista vai à bancarrota. E justamente por isso se agarraram nos calcanhares do PSDB e DEM, que é garantia de escoamento de anúncios e convênios de assinaturas de jornais para escolas. A leitura dos jornais despenca. Os números de assinantes são inflados constantemente com a distribuição gratuita de exemplares para quem nunca assinou ou já deixou de assinar. Admitir queda na circulação significa perder mais dinheiro. Os anunciantes privados não têm piedade e querem resultados.


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terça-feira, 29 de junho de 2010

A sociedade exposta em um mundo cada vez menos "privado"

Especialista vê "polícia secreta" na internet

Bancos de dados podem até prever novos casos amorosos, acredita professor

ANDREA MURTA
DE WASHINGTON
Folha de SP

Enquanto os membros do Facebook discutem as minúcias dos controles de privacidade de seus perfis, provedores de serviços on-line seguem silenciosamente construindo dossiês sobre as ações de seus usuários. Para Eben Moglen, professor de Direito na Universidade Columbia (Nova York) e diretor do Centro Legal para Software Livre, a tendência construiu uma "polícia secreta do século 21", que "tem mais dados do que agências de espionagem de regimes totalitários do passado". Moglen diz que é possível até prever quem terá um caso com quem só com base em dados do Facebook.

Folha - Somos nós que estamos nos expondo demais?
Eben Moglen - Não creio. É perfeitamente razoável pensar que o capitalismo do século 21 se baseie na descoberta de uma nova matéria-prima - a informação sobre nossas vidas privadas.

O objetivo de sites como o Google é a reorganização da publicidade para favorecer o consumo em estilo americano. Se você sabe o que as pessoas buscam, pode definir sua publicidade por isso.
E ferramentas como redes sociais [facebook, orkut, blogs, fotologs, sonico,  ...] sabem tudo sobre o consumidor.

As redes sociais espionam deliberadamente?

Sim, esse é seu negócio. A forma que encontraram de ganhar acesso à vida privada é oferecer páginas gratuitas e alguns aplicativos.
É uma péssima troca para o usuário - degenera a integridade da pessoa humana. É como viver num regime totalitário. 

Facebook diz que as pessoas querem compartilhar suas vidas e eles só facilitam.
Sim, é um ótimo argumento. É por isso que a "polícia secreta do século 21" não tortura nem executa, e sim oferece "doces". Nos ensinam a gostar disso.
Quando eu digo que o Facebook é capaz de prever com quem você terá um caso, não é modo de falar.
Em termos técnicos, o Facebook é simplesmente um grande banco de dados. Se dissermos a esse banco de dados: "me dê o log [dado arquivado] de todas as pessoas que checaram algum outro perfil mais de cem vezes hoje", teremos uma lista de pessoas obcecadas.
Mas o site está longe de ser o único - há milhares de bancos de dados na internet. 
[Para mim o maior banco de dados é o dos cartões de crédito, ali ficam registradas todas as compras que o usuário(a) fez e o que foi consumido, a partir dali dá para saber todo sobre ele(a). O que come, o que gosta de vestir, ler, assistir, as viagens ... não esqueçamos outro grande banco de dados que são os bancos]

Mas o Facebook é abertamente sobre exposição...
Toda a internet é sobre exposição. A diferença entre o que você pensa que está publicando e o que está de fato tornando público é na prática muito grande.

Praticamente todos os movimentos [entenda como movimento, cada acesso que você faz na  Internet, até mesmo as buscas feitas no Google] na rede estão arquivados em algum servidor externo, fora do controle do usuário. 
Fonte do post:



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domingo, 30 de maio de 2010

GASTOS DO GOVERNO FEDERAL SERÃO DIVULGADOS DIARIAMENTE

Receitas e despesas do governo serão publicadas diariamente

From: TVNBR | 27 de maio de 2010


Mais transparência nos gastos públicos. União, estados e municípios com mais de 100 mil habitantes devem garantir ao cidadão acesso detalhado às depesas governamentais. É o que determina a Lei da Transparência. 
Assista o vídeo abaixo como será feita a publicidade dos gastos do Governo Federal a partir de agora.


Hoje (27/5) é o último dia para governos estaduais e municipais se adaptarem à nova regra. A Controladoria-Geral da União anunciou as medidas para implementação da lei e também apresentou uma nova ferramenta de consulta no Portal da Transparência.
 Fonte do post:
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quarta-feira, 26 de maio de 2010

A TV Brasil INTERNACIONAL

TV Brasil Internacional vai mostrar verdadeira imagem do país
do Vermelho




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (24), durante o lançamento da TV Brasil Internacional, que o novo canal servirá para mostrar para o mundo a verdadeira imagem do Brasil e o que o país tem de melhor.

“Estamos realizando mais um sonho, de que ainda não acordamos. Essa TV pode ser o jeito de ser deste país, na cultura, no futebol, na política. Uma TV plena que vai desnudar este país maravilhoso que o mundo não conhece”, discursou Lula.

Segundo o presidente, atualmente a imagem do Brasil no exterior é como se fosse transmitido os piores momentos do país e a TV Brasil Internacional servirá para mudar esse quadro. “Essa TV pública pretende ser a cara do Brasil no exterior. Quando fazemos as coisas lá para fora parece que fazemos os piores momentos. Então, não queremos que fique lá fora a imagem dos piores momentos do Brasil, mas a imagem que somos”, afirmou.

A TV Brasil Internacional iniciou ontem (24) sua transmissão para 49 países do continente africano. O canal será transmitido em língua portuguesa, como fazem os canais das TVs públicas internacionais (BBC/Inglaterra, RTVE/Espanha, RAI/Itália, Canal Cinq/França, NHK/Japão.

A programação será composta por conteúdos próprios da TV Brasil, com ênfase em aspectos informativos e culturais sobre o Brasil, ajustados ao fuso horário de Angola, que é de quatro horas a mais que o horário de Brasília.

Em seu discurso, Lula disse ainda que o novo canal servirá para mostrar aos céticos que “nem tudo que é público é ruim, e o que é privado é um centro de excelência”. Para ele, é possível construir uma televisão pública sem ser apenas um canal de divulgação das ações do governo.

“Tem gente que elogia a BBC, que é um veículo de comunicação pública. Queremos provar que é possível fazer uma TV pública de qualidade, republicana, que não seja chapa branca nem oposição”.

A presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, disse que a ideia de começar a transmissão do canal internacional pela África se originou da demanda daquele continente por programação audiovisual e também pela dívida que o Brasil tem com o povo africano.

“Entendemos que, tal qual pensa o presidente Lula, temos uma dívida enorme com a África que não pode se paga com dinheiro, mas com solidariedade”, disse Cruvinel. Segundo ela, a TV Brasil Internacional também vai ter em sua grade de programação o conteúdo produzido por outros canais públicos, como as TV Câmara, Senado e Justiça.

Para saber como sintonizar a TV Brasil clique aqui





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domingo, 23 de maio de 2010

TV PERNAMBUCO RADICALIZA CONCEITO DE TV PÚBLICA

Em Pernambuco escreve-se hoje uma página inédita da história da TV brasileira. Pela primeira vez no Brasil uma TV pública está sendo reconstruída de baixo para cima. Trata-se da TV Pernambuco entregue pelo governador Eduardo Campos ao movimento social, comprometido com a democratização da comunicação.

Laurindo Lalo Leal Filho

Atenção historiadores da TV brasileira: em Pernambuco escreve-se hoje uma página inédita dessa história. Pela primeira vez no Brasil uma TV pública está sendo reconstruída de baixo para cima. Trata-se da TV Pernambuco, criada pelo governo do Estado em 1984, tendo tornado-se durante os governos pós-ditadura de Miguel Arraes (1987-1990 e 1995-1999) um importante veículo de informação e entretenimento regional, com significativa audiência. Abandonada na gestão Jarbas Vasconcelos (1999-2006), foi entregue em março deste ano pelo governador Eduardo Campos ao movimento social, comprometido com a democratização da comunicação, para conduzi-la.

Na tarde da quarta-feira, 19/5, cerca de 150 pessoas participaram de um encontro organizado pela nova direção da emissora para discutir a sua forma de gestão. Produtores, artistas, professores, estudantes, jornalistas e telespectadores em geral, reunidos no auditório do Porto Digital, no Recife Antigo, puderam dar livremente as suas opiniões de como a TV Pernambuco deve se organizar para se tornar efetivamente pública.

Dois encontros anteriores discutiram as finalidades de uma televisão pública e as novas tecnologias. O resultado desses debates será sintetizado em documento a ser entregue ao governador, no começo de junho, como proposta da sociedade para a reconstrução da TV. Nessa tarefa, a diretoria é assessorada por um grupo de trabalho composto por nomes reconhecidamente comprometidos com a comunicação democrática, como Ivan Moraes Filho e Eduardo Homem, por exemplo.

Mas a mudança já começou. O novo presidente da TV é o apresentador e produtor cultural Roger de Renor, que de burocrata não tem nada.

Brincando, mas revelando o tipo de gestão que começa a ser feita, diz que os primeiros novos departamentos por ele inaugurados foram os “do bom dia, boa tarde, boa noite; o do por favor e o do muito obrigado”. Pode haver coisa melhor, num meio marcado pelo egocentrismo e pelo autoritarismo?

Na música Macô, o falecido Chico Science pergunta ?Cadê Roger, Cadê Roger, Cadê Roger, Ô?? Se pudesse ouvir diríamos ao Chico que agora ele está na TV Pernambuco e que até há alguns meses apresentava um excelente musical na TV Brasil chamado “Som na Rural”, com estúdio móvel instalado numa antiga Rural Willys.

Mas além de pessoas como Roger e o seu competente diretor jurídico Adriano Araujo na direção da emissora, o governador colocou também dinheiro. Dois milhões e quatrocentos mil reais foram liberados para melhorar o sinal da TV, hoje precário em parte do Estado e principalmente no grande Recife. Na capital, nas regiões em que é possível sintonizá-la, a TV Pernambuco pode ser assistida no canal 46 (UHF). Até o governo Jarbas era possível ver a TV estatal em VHF, no canal 9, ao lado das grandes redes comerciais. Mas a concessão foi perdida e ocupada, rapidamente, pela Bandeirantes.

O desafio agora é afinar as propostas no sentido de que a ousadia do governo atual não seja derrotada por governos futuros. Daí a importância dos debates que estão sendo realizados no Recife. Deles deve sair um projeto capaz de garantir o financiamento constante da emissora, imune aos humores dos governos “do dia” e uma forma de gestão que permita a maior independência  possível em relação a esses mesmos governos.

Que possibilite também a criação de barreiras para conter as investidas dos setores mais conservadores da sociedade, sempre prontos a detonar tudo aquilo que não conseguem controlar de forma privada. Por isso, o conselho gestor antes de ser um controlador da empresa, deve ser o seu defensor diante das ofensivas reacionárias.

No entanto, mesmo com tudo aprovado oficialmente, a prática efetiva só será possível se a sociedade tiver clareza de que a emissora lhe pertence. Para tanto são necessários canais amplos de participação na gestão, acompanhados de um programação na qual o telespectador perceba que está recebendo um serviço público de radiodifusão de alta qualidade que, de alguma forma, contribui para melhorar a sua vida.

Os passos dados até agora vão nessa direção. E mesmo sofrendo algum percalço, já são suficientes para entrar na história da televisão brasileira. Daqui para frente servirão de modelo para qualquer outra construção participativa de um meio de comunicação de massa que vier a ser feita em nosso país.


Laurindo Lalo Leal Filho,
sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo
da ECA-USP. É autor, entre outros, de
“A TV sob controle – A resposta da sociedade
ao poder da televisão” (Summus Editorial).




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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Fim da "era Gilmar 'Dantas' Mendes"

Leandro Fortes faz a autópsia da Idade Mendes.
Vade retro ! Publicado em 23/04/2010





Leandro mostrou como Ele manda e desmanda (em Diamantino e na mídia)
O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do corajoso jornalista Leandro Fortes, da Carta Capital:

Meus caros, o texto abaixo é meu réquiem para Gilmar Mendes que, hoje, 23 de abril de 2010, finalmente, deixa a presidência do STF. Foi a Idade Média do Judiciário brasileiro, seu mais sombrio período de trevas, mas sobrevivemos. O Brasil sobreviveu.

Forte abraço.


Por Leandro Fortes (http://brasiliaeuvi.wordpress.com)

No fim das contas, a função primordial do ministro Gilmar Mendes à frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir noticiário e manchetes para a falange conservadora que tomou conta de grande parte dos veículos de comunicação do Brasil. De forma premeditada e com muita astúcia, Mendes conseguiu fazer com que a velha mídia nacional gravitasse em torno dele, apenas com a promessa de intervir, como de fato interveio, nas ações de governo que ameaçavam a rotina, o conforto e as atividades empresariais da nossa elite colonial. Nesse aspecto, os dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, flagrado no mesmo crime que manteve o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda no cárcere por 60 dias, foram nada mais que um cartão de visitas. Mais relevante do que tudo foi a capacidade de Gilmar Mendes fixar na pauta e nos editoriais da velha mídia a tese quase infantil da existência de um Estado policialesco levado a cabo pela Polícia Federal e, com isso, justificar, dali para frente, a mais temerária das gestões da Suprema Corte do País desde sua criação, há mais cem anos. 


Joaquim Barbosa foi um dos poucos que o enfrentou 



Num prazo de pouco menos de dois anos, Mendes politizou as ações do Judiciário pelo viés da extrema direita, coisa que não se viu nem durante a ditadura militar (1964-1985), época em que a Justiça andava de joelhos, mas dela não se exigia protagonismo algum. Assim, alinhou-se o ministro tanto aos interesses dos latifundiários, aos quais defende sem pudor algum, como aos dos torturadores do regime dos generais, ao se posicionar publicamente contra a revisão da Lei da Anistia, de cuja à apreciação no STF ele se esquivou, herança deixada a céu aberto para o novo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso. Para Mendes, tal revisão poderá levar o País a uma convulsão social. É uma tese tão sólida como o conto da escuta telefônica, fábula jornalística que teve o presidente do STF como personagem principal a dialogar canduras com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

A farsa do grampo, publicada pela revista Veja e repercutida, em série, por veículos co-irmãos, serviu para derrubar o delegado Paulo Lacerda do comando da PF, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se valeu de uma mentira para tal. E essa, não se enganem, foi a verdadeira missão a ser cumprida. Na aposentadoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá tempo para refletir e registrar essa história amarga em suas memórias: o dia em que, chamado “às falas” por Gilmar Mendes, não só se submeteu como aceitou mandar para o degredo, em Portugal, o melhor e mais importante diretor geral que a Polícia Federal brasileira já teve. O fez para fugir de um enfrentamento necessário e, por isso mesmo, aceitou ser derrotado. Aliás, creio, a única verdadeira derrota do governo Lula foi exatamente a de abrir mão da política de combate permanente à corrupção desencadeada por Lacerda na PF para satisfazer os interesses de grupos vinculados às vontades de Gilmar Mendes.

O presidente do STF deu centenas de entrevistas sobre os mais diversos assuntos, sobretudo aqueles sobre os quais não poderia, como juiz, jamais se pronunciar fora dos autos. Essa é, inclusive, a mais grave distorção do sistema de escolha dos nomes ao STF, a de colocar não-juízes, como Mendes, na Suprema Corte, para julgar as grandes questões constitucionais da nação. Alheio ao cargo que ocupava (ou ciente até demais), o ministro versou sobre tudo e sobre todos. Deu força e fé pública a teses as mais conservadoras. Foi um arauto dos fazendeiros, dos banqueiros, da guarda pretoriana da ditadura militar e da velha mídia. Em troca, colheu farto material favorável a ele no noticiário, um relicário de elogios e textos laudatórios sobre sua luta contra o Estado policial, os juízes de primeira instância, o Ministério Público e os movime ntos sociais, entre outros moinhos de vento vendidos nos jornais como inimigos da democracia.

Na imprensa nacional, apenas CartaCapital, por meio de duas reportagens (“O empresário Gilmar” e “Nos rincões de Mendes”), teve coragem de se contrapor ao culto à personalidade de Mendes instalado nas redações brasileiras como regra de jornalismo. Por essa razão, somos, eu e a revista, processados pelo ministro. Acusa-nos, o magistrado, de má fé ao divulgar os dados contábeis do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma academia de cursinhos jurídicos da qual Mendes é sócio. Trata-se de instituição construída com dinheiro do Banco do Brasil, sobre terreno público praticamente doado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz e mantido às custas de contratos milionários fechados, sem licitação, com órgãos da União.

Assim, a figura de Gilmar Mendes, além de tudo, está inserida eternamente em um dos piores momentos do jornalismo brasileiro. E não apenas por ter sido o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão, mas, antes de tudo, por ter dado enorme visibilidade a maus jornalistas e, pior ainda, fazer deles, em algum momento, um exemplo servil de comportamento a ser seguido como condição primordial de crescimento na carreira. Foi dessa simbiose fatal que nasceu não apenas a farsa do grampo, mas toda a estrutura de comunicação e de relação com a imprensa do STF, no sombrio período da Idade Mendes.

Emblemática sobre essa relação foi uma nota do informe digital “Jornalistas & Companhia”, de abril de 2009, sobre o aniversário do publicitário Renato Parente, assessor de imprensa de Gilmar Mendes no STF (os grifos são originais):

“A festa de aniversário de 45 anos de Renato Parente, chefe do Serviço de Imprensa do STF (e que teve um papel importante na construção da TV Justiça, apontada como paradigma na área da tevê pública), realizada na tarde do último domingo (19/4), em Brasília, mostrou a importância que o Judiciário tem hoje no cenário nacional. Estiveram presentes, entre outros, a diretora da Globo, Sílvia Faria, a colunista Mônica Bergamo, e o próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, entre outros.”

Olha, quando festa de aniversário de assessor de imprensa serve para mostrar a importância do Poder Judiciário, é sinal de que há algo muito errado com a instituição. Essa relação de Renato Parente com celebridades da mídia é, em todos os sentidos, o pior sintoma da doença incestuosa que obriga jornalistas de boa e má reputação a se misturarem, em Brasília, em cerimônias de beija-mão de caráter duvidoso. Foi, como se sabe, um convescote de sintonia editorial. Renato Parente é o chefe da assessoria que, em março de 2009, em nome de Gilmar Mendes, chamou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), às falas, para que um debate da TV Câmara fosse retirado do ar e da internet. Motivo: eu critiquei o posicionamento do presidente do STF sobre a Operação Satiagraha e fiz justiça ao trabalho do delegado federal Protógenes Queiroz, além de citar a coragem do juiz Fausto De Sanctis ao mandar prender, por duas vezes, o banqueiro Daniel Dantas.

Certamente em consonância com o “paradigma na área de tevê pública” da TV Justiça tocada por Renato Parente, a censura na Câmara foi feita com a conivência de um jornalista, Beto Seabra, diretor da TV Câmara, que ainda foi mais além: anunciou que as pautas do programa “Comitê de Imprensa”, a partir dali, seriam monitoradas. Um vexame total. Denunciei em carta aberta aos jornalistas e em todas as instâncias corporativas (sindicatos, Fenaj e ABI) o ato de censura e, com a ajuda de diversos blogs, consegui expor aquela infâmia, até que, cobrada publicamente, a TV Câmara foi obrigada a capitular e recolocar o programa no ar, ao menos na internet. Foi uma das grandes vitórias da blogosfera, até então, haja vista nem um único jornal, rádio ou emissora de tevê, mesmo diante de um gravíssimo caso de censura e restrição de liberdade de expressão e imprensa, ter tido coragem de tratar do assunto. No particular, no entanto, recebi centenas de e-mails e telefonemas de solidariedade de jornalistas de todo o país.

Não deixa de ser irônico que, às vésperas de deixar a presidência do STF, Gilmar Mendes tenha sido obrigado, na certa, inadvertidamente, a se submeter ao constrangimento de ver sua gestão resumida ao caso Daniel Dantas, durante entrevista no youtube. Como foi administrada pelo Google, e não pelo paradigma da TV Justiça, a sabatina acabou por destruir o resto de estratégia ainda imaginada por Mendes para tentar passar à história como o salvador da pátria ameaçada pelo Estado policial da PF. Ninguém sequer tocou nesse assunto, diga-se de passagem. As pessoas só queriam saber dos HCs a Daniel D antas, do descrédito do Judiciário e da atuação dele e da família na política de Diamantino, terra natal dos Mendes, em Mato Grosso. Como último recurso, a assessoria do ministro ainda tentou tirar o vídeo de circulação, ao menos no site do STF, dento do sofisticado e democrático paradigma de tevê pública bolado por Renato Parente.

Como derradeiro esforço, nos últimos dias de reinado, Mendes dedicou-se a dar entrevistas para tentar, ainda como estratégia, vincular o próprio nome aos bons resultados obtidos por ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora o mérito sequer tenha sido dele, mas de um juiz de carreira, Gilson Dipp. Ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor do órgão, Dipp foi nomeado para o cargo pelo presidente Lula, longe da vontade de Gilmar Mendes. Graças ao ministro do STJ, foi feita a maior e mais importante devassa nos tribunais de Justiça do Brasil, até então antros estaduais intocáveis comandados, em muito s casos, por verdadeiras quadrilhas de toga.

É de Gilson Dipp, portanto, e não de Gilmar Mendes, o verdadeiro registro moralizador do Judiciário desse período, a Idade Mendes, de resto, de triste memória nacional.

Mas que, felizmente, se encerra hoje.



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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ainda sobre o jogo sujo da globo - 2

Segundo reportagem do Notícias Terra, a Globo para não "ser acusada de tendenciosa" e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.

A Globo respondeu nesta tarde ao questionamento do Terra sobre a polêmica:
"O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado - comprovadamente - em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada."
"Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme."

Pois é, a Globo MENTIU DE NOVO. Segundo o Blog de Luis Nassif as gravações foram feitas no mês de março de 2010, portanto pouco antes dos DEMos-Tucanos terem lançados a campanha de Sr  Serra e o tal "coincidente slogan" muito tempo depois do citado mês de novembro. Lá, eles não só afirmam como provam com links que direcionam ao próprio site da Globo que fala das gravações dos atores e atrizes globais. Como todo mundo sabe, um texto pode ser mudado conforme a necessidade e, assim, mesmo que o "texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo" tenha sido criado no ano passado, como o vídeo foi gravado muito recentemente, nada impede que eles o  tenha mudado  deixando-o bem amarrado ao slogan de campanha recem lançado por serra.

Se não acreditam, veja abaixo as imagens a que os links apontam. Não se preocupem, pois o próprio site da globo dá a opção de impressão, portanto as imagens estão impressas abaixo (clique na imagem para ampliar).






Aproveite e veja o vídeo:



 O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a "mensagem subliminar" da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, "O Brasil pode mais". No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra "mais": "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais". A idade da Globo, 45 anos, "coincide" com o número da legenda do PSDB, 45.

Bom, a Globo é assim mesmo e não é a primeira vez.  Se voce acha que a Globo agiu inocentemente  com o vídeo-homenagem, aconselho a você assistir os vídeos Que estão aqui em que aparecem algumas das inúmeras artimanhas executadas pela Globo nos últimos anos.


_______________________________________

Segundo o Blog DoLadoDeLá : A armação da Globo começou a desmoronar quando um dos atores que participou da gravação reclamou... leia abaixo.

Da série ficção, a preferida dos internautas. Começou com um telefonema de um ator consagrado para o diretor do núcleo. Ele estava irado com a peça promocional que foi ao ar na noite de Domingo. Era um institucional de trinta segundos em que ele dizia apenas duas palavras. Mas a montagem induzia o telespectador a acreditar que se tratava, não de uma campanha de aniversário da maior emissora de televisão do país, mas um mosaico grosseiro cujo slogan "a gente faz sempre mais" é uma clara alusão ao do candidato José Serra. E para corroborar com a leviandade, ainda vinha o número quarenta e cinco assinado na peça, ao lado do logotipo. Ao todo, foram quarenta celebridades entre as turmas das produções, humor, shows, esporte e jornalismo. Achei até curioso a manifestação ter partido de um ator e não de um de nós. Afinal, vendemos a eles apenas nossa força de trabalho, não nossas consciências. Será? Nem sei mais... O ator foi duro e franco com o executivo da empresa. Se alguma providência não fosse tomada, ele ia aos jornais dizer que foi vítima de manipulação. Era tudo o que a emissora não queria ouvir nessa altura do campeonato. Ainda que seu candidato pudesse ser o mesmo que o da emissora, ele jamais se sujeitaria a trabalhar naquelas condições. E antes de desligar, avisou: Eu não estou sozinho. O diretor pediu paciência, disse que ia encontrar uma saída. Pensou em quem confiar num momento desses de conflito: talvez um executivo que tivesse bom transito com o jornalismo. Afinal, foi coisa dos herdeiros da Corte do Cosme Velho, incentivados pelo Guardião da Doutrina da Fé, pensou. Assim que amanheceu propôs o encontro ao executivo que considerou ser hábil o bastante para apagar o fogo. Nisso a internet já fervilhava. Pressões vinham de todos os lados, a opinião pública, os patrocinadores, os políticos, os amigos. É preciso convencer a direção de que foi um tiro no pé. Mas como fazer isso? Juntando argumentos. E lá foram os dois tentar convencer os acionistas de que aquilo fora um erro. Os artistas respeitam os interesses comerciais e políticos da emissora, mas consideram que não cabe a eles exercer esse papel institucionalmente. O artista é o vendedor de sonhos e ilusões para todos, não só para um determinado grupo político. Afora os artistas, tem os jornalistas que emprestam sua credibilidade à emissora. Ações assim pode arranhar para sempre esse vínculo com o telespectador. E assim foram as tratativas durante toda a tarde. Ok, mas qual seria a solução? Pensaram em várias. Ao final do encontro triunfou aquela que diz assim: "O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado - comprovadamente - em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme." Esta noite não vai ser boa, nem para o Guardião, nem para a Central de Comunicação, e muito menos para o patrão. Nós aqui fora sabemos de tudo! O Povo não é bobo. Fiquem espertos.


Leia também:

Fontes deste Post:



Ainda sobre o jogo sujo da globo - 1

20 de abril de 2010 às 4:00

Marco Aurélio Mello: O ator que protestou

(e que não está sozinho)


“Todos queremos mais”
“Brasil, muito mais, é a sua escolha que nos satisfaz”



por Marco Aurélio Mello, em seu blog


Da série ficção, a preferida dos internautas.

Começou com um telefonema de um ator consagrado para o diretor do núcleo.

Ele estava irado com a peça promocional que foi ao ar na noite de Domingo.

Era um institucional de trinta segundos em que ele dizia apenas duas palavras.

Mas a montagem induzia o telespectador a acreditar que se tratava, não de uma campanha de aniversário da maior emissora de televisão do país, mas um mosaico grosseiro cujo slogan “a gente faz sempre mais” é uma clara alusão ao do candidato José Serra.

E para corroborar com a leviandade, ainda vinha o número quarenta e cinco assinado na peça, ao lado do logotipo.

Ao todo, foram quarenta celebridades entre as turmas das produções, humor, shows, esporte e jornalismo.

Achei até curioso a manifestação ter partido de um ator e não de um de nós.

Afinal, vendemos a eles apenas nossa força de trabalho, não nossas consciências.

Será?

Nem sei mais…

O ator foi duro e franco com o executivo da empresa.

Se alguma providência não fosse tomada, ele ia aos jornais dizer que foi vítima de manipulação.

Era tudo o que a emissora não queria ouvir nessa altura do campeonato.

Ainda que seu candidato pudesse ser o mesmo que o da emissora, ele jamais se sujeitaria a trabalhar naquelas condições.

E antes de desligar, avisou: Eu não estou sozinho.

O diretor pediu paciência, disse que ia encontrar uma saída.

Pensou em quem confiar num momento desses de conflito: talvez um executivo que tivesse bom transito com o jornalismo.

Afinal, foi coisa dos herdeiros da Corte do Cosme Velho, incentivados pelo Guardião da Doutrina da Fé, pensou.

Assim que amanheceu propôs o encontro ao executivo que considerou ser hábil o bastante para apagar o fogo.

Nisso a internet já fervilhava.

Pressões vinham de todos os lados, a opinião pública, os patrocinadores, os políticos, os amigos.

É preciso convencer a direção de que foi um tiro no pé.

Mas como fazer isso?

Juntando argumentos.

E lá foram os dois tentar convencer os acionistas de que aquilo fora um erro.

Os artistas respeitam os interesses comerciais e políticos da emissora, mas consideram que não cabe a eles exercer esse papel institucionalmente.

O artista é o vendedor de sonhos e ilusões para todos, não só para um determinado grupo político.

Afora os artistas, tem os jornalistas que emprestam sua credibilidade à emissora.

Ações assim podem arranhar para sempre esse vínculo com o telespectador.

E assim foram as tratativas durante toda a tarde.

Ok, mas qual seria a solução?

Pensaram em várias.

Ao final do encontro triunfou aquela que diz assim: “O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.”

Esta noite não vai ser boa, nem para o Guardião, nem para a Central de Comunicação, e muito menos para o patrão. Nós aqui fora sabemos de tudo! O Povo não é bobo. Fiquem espertos.

PS do Azenha: Com a experiência que tenho em televisão, sei como essas coisas funcionam. O conjunto da obra só fica claro para quem gravou alguns segundos de uma peça ficcional quando ela é apresentada ao público. Duvido que tenha sido a internet a responsável pela decisão da emissora. Atribuo isso, acima de tudo, à reação interna e ao medo de que houvesse protestos públicos de quem se sentiu ludibriado!
Fonte do Post:

Acesse e leia também:

terça-feira, 20 de abril de 2010

Como se Manipula uma pesquisa Eleitoral


18 de abril de 2010

Quando Dilma reduziu para 4% sua diferença para Serra na pesquisa de fevereiro de 2010, o Datafolha, misteriosamente, mudou seu plano de amostragem, aumentando as cidades paulistas que compõem a amostragem de 25 para 55.

Nas demais estados, onde José Serra não é popular, como no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, o número de cidades pesquisadas continuou praticamente o mesmo, com variações mínimas.

Clique na imagem para aumentar




Questionado pelo Terra Magazine, sobre a fraude na pesquisa de Março demonstrada por este nosso blog (o plano amostral registrado no TSE declarou seguir dados do IBGE, no entanto a amostragem não seguiu o plano), o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, negou e tentou uma explicação parcial:

"Sempre que nós colhemos as amostras para ter um resultado também por Estado, há aumento no número de entrevistas", diz. "Mas isso não significa que o resultado final não seja ponderado para que represente cada Estado".

Segundo o Terra Magazine: "Em outras palavras, afirma Paulino, o número de cidades paulistas na pesquisa aumentou devido à pesquisa sobre preferência eleitoral para o governo de São Paulo, feita paralela e simultaneamente ao levantamento presidencial."

A emenda ficou pior do que o soneto.

A explicação acima é referente à pesquisa de protocolo 6617/201 registrada no TSE.

Lá está escrito com todas as letras:

Área de abrangência: Nacional
Cargos: Presidente,





Não foi registrado no TSE nada sobre pesquisa para governador de São Paulo neste protocolo. Só diz que o cargo pesquisado é para presidente, o que comprova que, a ser verdade o que diz o diretor, informações foram sonegadas ao TSE.

No questionário protocolado no TSE sob número 6617/20, as palavras "São Paulo" sequer aparecem. Muito menos há qualquer pergunta a respeito da intenção de voto para o governo paulista.

A íntegra do questinário do Datafolha em PDF pode ser verificado nesta cópia aqui ou acessando o sítio do TSE, informando o protocolo 6617/20,clicando sobre este protocolo e procurando na tela o texto: "Clique Aqui para baixar o Questionário".

_________________________________

Enquanto isso....

O ministro Joelson Dias, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),o mesmo que vem aplicando multas no Presidente Lula, e fez vistas grossas para a campanha política de José Serra no governo de São Paulo, autorizou hoje o PSDB a fazer uma fiscalização na pesquisa do Instituto Sensus.

A última pesquisa do instituto, deu empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%. O jornal de oposição a Lula e Dilma,o Folha de São Paulo, não gostou do resultado da pesquisa. Se juntou ao PSDB, para detonar o instituto

"O ministro Joelson Dias determinou a entrega para o partido de toda a documentação, inclusive dos formulários utilizados na pesquisas", afirmou o advogado Ricardo Penteado, que defende o PSDB.

O pedido de fiscalização foi apresentado hoje pelo advogado. Ontem, o partido ajuizou um pedido de multa ao instituto. Segundo Penteado, o Sensus desrespeitou o prazo legal de cinco dias entre o registro da pesquisa no TSE e a divulgação dos resultados.Nesta quinta-feira, o ministro mandou notificar o instituto para que apresente sua defesa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anorexia

Vídeo que trata da anorexia



Para baixar clique aqui

Novo "Office Starter" substituirá o Microsoft Works

A Microsoft está preparando uma nova versão do seu popular pacote de aplicativos de escritório, o Microsoft Office. Batizada de "Office Starter 2010", ela será composta pelo Microsoft Word e Microsoft Excel em versões com "funcionalidade reduzida" e publicidade online, e será embarcada em PCs de baixo custo de diversos fabricantes.

Segundo Eduardo Campos de Oliveira, Gerente Geral de Produtividade da Microsoft Brasil, o pacote é voltado ao consumidor que está comprando seu primeiro PC, precisa de um editor de textos e planilha de cálculos mas não necessita de recursos avançados. Por isso, Word e Excel não terão funções como Macros, Smart Art ou Tabelas Dinâmicas. Entretanto, eles manterão total compatibilidade com documentos criados em suas versões completas.

Uma barra lateral exibirá dicas de uso dos programas, bem como publicidade relacionada. "Por exemplo, teremos anúncios que levarão o usuário a modelos para currículos ou planilhas de controle de orçamento doméstico disponíveis gratuitamente no Office Online", diz o executivo.

Office Starter 2010 - 500px
Office Starter 2010: Funções reduzidas e anúncios na lateral


Também haverá integração com ferramentas online, como a publicação de documentos no Windows Live e a possibilidade de upload e edição de textos e planilhas dentro do navegador com as novas Office Web Apps, versões online dos aplicativos do Microsoft Office que são uma das novidades no Office 2010.

Usuários do Office Starter poderão adquirir um "upgrade" para as versões completas (Home & Student, Home & Business e Professional) do Microsoft Office 2010 a qualquer momento, seja através de download, cartões com códigos de ativação ou a tradicional caixinha nas lojas. Entretanto, não haverá preço diferenciado na atualização. "Não temos um desconto porque o usuário não pagou pelo Office Starter, ele é gratuito", diz Campos.

O Microsoft Office Starter também substitui o Microsoft Works, pacote de aplicativos que era a opção preferida dos fabricantes e integradores que desejavam oferecer uma solução Office de baixo custo com seus equipamentos. Com seu lançamento, o Works deixa de existir.

Com o novo produto a Microsoft espera reduzir a frustração de usuários que adquiriram seu primeiro computador mas só ao chegar em casa descobrem que o Office é um componente à parte, e também a pirataria. As primeiras máquinas equipadas com o Microsoft Office Starter devem chegar ao mercado em meados de 2010, na mesma época do lançamento do Microsoft Office 2010. O produto não estará disponível para download.
 
Fonte do Post:

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Microsoft oferece aluguel de sistemas na web

Microsoft traz o Windows de ‘aluguel’

Valor on line
André Borges, de SP
13/04/2010

Uma tendência que o mercado tem chamado de computação “em nuvem”, leia-se internet

A Microsoft começa a vender hoje seus programas no Brasil por meio de um novo sistema pelo qual o usuário paga exatamente pelo que consome. Assim, ele pode usar o Windows por US$ 0,12 a hora e pagar a conta no fim do mês, com o cartão de crédito. A maior empresa de software do mundo, sinônimo da venda de sistemas por meio de licenças por usuário, decidiu aderir definitivamente ao modelo do micropagamento.

Essa mudança radical na forma de vender software só foi possível graças a uma tendência que o mercado tem chamado de computação “em nuvem”, leia-se internet. Nesse modelo, do lado do usuário, basta ter um computador com acesso à rede, um login e uma senha de acesso. A fornecedora do software faz o resto, rodando tudo em seus próprios centros de dados instalados mundo afora.

Abaixo, a matéria completa:



Microsoft oferece aluguel de sistemas na web

Do Valor
André Borges, SP
13/04/2010

Que tal usar o sistema operacional Windows por US$ 0,12 (mais impostos) a hora e pagar a conta no fim do mês, pelo cartão de crédito, ou ainda comprar um pacote de sistemas de colaboração por US$ 10 por mês? É dessa forma que a Microsoft começa a vender hoje alguns de seus sistemas para o mercado brasileiro. A maior empresa de software do mundo, sinônimo da venda de sistemas por meio de licenças por usuário – o modelo mais tradicional de se comprar programas de computador – decidiu aderir definitivamente ao modelo do micropagamento, pelo qual o usuário paga exatamente por aquilo que usa.

Essa mudança radical na forma de vender software só foi possível graças a uma tendência que o mercado tem chamado de computação “em nuvem”, leia-se internet. A ideia do conceito é que uma companhia não precisa mais comprar dúzias de equipamentos de grande porte, como servidores, e uma infinidade de licenças de software para que sua empresa passe a contar com um departamento de tecnologia da informação (TI). No modelo da nuvem, tudo isso passa a ser oferecido pelo próprio fabricante do software. Do lado do usuário, basta ter um computador com acesso à internet, um “log in” e uma senha de acesso.

Com essa abordagem, a Microsoft quer expandir o uso de seus programas. Em vez de gastar R$ 700 numa licença do sistema operacional Windows, por exemplo, a empresa usuária faz um pagamento mensal com o preço atrelado ao tempo de uso. Com mais US$ 0,15 por mês, também é possível alugar 1 GByte de espaço para armazenar informações. E por aí vai. Entre as formas de contratação do software – que passa a ser acessado como um serviço – a Microsoft montou pacotes de ofertas, como se fosse uma companhia de TV por assinatura, em que o usuário escolhe a oferta que preferir. “Não abrimos mão do modelo tradicional de venda de sistemas. A Microsoft continua apostando na oferta de licenças”, comenta Eduardo Campos de Oliveira, gerente geral de produtividade e colaboração da Microsoft. “O que estamos oferecendo é opção de escolha.”

A aquisição de software com um serviço pode não ser a melhor escolha para a empresa, dependendo do número de usuários que ela tiver e de sua intensidade de uso. O que se recomenda é fazer uma comparação para enxergar as vantagens no longo prazo. Para testar o “Windows Azure”, como foi batizada a versão de aluguel do sistema, a Microsoft experimentou o recurso com 70 companhias. De maneira geral, se uma empresa possui mais de 50 licenças de Windows, ela pode ser uma boa candidata a migrar seus sistemas para a nuvem.

Além do sistema operacional, a companhia de Bill Gates também levou para a nuvem um pacote de sistemas de produtividade, que inclui programas como Exchange e SharePoint, entre outros. Durante 30 dias, 2 mil testaram o serviço. Os pilotos demonstraram que o aluguel é boa escolha em operações com mais de 250 usuários.

No segundo semestre deste ano, a Microsoft deve anunciar a migração para a nuvem de um de seus best-sellers: o pacote Office, que inclui programas como o Word e o Excel. No Brasil, estima a companhia, há um mercado de US$ 2 bilhões para ser explorado, sem incluir nesta conta o faturamento com o Windows.
Fonte do Post:
Leia também:


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Dilema da Liberdade de Expressão e a de Informação

O repórter foi cobrir uma exposição que trata sobre a mídia. Para fazer a reportagem ele queria mudar peças das obras de lugar deturbando e distorcendo o sentido dado pelos autores das obras.

A impressão que tive é que ele não queria "informar" aos seus ouvintes em sua reportagem, mas sim, "expressar" sobre o que ele estava vendo e sentido, relatando as suas impressões sobre as obras. Aliás, esse é um dos equívocos da mídia nacional e internacional.

O que teria de valer para a mídia, hoje, é o DIREITO à "LIBERDADE de INFORMAÇÃO" e não de "expressão".

Informar implica necessariamente em DIZER A VERDADE, já o direito à expressar é uma ação eminentemente subjetiva e não necessariamente implica no dever de dizer a verdade, pois você diz o que pensa, o que está achando sobre algo e isso nem sempre corresponde à verdade dos fatos.

O que a Mídia passa hoje é similar ao que a comunidade acadêmica passou séculos atrás e que se resolveu com a adoção da metodologia científica obrigando os estudiosos a desenvolverem suas pesquisas respeitando os regramentos e as normatizações do mundo científico.

O direito de expressar, era válido nos primórdios da mídia em que o seu alcance era curto e, se o noticiante errasse, seja por inocência ou por má fé, teria como corrigir se retratando. No atual mundo globalizado, com a Internet e as novas mídias que têm alcance mundial, não dá mais para tratar de liberdade de expressão, pois a retratação do "erro" não alcançará as mesmas pessoas que viram a notícia original.

Hoje, é imprescindível limitar a Liberdade de expressão e adotar a LIBERDADE DE INFORMAÇÃO para a mídia com a exigência das garantias constitucionais para que o repórter exerça com plenitude e segurança o DIREITO de INFORMAR e, se ele quiser expressar o que acha sobre aquela informação, que o faça, deixando claro que é pensamento seu e não o fato em si.

"Tiro o chapéu" para a garota do vídeo que em momento algum deixou o repórter distorcer e deturbar o sentido das obras na exposição. Afinal, se o repórter quiser "expressar" o que sente sobre as obras, que o faça fora de seu expediente. Como estava ali como jornalista, tinha sim que atuar profissionalmente INFORMANDO e não expressando sobre.

Veja o vídeo abaixo e tire suas conclusões:

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Relação dos EUA com o mundo - Crise, Guerras, FMI ...

Entrevista com Noam Chomsky, Filósofo, Linguista, Crítico Social e professor emeritus no MIT, EUA.

Nela ele analisa:
  • a relação dos EUA e a OTAN;
  • as ações de Obama na crise;
  • o FMI e sua imposição ao terceiro mundo em privatizar e adotar taxas de juros altos; 
  • a relação da economia e a guerra bem como a relação dos EUA com o mundo; 
  • a evolução tecnológica amarrada aos investimentos militares;
  • fala sobre o sistema de saúde americano "o pior sistema de saúde em funcionamento no mundo industrializado e o único sistema privatizado" e ainda afirma que "o sistema privatizado é altamente ineficiente";
  • fala sobre a América Latina mais especificamente sobre a Bolívia;

Bom, veja a entrevista.













Fonte do Post: