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domingo, 30 de maio de 2010

GASTOS DO GOVERNO FEDERAL SERÃO DIVULGADOS DIARIAMENTE

Receitas e despesas do governo serão publicadas diariamente

From: TVNBR | 27 de maio de 2010


Mais transparência nos gastos públicos. União, estados e municípios com mais de 100 mil habitantes devem garantir ao cidadão acesso detalhado às depesas governamentais. É o que determina a Lei da Transparência. 
Assista o vídeo abaixo como será feita a publicidade dos gastos do Governo Federal a partir de agora.


Hoje (27/5) é o último dia para governos estaduais e municipais se adaptarem à nova regra. A Controladoria-Geral da União anunciou as medidas para implementação da lei e também apresentou uma nova ferramenta de consulta no Portal da Transparência.
 Fonte do post:
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Clubes "desaparecem" em meio a boom na internet

IBGE mostra o retrato dos municípios brasileiros. Veja principais dados

Menos TV e (muito) mais internet. Menos clubes recreativos e mais universidades. Menos livrarias e mais museus e bibliotecas. Em dez anos, os municípios brasileiros tiveram mudanças consideráveis na utilização dos chamados equipamentos culturais e meios de comunicação, de acordo com a mais recente pesquisa sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros - Gestão 2009 (Munic), do IBGE.

A análise do percentual das atividades culturais presentes nos municípios mostra crescimento de espaços públicos em detrimento dos núcleos particulares de entretenimento.

Exemplo é que, nesse período, os clubes recreativos, espécies de redutos tradicionais de classe média alta, desapareceram em boa parte do País: eram espalhados em 70,4% dos municípios mas, até o ano passado, estavam presentes em apenas 61,4%. Isso significa que nos últimos anos muitas famílias deixaram de frequentar esses espaços de lazer, esporte e cultura. Com a mudança de hábitos, muitas dessas instituições entraram em decadência e perderam terreno para outros espaços de convivência.

O período coincide com o incremento da classe média brasileira, sobretudo a partir de 2005, e a democratização do acesso à internet. No mesmo período, o acesso à TV aberta diminuiu. Antes presente em 98,3% dos municípios, a cobertura, em 2006, era de 95,2%.

Embora não aponte explicação para a tendência, que deverá ser confirmada nos próximos levantamentos, segundo o próprio IBGE, o estudo mostra crescimento de 239% do número de cidades com provedores de internet. Isso significa que a internet chegou a mais da metade dos municípios (55,6%) brasileiros nesses dez anos. Foi justamente no final dos anos 1990 que o técnico em eletrônica Carlos Fernando Carboni, de 29 anos, trocou o título do clube de onde era sócio e vizinho, em Araraquara (SP), e instalou uma conexão para internet em sua casa. O clube ainda existe, apesar de ter perdido quase metade dos sócios nos últimos dez anos, entre eles a maioria dos amigos de Carboni, que passaram a manter contato por meio de programas de mensagens instantâneas, como na época o ICQ (espécie de precursor do MSN).

“Na época a gente já deixava de lado a prática social e começava a descobrir o mundo virtual. Hoje um dos meus filhos tem mais contato com computador do que com esporte. Com sete anos, já brinca com jogos e participa do Orkut”, diz Carboni, pai também de outro garoto de dois anos. Desde que deixou o clube, juntamente com dois irmãos e os pais, ele conta que praticamente nunca mais voltou ali, embora morasse, até pouco tempo atrás, na esquina do local. No fim de semana, costuma hoje levar a família para passeios na unidade do Sesc da cidade, que não existia há dez anos – na mesma pesquisa o IBGE aponta também maior presença de centros culturais pelo País.

Clique na foto para ampliar

Outro dado apontado pelo Munic é que em dez anos houve queda de 21% do número de municípios com livrarias – eram 35,5% em 1999 e hoje elas só existem em 28%. Os dados, porém, não indicam uma possível retração do mercado editorial do País, mas apontam que outras formas de distribuição, como internet e supermercados, podem ter pulverizado as vendas de livros neste período, segundo o instituto.


Biblioteca Nacional, local - centro do Rio de Janeiro
Foto: Agência Estado Ampliar


Fato é que o crescimento de bibliotecas públicas, impulsionado por uma política de universalização por parte do governo federal, foi de exatos 22,1%. Isso significa que, hoje, 93,2% das cidades brasileiras possuem ao menos uma biblioteca. Houve expansão também no número de cidades com teatros e museus, embora estes só cheguem a 21,1% e 23,3% dos municípios, respectivamente. Já os cinemas estão hoje presentes em 9,1% dos municípios – eram 7,2% há dez anos.

Houve também aumento significativo do número de unidades de ensino superior, que praticamente dobraram entre 2001 e 2008: de 19,6% para 38,3%. A proporção, no entanto, ainda é menor do que a de clubes.

No período os brasileiros tiveram mais acesso, em suas cidades, a atividades esportivas. Em 86,7% dos municípios existem atualmente estádios ou ginásios esportivos, número que era de 65% há dez anos. A tendência, de acordo com o instituto, é que eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas ampliem o número desses espaços nos próximos anos.

Já o número de videolocadoras, presentes em 63,9% dos municípios em 1999, atingiu 82,4% em 2006 e entrou em declínio nos três anos seguintes. Hoje estão presentes em 69,6% das cidades. Segundo o relatório, o fenômeno pode ser explicado em razão da convivência com outras formas de acesso aos vídeos e filmes (televisão por assinatura e internet). A mesma reversão recente ocorre com as lojas de CDs, fitas e DVDs, segundo o estudo.

O estudo aponta que o aumento no número de equipamentos ocorreu principalmente nas áreas mais empobrecidas do País, onde muitos dos municípios não tinham nenhum ou apenas um equipamento cultural: em 1999, 21,7% encontravam-se nessa situação, reduzindo para 5,5% em 2009. Entretanto, aponta o IBGE, “são ainda as regiões mais desenvolvidas onde existe uma maior incidência de infraestrutura cultural, sendo esta incidência também mais significativa nos municípios de maior porte populacional”.

A Munic permitiu identificar, segundo o relatório, uma na infraestrutura cultural que evidencia um “forte traço audiovisual no País”.




Fonte do post:




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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre a carga tributária

Esta história da carga tributária é, como dizia Vicente Mateus - ex-presidente do Coríntians - uma faca de dois "legumes". O Estado, arrecadando muito, portanto carga tributária alta - e que no caso do Brasil está em 35% do PIB atualmente - tem de atuar como indutor da economia, o famoso "Estado Indutor", já que tira da iniciativa privada parte de seus recursos, por meio dos impostos, que seriam usados para refinanciar a economia e manter a "roda da fortuna girando".

Bom, se o governo atuar de forma correta, induzirá o crescimento do país e consequentemente, reduzirá as desigualdades e principalmente a pobreza. O Governo Lula é um bom exemplo disto. Agora, tem o lado negro, a outra face, ou melho, o outro "legume". Se caso um governo não agir de modo republicano, se caso ele visar a favorecer apenas parte da sociedade em detrimento dos demais com certeza, provocará resultados bem negativos já que os tributos arrecadados não gerarão o efeito multiplicador necessário para gerar riqueza. Com certeza cabe aqui a "era FHC" como exemplo de um Estado que não consegue fazer o papel de indutor da economia. com suas práticas neoliberais, jogaram a maior parte do que foi arrecadado com os impostos no mercado financeiro. O PIB do país cresceu, mas não distribuiu renda. O resutado disto todos conhecem, qualquer crise que aparecia, atingia em cheio o Brasil.

Podem ter certeza, a eleição Presidencial de 2010 é um FLA x FLU que nos remete justamente ás posturas citadas acima, com LULA fazendo de seu governo indutor da economia e já FHC, com seu candidato SERRA, como meros testas de ferro do mercado.
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Para Hillary Clinton, carga tributária contribui para progresso do Brasil

Hillary Clinton
Hillary Clinton afirma que crescimento
do Brasil 'não é por acaso'
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que "não é por acaso que o Brasil está crescendo" e citou a carga tributária como um dos fatores que contribui para os recentes progressos do país.

Em discurso na 40ª Conferência das Américas, em Washington, Hillary disse que em muitos outros países da região a relação entre a arrecadação de impostos e o PIB (Produto Interno Bruto) está entre as mais baixas do mundo, o que é "insustentável".

"Tenho conversado com meus colegas no continente e com chefes de Estado e de governo sobre a necessidade de aumentar a arrecadação dos governos. E isso é apenas outra maneira de dizer impostos", afirmou a secretária, diante de ministros e diplomatas dos países latino-americanos, dos Estados Unidos e do Canadá.

"Se olharmos para a relação entre arrecadação e PIB no Brasil, é uma das mais altas do mundo. Não é por acaso que o Brasil está crescendo e que está começando a reduzir as desigualdades em sua sociedade. E é uma sociedade grande e complexa. Mas eles estão fazendo progressos", acrescentou.

"É uma política que vem de várias décadas e que tem sido seguida com grande comprometimento e está dando certo", concluiu Hillary.


Críticas

As declarações da secretária de Estado contrastam com as críticas comumente feitas à carga tributária no Brasil, que ficou acima de 35% do PIB em 2009 - a maior na América Latina e uma das mais altas do mundo.

Há anos se discute a necessidade de uma reforma fiscal e tributária no país, a fim de reduzir a carga tributária.
O próprio representante brasileiro no encontro em Washington, o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, pareceu surpreso com a declaração da secretária.

"Foi interessante ouvir a secretária Clinton dizer que uma das vantagens do sistema brasileiro é uma taxa de arrecadação muito alta na comparação com outros países", disse Patriota, em seu pronunciamento, após a secretária já ter deixado a reunião.

"Isso não é necessariamente visto como uma vantagem pelo público brasileiro. Muitos no Brasil pensam que devemos simplificar os impostos", afirmou.

Segundo Patriota, esse será um dos desafios a serem enfrentados pelo novo presidente, "quem quer que seja eleito em outubro".

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Volta e meia, a cada número redondo que atinge, o impostômetro dos empresários paulistanos aparece nos noticiários. Impostômetro pra cá, impostômetro pra lá, o impostômetro é notícia em todos os noticiários da TV, rádio ou internet. Invariavelmente, vem junto a ladainha sobre alta carga tributária, gastos públicos, desperdício do dinheiro público.

Contraditório? Contextualizações? Comparações? Podem esquecer! A imprensona de direita no Brasil não usa mais estas práticas obsoletas do jornalismo. “Grande imprensa” agora é partido político. É mais fácil divulgar informações falsas, como “o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo”, do que fazer um site útil e decente como Where Does My Money Go.

O jornalista editor de TV Marco Aurélio Mello já desmascarou a picaretagem com uma história de redação que mostra a falta de metodologia do impostômetro e mostrou como a imprensona manipula informação.
Aqui, desmascaro os números do impostômetro. Já que William Homer e Joelmir Beting não fazem o trabalho deles, eu faço. Aí abaixo está a comparação de arrecadação per capita em dezenas de países no mundo, com dados geralmente de 2009.

Posição em ranking não significa nada, mas os noticiários adoram. Então, tome: existem 20 países com carga tributária mais alta que o Brasil, e o país ocupa a longínqua 49ª posição em arrecadação. E repare como a maioria dos países desenvolvidos têm altas cargas tributárias. Tem que ser assim mesmo. Civilização tem seu preço.

Quando se argumenta com direitistas que a Dinamarca tem 50% de carga tributária, comparada com os 38% do Brasil, a resposta vem pronta: “Mas olhe a qualidade dos serviços públicos na Dinamarca!”.

Não conheço nenhuma pesquisa que compare qualidade de serviços públicos no mundo. Na Educação, em Os países mais burraldos do mundo, já demonstrei que o Brasil está exatamente na posição que deveria estar, pelo que gasta em Educação. E qualidade custa dinheiro. Por acaso querem serviço dinamarquês de 18 mil dólares per capita por apenas 4 mil dólares per capita? O empresário brasileiro é bom no que faz, mas jamais conseguiria este milagre de produtividade…

Querem serviços de nível europeu? Teremos, quando tivermos PIB europeu.





Fontes do Post:
Leia sobre o que vem acontecendo na gestão de Lula:



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sábado, 1 de maio de 2010

Made In Brazil - Do IBGE para o mundo

Brasil exporta Censo e PIB

China enviou 22 técnicos ao IBGE para aprender cartografia digital, enquanto modelo de cálculo do PIB é exportado à América Latina

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 26/04/2010 05:41

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, evita dizer que o Brasil se tornou referência internacional na elaboração de pesquisas. Mas o fato é que, nos últimos tempos, um número maior de países têm solicitado apoio do órgão para construir suas estatísticas. O instituto vai exportar técnicas usadas no Censo de 2010 para o Iraque, Angola e Senegal. Na América Latina, o IBGE já é modelo no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre outras frentes de atuação, o IBGE já presta suporte formal para o censo de Cabo Verde, numa iniciativa que conta com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). Em março, o instituto doou 150 minicomputadores, chamados de PDA (Assistente Pessoal Digital), ao instituto de estatística do país africano, para a realização da pesquisa que acontece neste ano, assim como no Brasil. Também treinou funcionários da instituição para o uso dos equipamentos.

Além do convênio de cooperação firmado com Cabo Verde, o IBGE realizou intercâmbios informais com Paraguai, Guiné-Bissau, Moçambique e China. Todos estes países trocaram informações com o Brasil para construir suas pesquisas de contagem da população.

“Há algumas áreas nesse campo de elaboração do censo nas quais o Brasil está muito avançado e é até uma referência”, afirma Nunes. “Mas apenas em algumas áreas, a exemplo do uso de tecnologias inovadoras, como o uso de GPS na combinação de informações.”

O apoio do IBGE aos estrangeiros, no entanto, vai além do uso da tecnologia. Institutos de pesquisa têm recorrido ao IBGE para aprender métodos de desenho de mapas, por exemplo. A China enviou 22 técnicos ao Brasil para conhecer o trabalho de base cartográfica digital do IBGE.

No ano passado, Argentina, Uruguai e Chile também enviaram técnicos a Rio Claro (SP) para aprender com a realização do censo experimental, prévia da pesquisa que o IBGE realizou para testar as novidades do Censo de 2010.

Os institutos de pesquisa que requerem apoio do Brasil para a construção de metodologias solicitam suporte diretamente do IBGE ou recorrem a organismos multilaterais, como a ONU. Outra porta de acesso ao IBGE é o Ministério das Relações Exteriores, que também serve de ponte entre o órgão e institutos de pesquisa de outros países.


PIB made in Brazil

O IBGE se prepara para ajudar países da América Latina a modernizar o cálculo do PIB. Bolívia, Peru e Equador solicitaram suporte do instituto nesta tarefa. O Brasil, por sua vez, aprendeu com a França as novas metodologias que servem de padrão internacional. Durante dez anos, técnicos do IBGE estudaram a metodologia adotada hoje na formulação do PIB.

O coordenador de Contas Nacionais, Roberto Olinto, que comanda a realização o PIB, afirma que o IBGE recebeu a visita de técnicos da Nicarágua, Honduras e Cabo Verde e Paraguai nos últimos anos. Todos em busca de técnicas mais modernas de elaboração do PIB. “O sistema de Contas Nacionais no Brasil é avançado porque aprendemos o que é referência internacional”, diz Olinto.

Um dos objetivos dos países latino-americanos é padronizar as estatísticas. Os países do Mercosul têm se reunido periodicamente para discutir formas de padronização. O número de atividades econômicas publicadas nas Contas Nacionais, por exemplo, é alvo de discussão entre os membros do bloco econômico.