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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dessa a globo não vai gostar

O Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje uma ação interposta pelo PSol que propõe uma mudança radical na distribuição dos canais de televisão do país. O partido advoga que com a entrada em vigência da televisão digital, seria necessário fazer uma licitação para redistribuir todos os canais, já que a TV Digital seria um novo serviço, e não uma continuidade do anterior.A Procuradoria-Geral da República, instada a se manifestar sobre o tema, concordou com a tese do partido. 
 
 
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Uruguai poderá adotar padrão japonês de TV digital

Luiz Antônio Alves
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Uruguai poderá ser o sétimo país da América Latina a adotar o padrão japonês de televisão digital, conhecido como ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial). O último país a anunciar oficialmente sua opção pelo padrão japonês foi o Equador, seguindo decisões tomadas pelo Brasil, a Argentina, o Chile, Peru e a Venezuela. A informação consta do boletim editado pelo serviço de imprensa do Mercosul.

No fim do mês passado, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica conversaram sobre o assunto durante encontro em Brasília. Na época, o presidente uruguaio admitiu a Lula que poderia rever sua opção pelo padrão europeu de TV digital. Na mesma época, o então ministro das Comunicações, Hélio Costa,  conversou com o ministro da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, Roberto Kreimerman, cuja pasta engloba a área das telecomunicações.

O padrão adotado pelo Brasil tem tecnologia essencialmente japonesa, mas incorpora inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros. Entre elas estão o sistema de compressão de vídeo (MPEG-4), o sistema operacional e aplicativos que seriam agregados ao padrão original.

Por outro lado, segundo a agência oficial de notícias IP Paraguai, o país também já analisa a escolha do sistema de TV digital. Os japoneses saíram na frente. No último fim de semana, o presidente Fernando Lugo recebeu uma delegação  liderada pelo embaixador do Japão em Montevidéu, Kazuo Watanabe, para conhecer as vantagens do padrão japonês em relação às oferecidos pela Europa e pelos Estados Unidos. 
 
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sábado, 27 de março de 2010

UIT reconhece o Ginga da TV Digital brasileira

TV Digital: Ginga, completo, vira padrão UIT

Uma grande vitória para o país. Assim, a notícia de que outras partes do Ginga, além do módulo NCL, foram reconhecidos pela União Internacional de Telecomunicações -UIT, foi recebida pelo Fórum SBTVD. O padrão brasileiro Ginga passa a constar agora como quarto padrão mundial para interatividade, ao lado do o americano (ATSC), do europeu (DVB) e o próprio ISDB, na recomendação do organismo da ONU que busca a harmonização técnica entre eles em um único middleware padrão.

A chegada do Ginga-J, tecnologia de ponta e sem os custos de royalties, quebra parâmetros no próprio conceito de TV digital da UIT. Até aqui, todos os padrões harmonizados, baseados no GEM, tinham custos de royalties associados. Com o Ginga-J esse quadro muda. (via idgnow.uol.com.br)

http://br-linux.org/2010/tv-digital-ginga-completo-vira-padrao-uit/
Por Marc_santos

Em termos de mercado mundial, a interatividade do GEM ou Ginga vai ser atropelada por aparelhos de TV e set-top boxes capazes de navegar na Internet. Os modelos mais caros de TV já possuem WiFi e rodam vídeos do Youtube, applets e até mesmo possuem o Skype. Computadores e unidades de armazenamento baratos estão dando origens à HTPCs (Home Theater Personal Computers) capazes de não só reproduzir vários tipos de media, receber sinais de TV digital, gravar programas e navegar na Internet com preços indo de US$80 a US$250 (veja o preço de um decodificador não interativo aqui no Brasil…).

Ainda, as grandes empresas não estão tão dispostas a fazer modificações necessárias para rodar o Ginga (li isso outro dia numa entrevista com um diretor da Samsung – que já faz TVs com acesso ao youtube).

O Ginga só é suportado pela emissoras e pelo governo que se dobra diante delas por que elas podem ter controle do que é divulgado/vendido através do canal interativo com o Ginga. Coloque acesso livre à Internet através de um navegador comum (rodando em linux), que não precisa pagar royalties, e tudo será perdido.

Para finalizar, a grande ironia é que o propalado canal de retorno da TV digital brasileira acabará rodando sobre conexões de Internet. Ou seja, vc poderia ter acesso a um conteúdo muito mais vasto, mas vai ficar preso numa sisteminha que só vai te permitir votar no BBB ou comprar a saia da mocinha da novela.
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sexta-feira, 26 de março de 2010

TV Digital nipo-brasileira (SBTVD)

TV Digital nipo-brasileira (SBTVD) pegou no breu

Eu sinceramente, não botava tanta fé assim. Via no Ginga e na codificação mais avançada (MPEG-4) pontos positivos, mas não suficientes para se fazer frente ao sistemas Europeus e Americanos. Acabou que a mistura Brasil-Japão acabou dando samba. No ritmo que vai só a Colombia (e Uruguai?) vai ficar de fora, o resto da AL caminham pra aderir ao SBTVD.

Incrivel e surpreendente.

“Até o momento, o Brasil já conseguiu convencer Peru, Chile e Argentina. Além disso, haveria um pré-acordo com Cuba. Equador e Venezuela também estariam prestes a adotar o modelo nipo-brasileiro, segundo o Minicom, e Bolívia e Paraguai estariam na fase dos “entendimentos”. Com isso, o ministro Hélio Costa já comemora o sucesso da empreitada de avançar com o padrão escolhido pelo Brasil.”

TELETIME News – Chile e Peru aderem ao sistema nipo-brasileiro de TV digital

Chile e Peru aderem ao sistema nipo-brasileiro de TV digital

segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 19h30
A campanha do governo pelos países vizinhos para divulgar o padrão de TV digital escolhido pelo Brasil continua dando frutos. Nesta segunda-feira, 14, o Ministério das Comunicações anunciou duas novas adesões ao sistema nipo-brasileiro de transmissão. Enquanto a cúpula do governo brasileiro recebia uma comitiva peruana para o anúncio oficial da adoção do padrão, a embaixada do Chile confirmava ao Minicom a escolha do sistema pela presidente Michelle Bachelet.

Todos os detalhes dos acordos firmados com os dois países ainda não foram divulgados, mas além da cooperação técnica, típica nesses protocolos, o Brasil sinaliza com uma boa ajuda financeira aos novos parceiros. Após o anúncio formal, feito juntamente com o ministro de Transportes e Comunicações do Peru, Enrique Cornejo, o ministro Hélio Costa contou aos jornalistas que o país vizinho também terá acesso à linha de financiamento criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) para a implantação da TV digital. A linha, no valor total de R$ 1 bilhão, está disponível desde 2007 e deve ser mantida, em princípio, até 31 de dezembro de 2013.

Ampliação

A idéia de permitir que outros países usem os recursos do BNDES na implantação da TV digital já havia sido comentada em momentos anteriores pelo ministro Hélio Costa. A novidade é que o ministro sinalizou hoje com a possibilidade de ampliação do escopo de financiamento. Atualmente, de acordo com dados oficiais do BNDES, a linha só pode ser usada para aquisição de equipamentos fabricados no Brasil. Mas Costa defende que não haja restrições ao uso da verba.

"Se for (limitado o uso da linha), vamos conversar com o BNDES. Até porque não há imposição nenhuma da lei para que o financiamento seja apenas de equipamentos nacionais", afirmou o ministro, fazendo referência ao decreto de implantação da TV digital no Brasil. O ministro peruano não confirmou se já há interesse em usar os recursos do BNDES, mas fez uma projeção de quanto custará a implantação do sistema em seu país.

Pelos cálculos iniciais, o país terá que investir US$ 80 milhões para cobrir as oito principais cidades peruanas, atendendo a cerca de 54% da população até 2015.

Sistema sul-americano

Até o momento, o Brasil já conseguiu convencer Peru, Chile e Argentina. Além disso, haveria um pré-acordo com Cuba. Equador e Venezuela também estariam prestes a adotar o modelo nipo-brasileiro, segundo o Minicom, e Bolívia e Paraguai estariam na fase dos “entendimentos”. Com isso, o ministro Hélio Costa já comemora o sucesso da empreitada de avançar com o padrão escolhido pelo Brasil.

“Estamos caminhando para um sistema, no mínimo, sul-americano de TV digital, o que é muito importante do ponto de vista cultural e intelectual”, declarou. Quanto a países que já fizeram sua escolha por outro sistema – como é o caso do Uruguai, que optou pelo padrão europeu – o governo brasileiro deve continuar insistindo no processo de convencimento. “Todo mundo que errou tem o direito de se consertar”, declarou o ministro ao ser questionado sobre o Uruguai.

O ministro peruano Enrique Cornejo também se mostrou satisfeito com a escolha feita. “Viemos nessa visita oficial com grande alegria, mas também com grande certeza de que tomamos a decisão certa”, afirmou. Cornejo disse que analisaram por dois anos os padrões tecnológicos disponível sob três eixos: tecnológico, econômico e em termos de cooperação. “E nesses três quesitos, o sistema brasileiro se mostrou largamente melhor”, concluiu.

Sem fábrica
Em meio ao anúncio, uma antiga polêmica voltou à tona: a promessa de que, ao adotar o padrão japonês, o Brasil ganharia suporte para a instalação de uma fábrica de semicondutores em território nacional. Mesmo com a construção da fábrica tendo sido vastamente divulgada e comemorada pelo governo brasileiro na época do acordo com o Japão, Hélio Costa negou hoje que este item fizesse parte do acordo. “Nós não negociamos a fábrica, pelo contrário. Nós pedimos que os japoneses nos auxiliassem com a tecnologia. Isso não consta do acordo”, afirmou o ministro.

Segundo Costa, a fábrica – mesmo fora do acordo – só não foi implantada até hoje por culpa do próprio Brasil, que não teria mão de obra qualificada para tocar um linha de montagem com a sofisticação exigida para este ramo. “Nós precisamos deixar muito claro que os entendimentos só não se deram com a velocidade que a imprensa espera, e que nós mesmos esperamos em alguns momentos, porque nós não estávamos preparados para receber essa fábrica. É preciso um conhecimento refinadíssimo para uma linha de montagem assim”, argumentou.

O ministro ponderou que o Brasil tem avançado nesse ramo, especialmente com os trabalhos conduzidos pela Ceitec. Ainda assim, não quis fazer nenhuma previsão de quando o país será capaz de ter uma grande fábrica de semicondutores. “A perspectiva depende de um conjunto de fatores. E não sou eu que tem que dizer como fazer”, concluiu.

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